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Energia e saneamento sustentam UTLL11 e BDEF11 em dia de queda da bolsa

Créditos: iStock

Energia e saneamento estiveram entre os segmentos que resistiram ao ajuste da bolsa brasileira na quarta-feira, 7 de outubro de 2026. O UTLL11 avançou 0,92% e o BDEF11 subiu 0,62%, enquanto o Ibovespa recuou 0,74%. A valorização de Equatorial, Axia Energia, Copel e Taesa sustentou a exposição às utilities; no fundo de setores defensivos, empresas de saúde acrescentaram outro ponto de apoio.

O movimento ocorreu após o forte rali dos ativos brasileiros no início da semana, associado à reavaliação das perspectivas econômicas e fiscais depois do primeiro turno das eleições. Na quarta-feira, a alta do dólar e a pressão dos juros no exterior trouxeram de volta a cautela.

UTLL11 (Investo): +0,92%

O UTLL11 acompanha o índice de utilidade pública da B3, com empresas de energia, saneamento e gás. Na composição recente 2, Sabesp representava 20,36%, Axia Energia 19,53%, Eneva 11,65%, Equatorial 11,06% e Copel 10,37%. Essas cinco posições somavam 72,97% da carteira, tornando decisivo o comportamento desse grupo para a exposição do fundo.

Na quarta-feira, Equatorial subiu 1,66%, Copel 0,75%, Axia 0,66% e Eneva 0,53%. O ganho reuniu distribuição e geração de energia, oferecendo suporte em diferentes partes da cadeia elétrica. A Sabesp avançou apenas 0,06%: embora fosse a maior posição, sua contribuição direcional no dia foi mais discreta.

Também houve apoio fora das cinco maiores posições. Copasa ganhou 1,81%, Energisa 1,31% e Taesa 2,38%; seus pesos eram, respectivamente, 4,67%, 4,13% e 1,98%. No sentido contrário, Cemig PN caiu 1,00%, Engie Brasil perdeu 0,98% e ISA Energia recuou 0,44%.

O UTLL11 acumula 9,39% na semana, 14,42% em um mês e 25,01% no ano.

O papel das concessões na leitura do mercado

Distribuidoras, transmissoras, geradoras e companhias de saneamento têm formas diferentes de gerar receita. Na transmissão, a disponibilidade da infraestrutura é central para a remuneração contratada. Na distribuição e no saneamento, tarifas, volumes atendidos, eficiência e expansão da base de ativos influenciam os resultados.

A avaliação dessas empresas também incorpora fluxos de caixa de longo prazo e investimentos elevados. Uma mudança nas expectativas para o custo de capital altera o valor atribuído às concessões e o peso das despesas financeiras. O rali doméstico da semana ofereceu um pano de fundo favorável à reprecificação desses negócios; na sessão de quarta-feira, o avanço de posições importantes mostrou que essa sustentação conviveu com um ambiente externo mais pressionado.

 

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BDEF11 (Bradesco Asset): +0,62%

O BDEF11 reúne empresas de utilities, saúde e consumo não cíclico, seguindo uma metodologia que iguala os pesos no rebalanceamento. Na composição recente, Assaí tinha 4,54%, Fleury 4,26%, Auren 4,09%, Hypera 3,98%, Equatorial 3,91% e Sabesp 3,90%.

O suporte veio de Auren, com alta de 2,47%, Fleury, de 1,62%, Equatorial, de 1,66%, Energisa, de 1,31%, e Hypera, de 1,19%. As empresas de saúde acrescentaram uma fonte de valorização à exposição elétrica. Ao mesmo tempo, Assaí perdeu 4,43% e Rede D’Or recuou 0,60%.

O ETF registra 8,93% na semana, 13,29% em um mês e 19,88% no ano. A diferença em relação ao UTLL11 acompanha a abrangência das carteiras: enquanto o fundo de utilities concentra a exposição em concessionárias, o BDEF11 incorpora também saúde e consumo básico. No dia, esse segundo conjunto trouxe tanto apoio, com Fleury e Hypera, quanto pressão, com Assaí e Rede D’Or.

 


Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.

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