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CMDB11 avança; ouro, prata e terras raras recuam em dia de juros elevados

Créditos: iStock

O CMDB11 avançou 0,23% na quarta-feira, 7 de outubro, enquanto OROF11 caiu 1,24%, PRAF11 perdeu 4,51%, PIPE11 recuou 1,35% e RARA11 cedeu 2,46%. Dentro desse conjunto, o suporte de petróleo, celulose e proteína animal permitiu ao CMDB11 subir apesar da queda da Vale.

O cenário internacional pressionou os metais preciosos. O rendimento do Treasury de dez anos chegou a cerca de 5,36% durante a sessão, antes de recuar, e o índice do dólar avançou aproximadamente 0,5%. Juros elevados aumentam a competição por capital com ativos que não geram remuneração, enquanto a moeda americana mais forte encarece os metais para compradores de outras moedas. A ata do Federal Reserve manteve no radar a possibilidade de novo aperto monetário.

O ouro futuro perdeu 1,11%, para US$ 4.140,70 por onça, e a prata caiu cerca de 2,1%, para US$ 60,29. O Brent permaneceu acima de US$ 100 por barril, embora tenha encerrado o dia em queda de 0,38%.

CMDB11 (BTG Asset): +0,23%

O CMDB11 investe em ações brasileiras de empresas ligadas a commodities. No rebalanceamento recente, Vale tinha 20,00%, PRIO 15,45%, Petrobras PN 10,70%, Gerdau 10,40%, Petrobras ON 9,30% e Suzano 8,77%. Essa distribuição combina mineração e siderurgia com petróleo e celulose, cuja resposta ao pregão foi bastante diferente.

Vale caiu 2,30% e Gerdau perdeu 1,25%. No sentido oposto, Petrobras PN subiu 0,95%, Petrobras ON 1,25%, PRIO 0,90% e Suzano 1,10%. A MBRF, com 4,14% no rebalanceamento, avançou 4,10%. O suporte de petróleo, celulose e proteína animal compensou pressões importantes da mineração e da siderurgia. O CMDB11 acumula 21,33% no ano.

OROF11 (Galapagos Capital): -1,24%

O OROF11 oferece exposição ao ouro por meio do abrdn Physical Gold Shares, veículo internacional lastreado no metal físico. A queda do ouro em dólares pressionou essa posição, enquanto a valorização da moeda americana diante do real ofereceu um vetor de compensação na conversão para reais. O resultado combinou, portanto, o movimento do metal com o câmbio da exposição internacional.

O principal pano de fundo foi a combinação entre juros americanos elevados e fortalecimento do dólar global. Como o ouro não gera juros, o aumento da remuneração dos títulos amplia a competição pelo capital. A moeda mais forte também encarece a compra do metal em outros países. O OROF11 acumula -5,42% na semana e -10,30% em um mês.

 

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PIPE11 (Buena Vista Capital): -1,35%

O PIPE11 oferece exposição à estratégia de infraestrutura energética do NEOS MLPI, combinada a operações com opções para geração de renda. A carteira subjacente reúne empresas de transporte, processamento e armazenagem de petróleo e gás. Na composição publicada em 8 de outubro, Williams tinha 9,69%, Enbridge 9,21%, TC Energy 7,66% e Kinder Morgan 6,42%.

Na quarta-feira, Williams perdeu 1,28%, e Kinder Morgan caiu 1,06%. Esses movimentos ajudam a explicar a pressão nas posições de infraestrutura. Seus negócios dependem de volumes transportados, contratos, financiamento e avaliação dos fluxos de caixa; por isso, petróleo acima de US$ 100 não garante valorização das ações. O ambiente de juros elevados também aumenta a competição com estratégias de renda, e o ETF acumula -4,03% na semana e -7,27% em um mês.

RARA11 (Investo): -2,46%

O RARA11 acessa o ETF REMX, de ações de empresas ligadas a terras raras e metais estratégicos. Na composição de 30 de setembro, Albemarle tinha 8,22%, Pilbara 7,99%, MP Materials 6,76%, China Northern Rare Earth 6,03%, Lynas 5,97% e SQM 5,82%. A exposição mistura cadeias de terras raras e de outros materiais estratégicos, como o lítio.

A Albemarle caiu 3,39% no dia 7, e a MP Materials chegou a recuar cerca de 5% durante a sessão. A combinação de juros elevados com maior cautela em ações de materiais atinge empresas cujos resultados dependem de preços, volumes, margens e investimentos. O RARA11 acumula -6,41% na semana e -20,07% em um mês.

PRAF11 (Galapagos Capital): -4,51%

O PRAF11 acessa o abrdn Physical Silver Shares, veículo lastreado em prata física. A queda do metal no mercado internacional pressionou diretamente essa exposição. A prata perdeu cerca de 2,1% no exterior em uma sessão de juros americanos elevados e fortalecimento do dólar global, ambiente que também atingiu o ouro. A alta do dólar diante do real ofereceu sustentação cambial à posição internacional, mas conviveu com a desvalorização do metal.

A prata combina demanda por investimento com aplicações industriais, o que torna seu preço sensível tanto às condições financeiras quanto às expectativas de atividade.

O PRAF11 acumula -7,68% na semana e -14,15% em um mês, evidenciando uma sequência de perdas além do ajuste diário.

 


Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.

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