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Petrobras limita perdas, mas ETFs de fatores recuaram ontem, 23 de setembro

etfs-fatores-brasil-recuam-23-setembro-2026

Créditos: Magnific

O ambiente externo pressionou os ativos de risco. Dados de atividade econômica mais fortes nos Estados Unidos reforçaram a expectativa de juros elevados por mais tempo, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro americano avançaram e as bolsas de Nova York fecharam em baixa. No Brasil, o dólar subiu 1,28% frente ao real. A combinação pesou sobre a bolsa, especialmente em ações de bancos e empresas ligadas à atividade doméstica.

O petróleo seguiu a direção oposta. A alta da commodity favoreceu Petrobras, cujas ações ordinárias, PETR3, avançaram 2,63%, enquanto as preferenciais, PETR4, subiram 2,59%. Esse desempenho ajudou a conter as perdas dos ETFs com maior participação da companhia. Ao mesmo tempo, VALE3 caiu 1,85%, ações de grandes bancos registraram perdas próximas de 2% e algumas construtoras e elétricas recuaram mais de 4%.

Foi essa combinação que separou os resultados dos fundos. Estratégias com peso elevado em Petrobras encontraram um apoio relevante em meio à queda da bolsa. Já carteiras mais expostas a bancos, Vale, serviços públicos e construção sentiram com mais força as perdas desses papéis. A seguir, veja como as posições de cada ETF se refletiram no retorno do dia.

AUVP11 (BTG Asset): -0,55%

O AUVP11 teve a menor perda do grupo. A carteira tinha peso expressivo em Petrobras: PETR4 representava 14,62% e PETR3, 12,64%. Juntas, as ações somavam 27,26% do índice e ajudaram a amortecer a queda do ETF.

O avanço da estatal, porém, conviveu com a fraqueza dos bancos. ITUB4 tinha peso de 16,41% na carteira e BBDC4, de 6,93%. Assim, a exposição a Petrobras limitou as perdas, mas não foi suficiente para levar o AUVP11 ao campo positivo.

HIGH11 (Nu Asset): -0,76%

O HIGH11 reúne ações com maior sensibilidade às oscilações do mercado. No rebalanceamento da carteira, consumo discricionário respondia por 51,6% da exposição. Entre as posições estavam MGLU3, com 6%, VAMO3, com 5,5%, CSAN3, com 5,1%, e TEND3, com 4,1%.

O desempenho dessas empresas foi desigual no pregão. MGLU3 subiu 3,90%, CSAN3 avançou 3,74% e VAMO3 ganhou 2,45%. Já TEND3 caiu 6,02% e COGN3, também presente na carteira, recuou 3,75%. As altas de parte das posições moderaram a perda do ETF, mas não compensaram as quedas do restante da carteira.

BMMT11 (Bradesco Asset): -0,92%

O BMMT11 acompanha uma estratégia de momentum com 30 ações brasileiras de pesos iguais. A metodologia distribui a exposição entre os papéis selecionados, sem atribuir a uma empresa o peso dominante observado em índices concentrados por valor de mercado.

Essa característica ajuda a entender a diferença em relação aos ETFs mais expostos a Petrobras. A alta da estatal teve capacidade limitada de sustentar o BMMT11 em um dia de queda mais ampla das ações brasileiras. O fundo terminou o pregão com recuo de 0,92%.

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BVBR11 (Investo): -0,92%

A composição do BVBR11 deixa visíveis as forças opostas do pregão. Vale representava 15,30% da carteira e caiu 1,85%. Petrobras tinha peso combinado de 18,96%, dividido entre PETR4, com 14,60%, e PETR3, com 4,36%, e suas ações subiram mais de 2,5%.

O setor financeiro respondia por 31,76% do ETF. Nesse bloco estavam ITUB4, com 11,48%, e Bradesco, com 5,26%. A queda dos bancos, somada à perda de Vale, superou o efeito favorável de Petrobras e levou o BVBR11 a fechar em baixa.

DIVO11 (Itaú Asset): -1,12%

O DIVO11 acompanha o índice de dividendos da B3. Entre seus maiores pesos estavam ITSA4, com 5,91%, BBSE3, com 5,43%, PETR4, com 5,38%, PETR3, com 4,98%, e CPLE3, com 4,85%.

As duas classes de ações da Petrobras somavam 10,36% da carteira e contribuíram positivamente no dia. A pressão sobre ações financeiras e outras posições do índice, contudo, prevaleceu. Selecionar empresas pelo histórico de dividendos não impede que suas cotas oscilem com os preços dessas ações no mercado.

LVOL11 (Nu Asset): -1,23%

O LVOL11 segue uma estratégia de baixa volatilidade. Sua carteira tinha 32,3% em empresas de serviços públicos e 25,5% no setor financeiro. Entre os maiores pesos estavam BBSE3, com 5,2%, TAEE11, com 4,7%, ITUB4, com 4,1%, BBDC4, com 3,9%, e EGIE3, com 3,8%.

A queda dos bancos afetou uma parcela relevante do fundo. No setor elétrico, EGIE3 recuou 4,08%. PETR4, que avançou no pregão, representava apenas 3,7% da carteira. A seleção por menor volatilidade não eliminou o impacto da queda das ações que compõem o índice.

QLBR11 (Investo): -1,39%

O QLBR11 tinha 37,03% da carteira em consumo cíclico, 16,43% no setor financeiro e 7,51% no imobiliário. Entre suas posições estavam Petrobras, com 5,56%, Itaúsa, com 5,46%, e Cyrela, com 4,53%.

Essa distribuição deixou o ETF exposto tanto à fraqueza das ações financeiras quanto à oscilação das empresas ligadas ao consumo e à construção. A alta de Petrobras ofereceu algum suporte, mas seu peso relativamente menor limitou a contribuição positiva para o resultado do dia.

NSDV11 (Nu Asset): -1,76%

O NSDV11 registrou a maior perda entre os oito ETFs. A carteira tinha 33,7% em serviços públicos, 27,3% em ações financeiras e 16% em materiais. BBDC4 representava 5,8%, BBAS3, 5,7%, VALE3, 5,5%, e ITSA4, 5,4%.

A combinação foi desfavorável em 23 de setembro. A queda dos bancos atingiu diversas posições, Vale recuou 1,85% e CURY3, que representava 4,3% da carteira, perdeu 4,26%. PETR4, com peso de 5%, subiu, mas sua contribuição não compensou as perdas das demais ações.


Este conteúdo tem caráter informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento.

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