
Créditos: Magnific
Bolsa brasileira reverte queda após ata do Copom
O mercado apresentou baixa dispersão no dia. Os retornos dos oito ETFs ficaram entre a alta de 0,19% do BOVA11 e a queda de 0,32% do ARGE11. PKIN11 e WRLD11 também permaneceram no campo positivo, enquanto SPXI11, DOLB11, SPXR11, IVWO11 e ARGE11 registraram perdas moderadas.
O Ibovespa iniciou a sessão em queda, mas reverteu o movimento e avançou 0,44%, aos 187.422,92 pontos. O índice oscilou entre 184.976,81 e 187.671,74 pontos, com volume financeiro de R$ 22,5 bilhões.
Os investidores avaliaram a ata da última reunião do Copom, que manteve em aberto os próximos passos da política monetária depois do corte de 0,25 ponto percentual da Selic, para 13,75% ao ano. O documento reconheceu sinais mais claros de desaceleração da atividade e do crédito, mas manteve uma postura cautelosa diante das expectativas de inflação, dos riscos de alta para os preços e das questões fiscais.
Petrobras PN avançou 0,73%, Petrobras ON ganhou 0,61% e Vale subiu 0,39%, mesmo com quedas próximas de 1% no petróleo e no minério de ferro. Bradesco, B3 e Axia Energia também avançaram mais de 1%.
Nos Estados Unidos, o Nasdaq subiu 0,45% e renovou seus recordes de fechamento e intradiário, apoiado pela alta de 0,63% do setor de tecnologia. O S&P 500 terminou praticamente estável, enquanto o Dow Jones caiu 0,36%, pressionado principalmente pelo setor financeiro.
O dólar encerrou a sessão próximo da estabilidade, com leve recuo frente ao real e cotação ao redor de R$ 5,10. Para os ETFs internacionais sem proteção cambial, o movimento reduziu marginalmente o retorno convertido para a moeda brasileira.
BOVA11 (BlackRock): +0,19%
O BOVA11 liderou a base com alta de 0,19%. O ETF acompanha o Ibovespa e, portanto, foi beneficiado pela recuperação das maiores empresas brasileiras durante a segunda metade do pregão.
Petrobras e Vale foram importantes para a reversão do índice. As duas empresas começaram o dia pressionadas pelas quedas das commodities, mas encerraram no campo positivo. Petrobras PN subiu 0,73%, Petrobras ON avançou 0,61% e Vale ganhou 0,39%.
Hypera liderou os ganhos do Ibovespa, com alta de 3,61%. Suzano avançou 2,81% após o anúncio de um reajuste no preço da celulose, enquanto Bradesco, B3 e Axia Energia também forneceram contribuições positivas.
O retorno do BOVA11 ficou abaixo da alta de 0,44% do índice de referência. Diferenças diárias podem refletir horários de fechamento, mecanismos de formação da cota, custos e pequenos desvios de acompanhamento.
PKIN11 (Bradesco Asset): +0,07%
O PKIN11 avançou 0,07%. O ETF oferece exposição ao CSI 300, índice composto por grandes companhias negociadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen.
O CSI 300 encerrou 22 de setembro em 4.539,57 pontos, acima do fechamento de 4.507,39 pontos registrado em 18 de setembro. Os futuros do índice para o trimestre seguinte também avançaram, passando de 4.388 pontos em 21 de setembro para 4.410,60 no dia 22.
A valorização do mercado chinês forneceu suporte ao ETF, mas o retorno em reais foi limitado pelo comportamento do câmbio e pelas diferenças entre os horários de negociação da China e da B3.
WRLD11 (Investo): +0,04%
O WRLD11 subiu 0,04%, ficando praticamente estável. O fundo oferece exposição ampla a empresas de mercados desenvolvidos e emergentes, com peso relevante dos Estados Unidos e do setor de tecnologia.
O desempenho internacional foi misto. O Nasdaq avançou 0,45% e renovou sua máxima, enquanto o S&P 500 encerrou praticamente estável e o Dow Jones caiu 0,36%. A tecnologia avançou, mas o setor financeiro americano ficou entre os principais vetores negativos.
A diversificação global permitiu que o WRLD11 capturasse parte da valorização das empresas de tecnologia, mas também incorporou as perdas observadas em outros setores e mercados. A leve valorização do real reduziu marginalmente a conversão dos ativos internacionais para a cota negociada na B3.
SPXI11 (Itaú Asset): -0,04%
O SPXI11 recuou 0,04%. O ETF acompanha o S&P 500 com exposição à variação do dólar frente ao real.
O índice americano terminou o pregão praticamente estável. O avanço da tecnologia foi neutralizado principalmente pela queda do setor financeiro e pelas perdas de empresas de grande capitalização que compõem os principais índices americanos.
Como o dólar também apresentou leve recuo frente ao real, o componente cambial não ofereceu suporte ao produto. A combinação entre S&P 500 estável e moeda americana marginalmente mais fraca levou o ETF a uma pequena perda.
DOLB11 (BTG Pactual): -0,06%
O DOLB11 caiu 0,06%, acompanhando a pequena desvalorização do dólar frente ao real. A moeda americana encerrou a sessão ao redor de R$ 5,10, com variação próxima da estabilidade.
O real foi favorecido pela recuperação dos ativos brasileiros durante o pregão e pela redução do prêmio de risco no exterior. Relatos de possíveis avanços nas conversas entre Estados Unidos e Irã contribuíram para a queda do petróleo e para um ambiente marginalmente mais favorável aos ativos de risco.
A variação limitada do câmbio foi coerente com a pequena perda do ETF. O resultado também ajuda a explicar a diferença entre os produtos internacionais com e sem exposição ao dólar.
SPXR11 (Itaú Asset): -0,18%
O SPXR11 recuou 0,18%. O produto acompanha o S&P 500 por meio de uma estrutura quanto em reais, reduzindo o impacto direto da variação cambial sobre o retorno.
Com o S&P 500 praticamente estável em dólares, o ETF não contou com uma valorização relevante do índice subjacente. O avanço do Nasdaq esteve principalmente concentrado em tecnologia, enquanto o índice mais amplo teve seu desempenho limitado pela queda do setor financeiro.
IVWO11 (Investo): -0,23%
O IVWO11 caiu 0,23%. O ETF oferece exposição diversificada a ações de mercados emergentes, combinando países como China, Taiwan, Índia e Brasil.
A valorização do mercado chinês e o avanço do Ibovespa forneceram suporte para parte da carteira. Esses movimentos, porém, não foram suficientes para levar o produto ao campo positivo.
O resultado refletiu a combinação de diferentes bolsas, moedas e fusos horários, além do comportamento misto dos ativos de risco no exterior. A queda permaneceu moderada e compatível com uma sessão sem direção única para o conjunto dos mercados emergentes.
ARGE11 (Investo): -0,32%
O ARGE11 apresentou a maior queda da análise, com recuo de 0,32%. O fundo oferece exposição a empresas argentinas por meio de recibos negociados nos Estados Unidos.
O mercado acionário argentino encerrou o dia próximo da estabilidade, mas apresentou movimentos distintos entre seus principais componentes. Ações de instituições financeiras e empresas de materiais ficaram no campo negativo, enquanto algumas companhias de energia e telecomunicações avançaram.
A dispersão entre as ações argentinas deixou o índice local próximo da estabilidade. O ETF, contudo, terminou com perda maior devido à sua composição específica, à negociação dos ADRs nos Estados Unidos e aos efeitos cambiais entre peso argentino, dólar e real.
O ARGE11 permaneceu na última posição da base, mas sua queda foi limitada a 0,32%, confirmando a baixa dispersão observada entre todos os produtos analisados.
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