
Créditos: iStock
Os cinco ETFs de criptoativos acompanhados recuaram na quarta-feira, 7 de outubro, com perdas de 2,36% no BITH11 a 4,69% no ETHE11. O HASH11 caiu 2,47%, o SOLH11 perdeu 3,81% e o XRPH11 recuou 4,40%. O desempenho refletiu um ambiente de pressão sobre ativos de risco.
O pano de fundo foi o aumento da remuneração dos títulos americanos e o fortalecimento do dólar global. A ata do Federal Reserve divulgada no dia mostrou preocupação com a persistência da inflação e manteve no radar a possibilidade de novo aumento de juros. Esse regime amplia a competição da renda fixa por capital e torna mais restritivo o ambiente para posições de risco, incluindo criptoativos.
No mercado internacional, o Bitcoin recuava cerca de 2,7%, para US$ 83,3 mil, enquanto o Ethereum perdia aproximadamente 5,2%, para US$ 2.559, e o XRP caía cerca de 5,5%, para US$ 1,42 nas referências do dia. A maior pressão sobre Ethereum e XRP aparece também nas cotas brasileiras. A alta do dólar diante do real ofereceu um vetor de compensação para exposições dolarizadas, sem impedir as perdas.
BITH11 (Hashdex): -2,36%
O BITH11 concentra sua exposição no Bitcoin. Dessa forma, a análise da carteira passa pela trajetória da principal criptomoeda e pelo câmbio, sem a diluição ou a ampliação produzida pela combinação com outras moedas. A queda do Bitcoin no exterior foi o vetor desfavorável, em um pregão de juros americanos elevados e maior cautela com risco.
A perda menor que a dos fundos de Ethereum, XRP e Solana evidencia a resistência relativa do Bitcoin dentro do universo acompanhado. A característica de maior liquidez e escala de mercado não elimina sua sensibilidade à realocação de capital, mas o movimento do dia foi menos intenso que o de outras moedas. O BITH11 ainda acumula 3,12% em um mês, enquanto registra -4,64% na semana e -14,31% no ano: uma recuperação na janela mensal que convive com pressão mais recente.
HASH11 (Hashdex): -2,47%
O HASH11 acompanha uma cesta de criptoativos ponderada por capitalização de mercado. Na composição da referência, Bitcoin tinha 73,89%, Ethereum 11,86%, XRP 5,14% e Solana 4,02%. Bitcoin e Ethereum somavam 85,75%. A maior parte do comportamento da carteira fica, portanto, vinculada a essas duas moedas, com dominância do Bitcoin.
A queda de 2,47% ficou apenas 0,11 ponto percentual além da perda do BITH11. O peso do Bitcoin ajuda a explicar essa proximidade, enquanto as posições em Ethereum e XRP acrescentaram exposição a moedas que sofreram quedas maiores. O HASH11 acumula 2,67% em um mês e -17,08% no ano.

Quer discutir os mercados, os índices e as estratégias por trás dos ETFs? O INDEX 2026 acontece em 12 de novembro, em São Paulo. Garanta sua vaga.
SOLH11 (Hashdex): -3,81%
O SOLH11 oferece exposição concentrada à Solana. Ontem, dia 7, a SOL era negociada perto de US$ 116, com perda de aproximadamente 3,7%. A pressão sobre o próprio token fornece um motor concreto para o resultado do ETF, que recuou 3,81%, perda 1,45 ponto percentual maior que a do BITH11.
A trajetória recente ajuda a qualificar a queda: o SOLH11 mantém 11,90% em um mês, o melhor desempenho mensal dos cinco fundos, mas acumula -7,39% na semana.
XRPH11 (Hashdex): -4,40%
O XRPH11 concentra a exposição no XRP. A referência internacional do token registrava queda de aproximadamente 5,5% no dia, mais intensa que a do Bitcoin.
O ambiente macro reduziu a sustentação de ativos de risco, e o XRP sofreu um ajuste mais forte dentro desse conjunto. A perda diária veio acompanhada de -7,43% na semana e levou o retorno de um mês a -0,45%. No ano, o fundo acumula -30,51%, a maior queda dos cinco ETFs acompanhados.
ETHE11 (Hashdex): -4,69%
O ETHE11 oferece exposição ao Ethereum e registrou a maior perda diária do grupo. No mercado internacional, a ETH recuava aproximadamente 5,2%, enquanto o Bitcoin perdia cerca de 2,7%.
A pressão dos juros e da menor disposição para risco atingiu forte o ETF. O ETHE11 acumula -8,38% na semana, mas ainda registra 1,79% em um mês.
Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Criptoativos estão sujeitos a elevada volatilidade. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.