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Ouro lidera ETFs internacionais, enquanto queda do dólar pressiona fundos de ações globais

Os ETFs de ouro, ações internacionais e moedas encerraram a semana sob influência de movimentos distintos nos mercados globais. Wall Street avançou nesta sexta-feira (21), recuperando parte das perdas acumuladas nos pregões anteriores, mas a permanência dos juros longos americanos em patamares elevados continuou limitando o desempenho das ações de crescimento.

O S&P 500 e o Nasdaq Composite subiram 0,43%, enquanto o Dow Jones avançou 0,98%. O setor financeiro, as empresas relacionadas a criptoativos e as ações de materiais estiveram entre os destaques positivos. Apesar da recuperação, S&P 500 e Nasdaq terminaram a semana com perdas de 1,4% e 2%, respectivamente.

No mercado de juros, o rendimento do Treasury de dez anos alcançou 4,734%, enquanto o título de 30 anos chegou a 5,273%. O movimento refletiu as preocupações com a inflação, os preços do petróleo e a situação fiscal dos Estados Unidos.

No Brasil, o dólar caiu 1,04% e encerrou a sessão a R$ 5,1433. A valorização do real reduziu, na conversão para reais, os ganhos registrados por diferentes mercados internacionais. Esse efeito cambial explica por que ETFs expostos às bolsas americanas e globais recuaram mesmo diante da alta de seus índices de referência no exterior.

GOLD11 (Ouro – XP Asset): +1,23%

O ouro avançou 2,03% e superou US$ 4.600 por onça, impulsionado pelas preocupações com a sustentabilidade fiscal dos Estados Unidos, pela fraqueza internacional do dólar e pela procura por ativos de proteção diante das tensões geopolíticas. O aumento das recompras de títulos de longo prazo pelo Tesouro americano também reforçou as dúvidas sobre o custo de financiamento do governo.

A valorização do real conteve parte do ganho do metal quando convertido para a moeda brasileira. Por isso, a alta do GOLD11 ficou abaixo da variação do ouro em dólares.

SPXR11 (S&P 500 sem variação cambial – Itaú Asset): +0,43%

O SPXR11 acompanhou a alta de 0,43% do S&P 500. O ETF oferece exposição às ações americanas com proteção contra a variação cambial e também incorpora o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos.

Wall Street recuperou parte das perdas da véspera, com apoio dos setores financeiro e de materiais. Empresas ligadas ao mercado de criptoativos também avançaram, acompanhando a valorização do bitcoin.

A proteção cambial foi determinante para o resultado: o fundo capturou a recuperação do mercado americano sem sofrer o impacto da queda do dólar perante o real.

PKIN11 (Ações Chinesas – Bradesco Asset): -0,14%

As bolsas da China continental apresentaram desempenho moderado. O índice de Xangai ficou próximo da estabilidade, enquanto Shenzhen avançou 0,87%. O movimento positivo das ações chinesas foi neutralizado, em reais, pela queda da moeda americana. O baixo volume negociado pelo PKIN11 no pregão também ampliou a possibilidade de diferença entre sua cotação de fechamento e o valor da carteira.

IVWO11 (Países Emergentes – Investo): -0,32%

O IVWO11 replica o Vanguard FTSE Emerging Markets ETF e oferece exposição a aproximadamente 6 mil empresas de mais de 20 economias emergentes. Taiwan representava 30,8% da carteira, seguido por China, com 27,6%, e Índia, com 17%. TSMC, Tencent, Alibaba e MediaTek estavam entre suas maiores posições.

A TSMC, que sozinha correspondia a 14,93% do portfólio, avançou 0,71% em Nova York. Tencent também subiu, mas Alibaba caiu 8,6% depois de divulgar lucro abaixo das expectativas, apesar do crescimento de sua divisão de computação em nuvem.

O desempenho misto das principais posições foi acompanhado pela valorização do real, que reduziu o valor da carteira internacional na conversão cambial e levou o ETF a encerrar em queda.

WRLD11 (Ações globais – Investo): -0,49%

A sessão foi positiva para o S&P 500, para as bolsas europeias e para parte dos mercados asiáticos. Entre as principais ações da carteira, Microsoft subiu 0,43%, Alphabet avançou 1,2% e Meta ganhou 0,7%. Em sentido contrário, Nvidia caiu 0,98%, Apple perdeu 0,63% e Amazon recuou 0,6%.

A alta moderada das bolsas não compensou a queda superior a 1% do dólar contra o real. Como o WRLD11 mantém exposição cambial, o fortalecimento da moeda brasileira levou o fundo ao campo negativo.

NASD11 (Nasdaq-100 – XP Asset): -0,61%

O NASD11 acompanha o Nasdaq 100 e está exposto à variação cambial. Embora o Nasdaq Composite tenha avançado 0,43%, o desempenho das maiores empresas de tecnologia foi desigual.

Nvidia, Apple e Amazon recuaram, enquanto Microsoft, Alphabet e Meta avançaram. Os juros longos americanos também permaneceram elevados, mantendo a pressão sobre empresas de crescimento, cujas avaliações são mais sensíveis às taxas de desconto.

O principal impacto, contudo, veio do câmbio. A queda de 1,04% do dólar perante o real superou a valorização do mercado de tecnologia e levou o ETF a fechar em baixa.

SPXI11 (S&P 500 UCITS com variação cambial – Itaú Asset): -0,73%

O SPXI11 busca replicar o S&P 500 Net Total Return e investe pelo menos 95% do patrimônio no Vanguard S&P 500 UCITS ETF ou em posições futuras ligadas ao índice. Diferentemente do SPXR11, o produto mantém a exposição do investidor à variação do dólar.

O S&P 500 avançou 0,43%, apoiado pelos setores financeiro e de materiais, mas a queda de 1,04% da moeda americana foi mais intensa. A conversão dos ativos para reais anulou a recuperação das ações e determinou o retorno negativo do SPXI11.

DOLB11 (Dólar – BTG Asset): -0,90%

O DOLB11 acompanha a variação da moeda americana perante o real. A divisa perdeu força globalmente, enquanto moedas latino-americanas foram favorecidas pelo ambiente de dólar mais fraco e pelas operações de carry trade. O câmbio encerrou perto de R$ 5,14, com valorização superior a 1% do real.

As expectativas em torno de novas recompras de títulos pelo Tesouro dos Estados Unidos também influenciaram a moeda. A iniciativa buscou conter a pressão sobre os rendimentos dos Treasuries, mas ampliou o debate sobre a situação fiscal americana.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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