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Ethereum se descola do Bitcoin, enquanto IPCA+ avança entre os ETFs da semana

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Créditos: iStock

 

O mercado brasileiro apresentou desempenho superior ao das principais exposições internacionais. O Ibovespa acumulou alta de 1,11% na semana, sustentado pelo fluxo estrangeiro e pela valorização dos bancos, apesar da queda de 0,56% na sexta-feira. Nos Estados Unidos, o S&P 500 perdeu 0,8%, o Nasdaq recuou 0,7% e o Dow Jones caiu 1,6%.

A renda fixa indexada à inflação também terminou no campo positivo. O IPCA de agosto registrou deflação de 0,32%, após alta de 0,07% em julho. A inflação acumulada em 12 meses desacelerou de 4,44% para 4,22%, enquanto o resultado acumulado de 2026 ficou em 3,11%.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries avançaram após indicadores de inflação reforçarem a expectativa de aumento dos juros americanos. O rendimento do título de dez anos chegou a aproximadamente 4,96% na quinta-feira, pressionando ações, ouro e ativos sensíveis às condições globais de liquidez.

Os criptoativos não se moveram como um bloco homogêneo. Ethereum terminou a semana em alta, enquanto Bitcoin recuou. O movimento foi acompanhado por entradas nos ETFs americanos de Ethereum e retiradas nos produtos de Bitcoin.

 

ETHE11 (Hashdex): +2,78%

O ETHE11 liderou o ranking com valorização de 2,78%. O fundo replica o Hashdex Nasdaq Ethereum Reference Price e investe pelo menos 95% do patrimônio no ETF-alvo da Hashdex, que mantém exposição a Ethereum ou posições compradas no mercado futuro. O produto também se beneficia de staking.

O Ethereum avançou durante a semana enquanto o Bitcoin recuou. Entre as manhãs de 4 e 11 de setembro, Ether subiu 2,01%, de US$ 2.450,05 para US$ 2.499,30, ao passo que Bitcoin perdeu 2,13%.

Os fluxos institucionais reforçaram essa divergência. Entre 8 e 11 de setembro, os ETFs à vista de Ethereum nos Estados Unidos receberam US$ 196,9 milhões, enquanto os produtos de Bitcoin registraram retiradas líquidas de US$ 462,7 milhões. A entrada de recursos em Ether e a valorização do ativo sustentaram o melhor retorno do ranking.

BOVA11 (BlackRock): +1,05%

O BOVA11 avançou 1,05%, acompanhando de perto o ganho de 1,11% do Ibovespa. O ETF replica o principal índice acionário brasileiro, cuja carteira tinha pesos relevantes em Itaú Unibanco, Petrobras, Bradesco, Banco do Brasil e outras companhias de grande capitalização.

Os bancos tiveram papel central na alta. Na quinta-feira, quando o Ibovespa subiu 1,42%, Bradesco avançou 3,9%, Banco do Brasil ganhou 2,8% e Itaú teve alta de 1,8%. O saldo de investidores estrangeiros acumulava R$ 10,5 bilhões desde 21 de agosto, apoiando a valorização dos ativos locais.

Na sexta-feira, o Ibovespa recuou 0,56%, pressionado pela realização de lucros, pela queda das commodities e pelo ambiente político. A perda do último pregão reduziu, mas não eliminou, o avanço construído anteriormente.

IB5M11 (Itaú Asset): +0,87%

O IB5M11 avançou 0,87%. O ETF replica o IMA-B5+, índice composto por títulos públicos indexados ao IPCA com prazo igual ou superior a cinco anos. A carteira de NTN-Bs longas apresenta maior sensibilidade às oscilações das taxas reais.

O IPCA de agosto caiu 0,32%, ante expectativa de recuo de 0,29%, e a inflação acumulada em 12 meses desacelerou para 4,22%. O resultado ampliou o espaço percebido para a continuidade dos cortes da Selic.

A maior sensibilidade dos vencimentos longos permitiu que o IB5M11 superasse o B5P211. O avanço refletiu a combinação entre carregamento e valorização das NTN-Bs, embora a alta dos juros futuros na sexta-feira tenha limitado o movimento no encerramento.

DIVO11 (Itaú Asset): +0,83%

O DIVO11 ganhou 0,83%. O fundo acompanha o IDIV, índice de retorno total composto por empresas que se destacam na distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio. A carteira mantinha posições relevantes em Itaúsa, Petrobras, BB Seguridade, Bradesco, Copel, Itaú, Vale, Vibra, Banco do Brasil e Cemig.

O avanço de Itaú e Bradesco sustentou uma parcela importante do portfólio, enquanto seguradoras, holdings e utilities ampliaram a contribuição positiva.

A carteira também carregava Banco do Brasil, que caiu 1,36% na sexta-feira, além de Petrobras e Vale, que perderam força no último pregão. Essa compensação levou o ETF a terminar no campo positivo, mas abaixo do BOVA11.

B5P211 (Itaú Asset): +0,61%

O B5P211 avançou 0,61%. O ETF acompanha o IMA-B5 P2, índice composto por NTN-Bs com prazo inferior a cinco anos. A carteira oferece exposição à inflação e às taxas reais curtas, com menor duration que o IB5M11.

O fundo avançou em todas as sessões do recorte: 0,26% na terça-feira, 0,06% na quarta, 0,28% na quinta e 0,01% na sexta. O retorno resultou da combinação entre o carregamento dos títulos e a marcação a mercado.

O IPCA abaixo do esperado favoreceu a curva real, mas a alta dos juros futuros na sexta-feira restringiu o ganho no encerramento. A menor duration da carteira explica por que o B5P211 reagiu menos que o IB5M11.

DOLX11 (XP Asset): +0,23%

O DOLX11 avançou 0,23%. O ETF acompanha o S&P/B3 BRL-USD Mini Futures Index, referência baseada em contratos futuros de dólar.

O dólar à vista terminou a semana com queda de 0,10% frente ao real, mas subiu 0,44% na sexta-feira, para aproximadamente R$ 5,12. A alta do último pregão esteve associada à cautela política e à procura por proteção antes do fim de semana.

O retorno positivo do fundo, apesar da leve queda do dólar comercial, refletiu a estrutura de futuros. Cupom cambial, carregamento, marcação a mercado e rolagem dos contratos podem afastar o desempenho do ETF da variação observada no mercado à vista.

LFTS11 (Investo): +0,18%

O LFTS11 subiu 0,18%. O ETF replica o Índice Teva Tesouro Selic, composto por títulos públicos pós-fixados ligados à Selic com prazo superior a dois anos.

A carteira era formada por LFTs de diferentes vencimentos. As maiores posições incluíam títulos com vencimentos em 2028, 2029, 2030, 2031 e 2032.

O principal vetor foi o carregamento associado à Selic. O retorno ficou abaixo dos ETFs de NTN-Bs porque a carteira não apresenta a mesma sensibilidade à marcação a mercado dos títulos indexados ao IPCA.

DOLB11 (BTG Pactual): -0,03%

O DOLB11 recuou 0,03%, permanecendo praticamente estável. Assim como o DOLX11, o fundo replica o S&P/B3 BRL-USD Mini Futures Index, que representa um minicontrato futuro de dólar rolado mensalmente.

O resultado acompanhou uma semana de pouca alteração do dólar frente ao real. A queda acumulada de 0,10% da moeda foi parcialmente revertida pela alta de sexta-feira.

A diferença de 0,26 ponto percentual entre DOLX11 e DOLB11 pode refletir custos, aderência, ativos de garantia, horários de apuração e negociação das cotas.

SMAL11 (BlackRock): -0,14%

O SMAL11 recuou 0,14%, enquanto o BOVA11 avançou 1,05%. A carteira de agosto tinha Copasa com 6,04%, Totvs com 5,76%, Allos com 3,89%, Assaí com 3,44%, Lojas Renner com 3,26%, Smart Fit com 2,85%, Multiplan com 2,72%, Fleury com 2,68%, Cosan com 2,66% e Metalúrgica Gerdau com 2,63%.

A pressão concentrou-se no último pregão, quando o índice Small Cap caiu 1,37%. Cosan perdeu 3,90%, Allos recuou 1,51%, Copasa caiu 1,29% e Lojas Renner cedeu 1,05%. Direcional, Simpar e Magazine Luiza também registraram perdas expressivas.

As altas de Metalúrgica Gerdau, Fleury e JHSF limitaram o recuo, mas não compensaram a fraqueza de consumo, imóveis e construção. A participação de apenas 6,81% em serviços financeiros também deixou a carteira menos exposta aos grandes bancos que sustentaram o Ibovespa.

IVVB11 (BlackRock): -0,94%

O IVVB11 caiu 0,94%. O ETF oferece exposição ao S&P 500 em reais, combinando o desempenho das ações americanas com a variação cambial.

O S&P 500 recuou 0,8% na semana. O índice caiu em três sessões consecutivas antes de recuperar 0,86% na sexta-feira. A inflação ao produtor, o petróleo mais caro e o avanço dos rendimentos dos Treasuries reforçaram a expectativa de aumento dos juros pelo Federal Reserve.

O dólar recuou apenas 0,10% frente ao real, oferecendo pouca compensação para a perda das ações americanas. Essa combinação levou o IVVB11 a ficar próximo do retorno do mercado subjacente.

WRLD11 (Investo): -1,01%

O WRLD11 perdeu 1,01%. O fundo replica o Vanguard Total World Stock ETF, com exposição a aproximadamente 10 mil empresas de mercados desenvolvidos e emergentes.

Os Estados Unidos representavam 62,04% da carteira e tecnologia respondia por 31,57%. Nvidia, Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet, Broadcom e Taiwan Semiconductor estavam entre as maiores posições.

A queda do S&P 500 teve influência predominante, enquanto a parcela de mercados emergentes não funcionou como contrapeso. China e Índia também terminaram a semana pressionadas, impedindo que a diversificação geográfica neutralizasse as perdas.

IVWO11 (Investo): -1,82%

O IVWO11 recuou 1,82%. O fundo investe no Vanguard FTSE Emerging Markets ETF e oferece exposição a milhares de empresas de mais de 20 mercados emergentes.

Taiwan representava 30,80% da carteira, China, 27,60%, e Índia, 17,00%. Taiwan Semiconductor tinha peso de 14,93%, seguida por Tencent e Alibaba.

O mercado chinês terminou a semana em queda, enquanto os índices indianos perderam mais de 2%, pressionados pelo petróleo mais caro, pelas tensões geopolíticas e pelos juros americanos elevados. A concentração asiática levou essas perdas diretamente à cota do fundo.

PKIN11 (Bradesco Asset): -1,82%

O PKIN11 também caiu 1,82%. O ETF investe no China Universal CSI 300 ETF e oferece exposição direcionada às 300 maiores e mais líquidas empresas da China continental.

O CSI 300 avançou moderadamente na terça e na quarta-feira, mas caiu 0,43% na quinta e 1,18% na sexta, encerrando a semana com perda de 1,07%.

A queda maior do ETF brasileiro também incorporou efeitos de câmbio, horários de negociação, custos e aderência da estrutura ETF Connect. O PKIN11 empatou com o IVWO11, mas concentrou sua exposição na China continental, enquanto o segundo combinou China, Taiwan, Índia e outros mercados emergentes.

GOLD11 (XP Asset): -2,11%

O GOLD11 recuou 2,11%. O fundo oferece exposição ao ouro internacional, e seu retorno em reais combina o comportamento do metal com a variação cambial.

O ouro terminou a semana com queda de aproximadamente 1,2% em dólares. A pressão ganhou força após a inflação ao produtor dos Estados Unidos superar as expectativas e elevar os rendimentos dos Treasuries.

Juros mais altos aumentaram o custo de oportunidade de manter ouro, que não oferece rendimento periódico. A leve valorização do real no acumulado também retirou parte adicional do retorno em moeda brasileira.

HASH11 (Hashdex): -2,11%

O HASH11 caiu 2,11%. O fundo investe pelo menos 95% do patrimônio no ETF-alvo da Hashdex ou em posições compradas em futuros para acompanhar, em reais, o Nasdaq CME Crypto Index. A estrutura oferece exposição diversificada aos ativos digitais e incorpora resultados de staking.

Bitcoin recuou durante a semana, enquanto Ethereum avançou. Os ETFs à vista de Bitcoin nos Estados Unidos registraram saídas líquidas de US$ 462,7 milhões entre 8 e 11 de setembro, enquanto os produtos de Ethereum receberam US$ 196,9 milhões. A pressão de Bitcoin dominou a cesta, mas a valorização de Ethereum reduziu a perda do HASH11 em relação ao BITH11.

A carteira também inclui outros criptoativos, mas a exposição é implementada principalmente por meio do ETF-alvo que acompanha o Nasdaq CME Crypto Index. O retorno refletiu a queda de Bitcoin combinada à compensação parcial de Ethereum e dos demais componentes da cesta.

BITH11 (Hashdex): -3,02%

O BITH11 teve o pior desempenho do ranking, com queda de 3,02%. O fundo investe pelo menos 95% do patrimônio no Hashdex Nasdaq Bitcoin ETF, que mantém exposição a Bitcoin ou posições compradas em contratos futuros para acompanhar o Nasdaq Bitcoin Reference Price em reais.

Bitcoin recuou em meio ao aumento dos rendimentos dos Treasuries e à expectativa de aperto monetário nos Estados Unidos. Os ETFs à vista americanos tiveram saídas de US$ 46,6 milhões na terça-feira, US$ 120,2 milhões na quarta e US$ 282,7 milhões na quinta-feira.

A pressão dos resgates perdeu força na sexta-feira, mas não reverteu as retiradas acumuladas. Como o dólar terminou a semana praticamente estável frente ao real, a exposição cambial ofereceu pouca compensação. A queda de Bitcoin foi transmitida de forma mais direta ao BITH11, levando o ETF à última posição.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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