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B5MB11 lidera TOP 6 de renda fixa; queda dos juros valoriza NTN-Bs e prefixados

Créditos: iStock

A queda dos juros ontem (2o/10) produziu ganhos em diferentes segmentos da renda fixa brasileira. O B5MB11 avançou 0,89% e liderou o TOP 6 do recorte analisado, à frente de TD3511, PACB11, IMAB11, 3PRE11 e IRFM11.

O movimento apareceu nas curvas nominal e real, com intensidades distintas conforme o vencimento. Na referência da ANBIMA, a taxa da LTN de janeiro de 2030 caiu de 12,9247% para 12,7690%, recuo de 15,57 pontos-base. Na NTN-B de maio de 2035, o juro real passou de 6,9131% para 6,8631%. Já a NTN-B de maio de 2055 teve redução de 6,7922% para 6,7352%.

O ambiente combinou expectativas sobre política fiscal após a eleição com alívio externo. O Brent terminou em queda de 0,69%, a US$ 108,79, após se aproximar de US$ 112 durante a manhã, diante de notícias sobre negociações para reduzir o conflito no Oriente Médio. O recuo do petróleo diminuiu parte da pressão imediata sobre a inflação esperada e contribuiu para a melhora do mercado de juros.

Posição ETF Gestora Retorno em 20/10 Retorno em um mês
1 B5MB11 Bradesco Asset +0,89% +7,15%
2 TD3511 Itaú Asset +0,71% +6,49%
3 PACB11 BTG Asset +0,67% +8,46%
4 IMAB11 Itaú Asset +0,48% +5,58%
5 3PRE11 Galapagos Capital +0,36% +4,46%
6 IRFM11 Itaú Asset +0,35% +3,82%

B5MB11 (Bradesco Asset): +0,89%

O B5MB11 acompanha o IMA-B5+, formado por títulos públicos indexados à inflação com vencimentos superiores a cinco anos. Sua exposição reúne NTN-Bs em uma faixa da curva na qual o prazo dos fluxos financeiros torna os preços mais sensíveis a mudanças dos juros reais. A sessão ofereceu um exemplo concreto: a NTN-B de maio de 2045 teve valorização de aproximadamente 0,56% em seu preço unitário de referência, enquanto a de maio de 2055 avançou cerca de 0,74%.

No horizonte mais amplo, o B5MB11 acumulou 7,15% em um mês e 14,43% em 2026, refletindo a relevância da reprecificação dos juros para uma carteira de inflação longa.

TD3511 (Itaú Asset): +0,71%

A exposição do TD3511 é concentrada na NTN-B com vencimento em 15 de maio de 2035. A redução de cinco pontos-base de seu juro real, para 6,8631%, foi acompanhada por valorização de aproximadamente 0,35% no preço unitário indicativo do papel.

A concentração em um vencimento torna especialmente importante a leitura daquele ponto da curva. O fundo incorpora os pagamentos e a marcação a mercado da NTN-B 2035, com reinvestimento dos cupons. A sessão foi positiva para essa exposição intermediária de inflação, levando o ETF a uma valorização de 6,49% em um mês.

 

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PACB11 (BTG Asset): +0,67%

O PACB11 concentra a exposição nas três NTN-Bs mais longas da estratégia. No rebalanceamento de 1º de outubro, o índice destinava 60% à NTN-B de maio de 2055, 20% à de agosto de 2050 e 20% à de agosto de 2060. A posição central, portanto, estava justamente em um dos títulos que registraram maior valorização no fechamento de terça-feira.

A NTN-B 2055 teve alta de aproximadamente 0,74% no preço de referência; a de 2060 ganhou 0,71%; e a de 2050 avançou 0,55%. Os juros reais dessas três emissões recuaram entre 4,43 e 5,70 pontos-base. A longa distribuição dos fluxos faz com que mudanças relativamente pequenas nas taxas tenham impacto relevante nos preços.

O movimento reforçou a valorização do PACB11 em um mês, de 8,46%, com ganho de 15,31% no ano.

IMAB11 (Itaú Asset): +0,48%

O IMAB11 distribui a exposição por diferentes vencimentos de NTN-Bs. Na composição do índice, as emissões de 2035, 2028, 2030 e 2050 representavam 12,72%, 11,73%, 11,44% e 10,87%, respectivamente.

Essa distribuição aparece nos preços: a NTN-B 2028 teve valorização de aproximadamente 0,17%, a de 2030 ganhou 0,33% e a de 2050 avançou 0,55%. Os papéis mais curtos apresentaram menor reação, enquanto os longos acrescentaram sensibilidade ao conjunto.

O ETF acumulou 5,58% em um mês e 14,84% no ano.

3PRE11 (Galapagos Capital): +0,36%

Nos prefixados, o 3PRE11 capturou o fechamento das taxas por meio de uma carteira com prazo médio de vencimento alvo de três anos nos rebalanceamentos. Na composição de 1º de outubro, a NTN-F de janeiro de 2029 tinha 24,59%; LTNs de janeiro e julho de 2029, janeiro de 2030 e NTN-Fs de janeiro de 2031 e 2033 tinham aproximadamente 14,29% cada. O restante estava na LTN de janeiro de 2032.

Os movimentos dos papéis foram compatíveis com o alívio da curva nominal. A LTN de janeiro de 2029 valorizou aproximadamente 0,32% e a de janeiro de 2030 ganhou 0,49%. A NTN-F de janeiro de 2031 avançou 0,51%.

O ganho em um mês do 3PRE11 chegou a 4,46%.

IRFM11 (Itaú Asset): +0,35%

O IRFM11 acompanha o IRF-M P2, uma carteira de LTNs e NTN-Fs com controle de prazo médio.

A NTN-F de janeiro de 2031 representa 12,43% do índice; as LTNs de janeiro e julho de 2029 tem 10,37% e 9,38%. Também havia posições relevantes em emissões mais curtas, como a LTN de abril de 2027, com 7,50%.

Enquanto a NTN-F 2031 avançou aproximadamente 0,51% no preço indicativo, a LTN de abril de 2027 ganhou cerca de 0,06%. A redução dos juros se distribuiu de maneira desigual: na LTN 2030, a queda foi de 15,57 pontos-base; na LTN abril de 2027, de 2,41 pontos-base.

O IRFM11 acumula 3,82% em um mês e 12,66% no ano.

 


Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.

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