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O avanço das ações brasileiras ontem (20) teve uma concentração clara em negócios ligados ao mercado doméstico. Magazine Luiza saltou 14,79%, Vamos ganhou 8,32% e Hapvida avançou 7,55%, enquanto bancos e empresas de infraestrutura de mercado também contribuíram para a recuperação da Bolsa. O resultado favoreceu diferentes estratégias de ETFs, com liderança das carteiras mais sensíveis à melhora das condições financeiras.
O HIGH11 subiu 5,44% e encabeçou o TOP 6 do recorte de Equity Brasil, seguido por SMAC11, FIND11, EWBZ11, BNKS11 e AGRI11. Os ganhos aconteceram em um pregão de queda dos juros futuros, valorização do real e renovação das apostas do mercado em uma condução fiscal mais restritiva após a eleição. Esse movimento expressa uma reprecificação de expectativas, com reflexos sobre o custo de capital das empresas e a disposição dos investidores para assumir risco.
O fechamento da curva ajuda a dimensionar o ambiente. A taxa do DI para janeiro de 2029 passou de 12,709% no ajuste anterior para 12,580%, enquanto o contrato de janeiro de 2031 recuou de 12,789% para 12,650%. Na Bolsa, o Ibovespa avançou 1,57%, aos 208.295,98 pontos. A maior intensidade dos ganhos em várias carteiras domésticas mostra que a sessão foi além das principais empresas do índice.
| Posição | ETF | Gestora | Retorno em 20/10 | Retorno em um mês |
|---|---|---|---|---|
| 1 | HIGH11 | Nu Asset | +5,44% | +40,63% |
| 2 | SMAC11 | Itaú Asset | +3,59% | +25,89% |
| 3 | FIND11 | Itaú Asset | +3,09% | +19,16% |
| 4 | EWBZ11 | BlackRock | +2,94% | +20,05% |
| 5 | BNKS11 | Investo | +2,57% | +14,86% |
| 6 | AGRI11 | BB Asset | +2,46% | +19,66% |
HIGH11 (Nu Asset): +5,44%
A carteira de alto beta concentrou exposição em alguns dos maiores destaques da sessão. Na composição divulgada pela Nu Asset, Magazine Luiza representava 10,27%, Vamos 7,76%, C&A 5,40% e Assaí 5,20%. As quatro posições somavam 28,63%. Além da disparada de Magazine Luiza e Vamos, C&A subiu 5,78% e Assaí avançou 4,41%, formando um bloco relevante de valorização dentro do portfólio.
O canal econômico combina demanda e financiamento. No varejo, a redução dos juros esperados melhora a perspectiva para compras a prazo e diminui a pressão projetada das despesas financeiras. Para empresas de locação, o custo de financiar frotas é parte importante da equação entre rentabilidade operacional e lucro. A seleção de ações com maior sensibilidade às oscilações da Bolsa ampliou a exposição do HIGH11 justamente aos segmentos que receberam a reprecificação mais intensa. O ETF acumulou 9,90% na semana até terça-feira.
SMAC11 (Itaú Asset): +3,59%
O movimento das small caps teve apoio tanto em posições de maior peso quanto em ações que registraram altas mais expressivas. Na composição do índice de referência, Copasa representava 5,84%, Totvs 5,20%, Assaí 4,42% e Allos 4,13%. Essas empresas avançaram 2,04%, 3,19%, 4,41% e 2,35%, respectivamente. Renner, com participação de aproximadamente 3,41%, ganhou 5,59%.
O resultado reuniu diferentes fontes de receita doméstica: consumo, software empresarial, saneamento e shopping centers. Nos shoppings, juros menores reduzem a taxa utilizada para avaliar receitas futuras e favorecem a comparação com investimentos de renda fixa. No varejo, o crédito e o comprometimento de renda das famílias são canais relevantes.
FIND11 (Itaú Asset): +3,09%
O FIND11 recebeu uma contribuição importante de negócios que vão além dos bancos comerciais.
B3 era a maior posição do índice financeiro, com 20,07%, e suas ações subiram 5,38%. BTG Pactual, com 16,74%, avançou 4,36%. Itaú PN e Bradesco PN, que representavam 17,76% e 15,00%, também terminaram em alta. As quatro posições somavam aproximadamente 69,57% do índice.
A composição conecta o ETF a dois canais da melhora financeira: o crédito bancário e a atividade no mercado de capitais.

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EWBZ11 (BlackRock): +2,94%
A estratégia de pesos iguais por emissor deu maior relevância relativa a empresas que costumam ter participação reduzida em índices ponderados por valor de mercado. Na carteira recente, Magazine Luiza representava 2,74%, Vamos 2,14% e C&A 1,71%. Os avanços de 14,79%, 8,32% e 5,78% dessas ações tiveram, portanto, espaço para aparecer no resultado do conjunto. Assaí, Hapvida e B3 também integravam a carteira e subiram na sessão.
O efeito da ponderação ficou especialmente visível diante da queda da Vale, de 1,31%. A mineradora representava cerca de 0,81% da carteira divulgada pela BlackRock no fechamento. Essa estrutura reduz a dependência das maiores companhias e aumenta a importância da amplitude das altas.
O EWBZ11 ganhou 20,05% em um mês.
BNKS11 (Investo): +2,57%
O BNKS11 concentrou a leitura na recuperação dos bancos. BTG Pactual avançou 4,36%, Bradesco PN subiu 3,18%, Itaú PN ganhou 2,36% e Banco do Brasil teve alta de aproximadamente 1,04%. Na composição de referência, esses nomes representavam, respectivamente, 21,24%, 15,66%, 18,52% e 20,65%.
A queda dos juros esperados favoreceu a reavaliação das condições futuras de crédito, atividade e qualidade dos ativos. Os efeitos sobre cada banco dependem, contudo, da carteira de empréstimos, das margens e do perfil de clientes.
AGRI11 (BB Asset): +2,46%
O avanço do AGRI11 combinou empresas de diferentes etapas da cadeia do agronegócio.
Cosan subiu 3,13%, Assaí ganhou 4,41%, Rumo avançou cerca de 4,04% e MBRF teve alta de 1,87%. Essas companhias representavam 8,7%, 7,5%, 6,2% e 5,8% na carteira mensal de setembro.
O comportamento também teve contrapontos. Suzano caiu 1,03%, em uma sessão de valorização do real, movimento que reduz a conversão em moeda local de receitas denominadas em dólar. O fechamento dos juros favoreceu a leitura dos negócios domésticos e de empresas intensivas em capital, enquanto o câmbio trouxe efeitos diferentes para exportadores. Essa combinação levou o AGRI11 a acumular 19,66% em um mês e 13,54% no ano.
Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.