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O desempenho dos oito ETFs variou entre a alta de 0,22% do BVBR11 e a queda de 1,71% do HIGH11. O BMMT11 avançou 0,10%, enquanto o LVOL11 ficou próximo da estabilidade, com ganho de 0,02%. AUVP11, DIVO11, NSDV11 e QLBR11 recuaram 0,14%, 0,59%, 0,70% e 0,85%, respectivamente.
O Ibovespa recuperou uma queda intradiária superior a 1% e encerrou o pregão com alta de 0,24%, aos 185.992 pontos. A sessão foi marcada pela repercussão do quinto corte consecutivo da Selic, para 13,75% ao ano, pela cautela com o cenário fiscal e pela melhora das bolsas internacionais ao longo do dia. O dólar e os juros futuros também reverteram as altas intradiárias e terminaram em queda.
O ganho do índice amplo, porém, não representou o comportamento da maior parte das ações. Materiais básicos avançaram 0,86%, utilities subiram 0,15% e o setor financeiro ganhou apenas 0,08%. Em sentido contrário, o índice imobiliário caiu 2,38%, consumo recuou 0,68% e indústria perdeu 0,31%. Entre as maiores quedas do Ibovespa estavam CSN Mineração, com 5,59%, Cury, com 5,15%, Marcopolo, com 5,08%, Tenda, com 4,97%, e MRV, com 4,90%.
Essa dispersão atingiu diretamente as estratégias. Os ETFs defensivos tinham maior presença de grandes bancos, utilities, seguradoras e companhias maduras. Os produtos de alto beta, qualidade multifator e dividendos inteligentes carregavam pesos mais relevantes em construção, consumo cíclico, mineração e outras ações que sofreram perdas expressivas.
BVBR11 (Investo): +0,22%
O BVBR11 liderou com alta de 0,22%. O fundo combina critérios de qualidade, valor e baixa volatilidade, além de priorizar empresas com histórico consistente de dividendos. Serviços financeiros representavam 31,76% da carteira, seguidos por materiais, com 19,21%, energia, com 19,14%, e utilities, com 14,31%.
As maiores posições eram Vale, com 15,30%, Petrobras PN, com 14,60%, Itaú Unibanco, com 11,48%, Bradesco, com 5,26%, e Itaúsa, com 4,86%. O fundo também mantinha exposição a Axia Energia, Santander Brasil, Ambev e WEG.
A participação elevada em materiais permitiu ao ETF capturar a melhora do setor, que avançou 0,86% com o suporte do minério de ferro. Utilities também terminaram no campo positivo, enquanto o setor financeiro ficou próximo da estabilidade. Esses movimentos compensaram a pressão exercida pela queda do petróleo sobre a Petrobras.
O resultado mostra que a liderança não decorreu apenas da baixa volatilidade. A combinação entre Vale, grandes bancos, utilities e consumo não cíclico reduziu a exposição às perdas mais fortes observadas em incorporadoras e outras empresas cíclicas.
O BVBR11 recua 1,04% na semana, mas acumula alta de 10,79% no mês e de 13,71% no ano. O retorno de 12 meses não estava preenchido na base.
BMMT11 (Bradesco Asset): +0,10%
O BMMT11 avançou 0,10%. O ETF acompanha o Morningstar Brazil Target Momentum Index, que seleciona 30 ações brasileiras com base em métricas recentes de desempenho e lucratividade. As posições recebem pesos iguais, evitando que o retorno seja dominado pelas maiores empresas da Bolsa.
A ponderação igualitária foi relevante em uma sessão na qual o Ibovespa ficou no campo positivo, mas várias ações de grande sensibilidade ao ciclo doméstico registraram quedas acentuadas. A estratégia não depende da concentração tradicional em Vale, Petrobras e grandes bancos, distribuindo o risco entre os 30 papéis selecionados pelo fator momentum.
O ganho moderado indica que as tendências capturadas pela carteira resistiram parcialmente à dispersão negativa. Entretanto, a composição completa do fundo para 17 de setembro não estava disponível. Por isso, não é possível atribuir os 0,10% a ações específicas sem extrapolar as informações conhecidas.
O BMMT11 recua 0,51% na semana, mas sobe 9,94% no mês, 10,66% no ano e 19,67% em 12 meses.
LVOL11 (Nu Asset): +0,02%
O LVOL11 ficou praticamente estável, com alta de 0,02%. O fundo seleciona as ações de menor volatilidade dentro do universo do Ibovespa, com uma carteira distribuída principalmente entre utilities, serviços financeiros e materiais básicos.
Utilities representavam 32,5% da alocação e o setor financeiro respondia por 25,4%. Entre as maiores posições estavam BB Seguridade, com 4,94%, Klabin, com 4,72%, Taesa, com 4,60%, Cemig, com 4,45%, Itaúsa e Caixa Seguridade, ambas com 4,21%.
A carteira também mantinha posições relevantes em Copel, Equatorial, ISA Energia Brasil, Engie Brasil, CPFL Energia e Telefônica Brasil. Esse conjunto reduziu a dependência de incorporadoras, varejistas e outras companhias mais sensíveis às oscilações do mercado.
O índice de utilities avançou 0,15%, enquanto o financeiro ficou próximo da estabilidade. A combinação ajudou o fundo a preservar o capital em uma sessão na qual várias ações de alto beta sofreram perdas próximas ou superiores a 5%.
O LVOL11 recua 0,48% na semana, mas acumula alta de 10,99% no mês, 10,93% no ano e 24,59% em 12 meses.
AUVP11 (BTG Pactual): -0,14%
O AUVP11 recuou 0,14%. O fundo seleciona empresas com base em rentabilidade, eficiência operacional e controle de alavancagem. A metodologia exige histórico de lucratividade e exclui setores como varejo, proteína animal e transporte aéreo.
A carteira era concentrada nas maiores empresas do mercado. Itaú Unibanco representava 15,69%, Petrobras PN 14,73%, Petrobras ON 12,98%, Bradesco 6,88% e B3 6,02%. As cinco posições somavam 56,30% do portfólio.
A concentração em Petrobras, que alcançava 27,71% considerando as duas classes de ações, limitou o desempenho em uma sessão de queda do petróleo. A exposição aos bancos também ofereceu pouco suporte, pois o setor financeiro avançou apenas 0,08%.
A ausência de empresas de varejo e transporte aéreo reduziu a exposição a segmentos de maior risco, mas não foi suficiente para compensar o peso elevado de petróleo e a participação relevante do setor financeiro. Ainda assim, o fundo terminou com queda menor que a dos ETFs de dividendos, qualidade multifator e alto beta.
O AUVP11 recua 0,62% na semana, mas avança 13,33% no mês, 14,68% no ano e 26,42% em 12 meses.
DIVO11 (Itaú Asset): -0,59%
O DIVO11 caiu 0,59%. O fundo acompanha o Índice Dividendos, da B3, que seleciona ativos entre os maiores dividend yields dos últimos 36 meses e reinveste os proventos recebidos.
O setor financeiro representava 33,65% da carteira, utilities 19,23% e energia 11,32%. As maiores posições eram Itaúsa, com 5,91%, Petrobras PN, com 5,52%, BB Seguridade, com 5,22%, Petrobras ON, com 5,15%, e Bradesco ON, com 4,89%.
A combinação de bancos, seguradoras, elétricas e saneamento conferiu diversificação ao fundo, mas o setor financeiro ofereceu pouco suporte. A queda do petróleo pressionou a parcela de energia, enquanto posições menores em ações cíclicas e imobiliárias também limitaram o resultado.
O retorno ficou 0,11 ponto percentual acima do NSDV11. O DIVO11 tinha uma carteira mais ampla, com 51 ativos, e menor dependência individual das construtoras, mineradoras e empresas industriais que figuraram entre as maiores perdas da sessão.
O ETF recua 1,13% na semana, mas acumula alta de 10,79% no mês, 13,22% no ano e 23,82% em 12 meses.
NSDV11 (Nu Asset): -0,70%
O NSDV11 recuou 0,70%. O fundo acompanha o Ibov Smart Dividendos, que seleciona empresas do Ibovespa com histórico consistente de pagamentos nos seis anos anteriores. A ponderação considera dividend yield, recorrência e estabilidade dos proventos.
Utilities representavam 34,5% da carteira, o setor financeiro 28,7% e materiais básicos 14,8%. As maiores posições eram Cemig, com 6,27%, Banco do Brasil, com 6,15%, Taesa, com 6,10%, Bradesco, com 5,97%, e CPFL Energia, com 5,68%.
A parte defensiva da carteira ajudou a limitar a queda, mas o fundo também mantinha posições em empresas que sofreram perdas expressivas. CSN Mineração representava 5,22%, Marcopolo 4,63%, Cury 3,80% e Direcional 3,79%. CSN Mineração, Cury e Marcopolo caíram 5,59%, 5,15% e 5,08%, respectivamente.
Esse conjunto ajuda a explicar por que o ETF caiu mais que o DIVO11, apesar da elevada participação em utilities. A concentração em 19 ações tornou o resultado mais sensível às quedas das posições cíclicas e de materiais básicos.
O NSDV11 recua 1,96% na semana e apresenta alta de 8,24% no mês, 8,02% no ano e 20,05% em 12 meses.
QLBR11 (Investo): -0,85%
O QLBR11 perdeu 0,85%. O fundo acompanha um índice multifator que combina qualidade e valuation, selecionando empresas com base em liquidez, eficiência operacional, rentabilidade, solidez financeira e preço relativo.
A carteira se diferenciava das estratégias mais concentradas nas maiores empresas do Ibovespa. As principais posições eram XP, com 6,86%, Suzano, com 5,76%, BB Seguridade, com 5,51%, Itaúsa, com 5,39%, e Porto Seguro, com 4,11%.
O ponto de maior pressão estava na composição setorial. Consumo cíclico representava 32,63% da carteira e mercado imobiliário, 8,88%. Entre as principais posições estavam Cyrela, com 3,99%, Cury, com 3,35%, além de exposições a Tenda, Direcional, JHSF, EZTEC, Lavvi e Even.
O índice imobiliário caiu 2,38%, enquanto Cury perdeu 5,15% e Tenda recuou 4,97%. A exposição diversificada a incorporadoras e empresas de consumo cíclico sobrepôs a contribuição defensiva de seguradoras, utilities e Itaúsa.
O resultado mostra que a seleção por qualidade financeira não equivale necessariamente à baixa volatilidade no curto prazo. Uma empresa pode atender aos critérios de lucratividade, eficiência e valuation e, ainda assim, manter sensibilidade elevada ao ciclo doméstico e aos juros.
O QLBR11 recua 1,26% na semana, mas avança 10,53% no mês e 3,29% no ano. O retorno de 12 meses não estava preenchido na base.
HIGH11 (Nu Asset): -1,71%
O HIGH11 registrou a maior queda do grupo, de 1,71%. O fundo seleciona as ações de maior beta do Ibovespa, buscando ampliar a resposta da carteira às oscilações do mercado. Essa característica funciona nos dois sentidos, potencializando altas e perdas.
Consumo cíclico representava 49,1% da carteira. As maiores posições eram Magazine Luiza, com 6,46%, Vamos, com 5,48%, C&A, com 5,00%, Assaí, com 4,99%, e CSN, com 4,77%. O fundo também mantinha posições relevantes em Yduqs, Cogna, Hapvida, Lojas Renner, MRV, Cyrela, Tenda, CSN Mineração, Cury e Direcional.
Várias dessas ações ficaram entre as maiores perdas do índice. CSN Mineração caiu 5,59%, Cury perdeu 5,15%, Tenda recuou 4,97% e MRV caiu 4,90%. O índice imobiliário perdeu 2,38%, reforçando a pressão sobre uma carteira com ampla exposição a incorporadoras e empresas sensíveis ao ciclo.
A queda de 1,71%, mesmo com o Ibovespa em alta, mostra que o beta histórico não garante movimento diário na mesma direção do índice. A composição específica prevaleceu: as ações mais sensíveis ao mercado ficaram concentradas justamente nos segmentos que mais recuaram.
O HIGH11 cai 1,32% na semana e 11,80% no ano, apesar da alta de 12,44% no mês. Em 12 meses, acumula perda de 18,84%.
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