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ETFs de Ibovespa e renda fixa concentram os maiores fluxos da semana

Os maiores fluxos positivos ficaram concentrados em ETFs de ações brasileiras e renda fixa. BOVA11 e BOVV11 ocuparam as duas primeiras posições, enquanto CDIB11, NLFA11 e LFTB11 completaram a relação.

O Ibovespa avançou 2,45% na semana, após interromper uma sequência de 11 pregões de queda e encerrar a sexta-feira acima dos 171 mil pontos. A melhora do ambiente externo, a recuperação dos bancos e a expectativa de novos cortes da Selic favoreceram o mercado acionário brasileiro.

A recuperação ocorreu apesar da continuidade da saída de investidores estrangeiros. O mercado acionário brasileiro acumulava retirada líquida de aproximadamente R$ 18,6 bilhões em agosto, indicando que a alta semanal não representou uma reversão completa do ambiente de cautela.

Na renda fixa, os fluxos alcançaram produtos expostos a títulos públicos atrelados à Selic, títulos indexados à inflação e letras financeiras emitidas por bancos. Essas estratégias apresentaram retornos positivos e oscilações menores que os ETFs de ações.

BOVA11 (BlackRock): fluxo de R$ 1,635 bilhão e retorno de 2,70%

BOVA11 registrou o maior fluxo da semana, com entrada de R$ 1,635 bilhão. O ETF busca acompanhar o Ibovespa e oferece exposição ampla ao mercado acionário brasileiro.

A captação coincidiu com a recuperação do índice depois de duas semanas de perdas. O Ibovespa avançou 2,45%, apoiado pela melhora do ambiente externo e pela reação de bancos, Vale e outras empresas de grande peso.

O BOVA11 apresentou retorno de 2,70%. Na sexta-feira, o ETF avançou 2,02%, acompanhando o pregão mais forte da bolsa durante a semana.

O fluxo correspondeu a aproximadamente 11,5% do patrimônio de R$ 14,166 bilhões informado para o fundo. O dado confirma uma entrada relevante de recursos, mas não identifica os investidores responsáveis pela movimentação.

BOVV11 (Itaú Asset): fluxo de R$ 949 milhões e retorno de 2,51%

BOVV11 recebeu R$ 949 milhões, o segundo maior fluxo semanal. O fundo também busca acompanhar o Ibovespa e oferece exposição às ações mais representativas e negociadas do mercado brasileiro.

A captação ocorreu durante a recuperação do índice, que voltou à região dos 171 mil pontos. Na sexta-feira, bancos, Vale e B3 estiveram entre os destaques, enquanto a melhora do ambiente externo aumentou a disposição dos investidores para ativos de risco. 

O BOVV11 avançou 2,51% na semana. BOVA11 e BOVV11 receberam juntos R$ 2,584 bilhões, concentrando 81,1% dos recursos destinados aos cinco ETFs com maiores entradas.

CDIB11 (Itaú Asset): fluxo de R$ 477 milhões e retorno de 0,47%

CDIB11 ocupou a terceira posição, com entrada de R$ 477 milhões. O ETF acompanha o Índice Teva ITBR Selic Target 800, composto majoritariamente por LFTs longas e por uma parcela menor de NTN-Bs. A estratégia busca manter prazo médio de 800 dias nas datas de rebalanceamento.

Na composição referente a julho, aproximadamente 90% da carteira estava distribuída entre cinco LFTs. A NTN-B com vencimento em 2060 representava 9,62% do patrimônio.

O ETF avançou 0,47% na semana. A carteira combina a remuneração pós-fixada das LFTs com uma exposição menor a juros reais e inflação por meio da NTN-B.

O fluxo foi equivalente a aproximadamente 21,4% do patrimônio de R$ 2,233 bilhões informado para o fundo, reforçando a relevância da captação semanal.

NLFA11 (Nu Asset): fluxo de R$ 71 milhões e retorno de 0,30%

NLFA11 recebeu R$ 71 milhões e ficou na quarta posição. O ETF busca acompanhar o Índice de Letras Financeiras da Anbima e oferece exposição a letras financeiras seniores emitidas por instituições bancárias.

A carteira estava concentrada em emissores classificados nos segmentos S1 e S2. Banco do Brasil, Bradesco, BTG, Santander, Nubank, Safra, Sicredi e Votorantim estavam entre as instituições representadas.

O NLFA11 avançou 0,30% na semana. O retorno refletiu o comportamento de uma carteira de crédito bancário com exposição a emissores de diferentes portes e classificações.

A entrada correspondeu a aproximadamente 26,5% do patrimônio de R$ 268,05 milhões informado para o ETF.

LFTB11 (Investo): fluxo de R$ 56 milhões e retorno de 0,30%

LFTB11 completou a relação, com entrada de R$ 56 milhões. O ETF acompanha o MarketVector Brazil Treasury 760 Day Target Duration Index, formado por títulos públicos pós-fixados ligados à Selic e títulos atrelados ao IPCA. 

A carteira divulgada no início de agosto apresentava predominância de LFTs com diferentes vencimentos. A NTN-B com vencimento em 2060 representava 9,09% do fundo, enquanto o prazo médio era de 746,17 dias.

O ETF avançou 0,30% na semana. A combinação entre Tesouro Selic e Tesouro IPCA+ permitiu exposição majoritariamente pós-fixada, acompanhada por uma parcela menor sensível aos juros reais.

O fluxo representou aproximadamente 1,1% do patrimônio de R$ 5,304 bilhões informado para o LFTB11.

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