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Meta cai 4,79% e pressiona TECK11; alta da Nvidia amortece perda do CHIP11

meta-nvidia-teck11-chip11-tecnologia-28-setembro-2026

Créditos: iStock

A alta dos juros americanos pressionou as ações de crescimento na segunda-feira, 28 de setembro, mas as empresas de tecnologia não caminharam na mesma direção.

O rendimento do Treasury de dez anos passou de 5,17% para 5,24%. Nesse ambiente, a Meta caiu 4,79%, enquanto a Nvidia subiu 1,68% após anunciar uma ampliação de seu programa autorizado de recompra de ações.

A diferença apareceu nos ETFs negociados na B3. O TECK11 recuou 0,75% e o CHIP11 caiu 0,28%. O primeiro distribui sua exposição entre dez grandes empresas de tecnologia e consumo. O segundo acompanha uma carteira de fabricantes de semicondutores e equipamentos, com quase um quinto dos recursos concentrado na Nvidia.

TECK11 (Itaú Asset): -0,75%

O TECK11 acompanha o NYSE FANG+, índice de dez ações com pesos iguais nos rebalanceamentos. Meta, Nvidia, Microsoft, Amazon, Alphabet, Apple, Netflix, Micron, Palantir e Broadcom integram a seleção.

A Meta perdeu 4,79% no pregão, depois de já ter caído 3,33% na sexta-feira. O movimento devolveu parte da forte valorização registrada em 21 de setembro, quando suas ações haviam avançado 11,43% com o entusiasmo em torno de ferramentas de inteligência artificial. Na segunda-feira, Microsoft recuou 1,35%, Amazon caiu 1,41%, Micron perdeu 2,61% e Broadcom cedeu 0,92%. A alta de 1,68% da Nvidia ofereceu uma compensação, mas encontrou vários integrantes da carteira em baixa.

O pano de fundo também importou. Juros mais altos aumentam a taxa usada pelo mercado para avaliar lucros esperados no futuro, um fator especialmente sensível para empresas cujo preço incorpora perspectivas ambiciosas de crescimento e investimento em inteligência artificial. No caso da Meta, a correção recente deu dimensão adicional a essa reavaliação. Assim, o recuo do TECK11 reuniu a pressão macroeconômica com perdas efetivas em várias das ações que compõem o índice, sobretudo na Meta.

CHIP11 (Investo): -0,28%

O CHIP11 investe no VanEck Semiconductor ETF (SMH). As cinco maiores posições do fundo de referência são Nvidia, com 19,67%, TSMC, com 9,30%, AMD, com 5,61%, Broadcom, com 5,24%, e Micron, com 4,93%. Juntas, representam 44,75% da carteira.

Essa combinação produziu forças opostas na segunda-feira. A Nvidia avançou 1,68% e o recibo americano da TSMC subiu 0,50%. Em sentido contrário, a AMD caiu 3,61%, a Micron perdeu 2,61% e a Broadcom recuou 0,92%. O peso elevado da Nvidia fez sua alta funcionar como contrapeso importante, mas não impediu que as perdas em outras posições e no restante da cadeia levassem o CHIP11 a fechar em baixa.

O avanço da Nvidia ocorreu no dia em que a companhia anunciou mais US$ 150 bilhões em autorização de recompra, elevando a US$ 235 bilhões o montante remanescente autorizado. O anúncio deu um impulso específico à maior posição do fundo em uma sessão adversa para boa parte das ações de crescimento.

Leia também: Semicondutores e ETFs de tecnologia: o desempenho em 2026.

 

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