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BDEF11 sobe 5,10% e BCIC11 avança 4,94% em semana de alta ampla na Bolsa

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Créditos: iStock

O avanço da Bolsa brasileira na semana passada não ficou restrito às ações de maior peso no Ibovespa. O BDEF11, ETF da Bradesco Asset que reúne setores defensivos, ganhou 5,10% a mercado, enquanto o BCIC11, da mesma gestora e voltado aos setores cíclicos, subiu 4,94%.

O pano de fundo mudou ao longo da semana. Na segunda-feira, o Ibovespa caiu 0,26%, pressionado pela cautela antes das eleições e pela alta do petróleo, que chegou a US$ 105 com a tensão no Estreito de Ormuz. Na terça-feira, o índice avançou 0,46%, com força em consumo e construção.

Na quarta-feira, uma leitura mais branda do PCE nos Estados Unidos abriu espaço para uma alta de 1,37% do Ibovespa. Na quinta-feira, o petróleo voltou a superar US$ 100 e sustentou as petroleiras. O movimento ganhou força decisiva na sexta-feira, quando o Ibovespa subiu 2,63% após a criação de apenas 29 mil vagas nos Estados Unidos, bem abaixo das 90 mil esperadas, e a produção industrial brasileira recuar 0,6% em agosto.

O resultado semanal dos dois ETFs nasceu, portanto, da combinação entre dois vetores. A queda das preocupações com um novo aperto monetário nos Estados Unidos reduziu a taxa de desconto aplicada às ações, enquanto os indicadores mais fracos de atividade no Brasil e no exterior aumentaram a expectativa de condições financeiras menos restritivas. Esse ambiente valorizou empresas defensivas com fluxo de caixa mais previsível e, ao mesmo tempo, deu impulso às ações cíclicas mais sensíveis a juros, crédito e atividade.

BDEF11 (Bradesco Asset): +5,10%

O BDEF11 replica o Morningstar Brazil Defensive Sectors Equal Weighted Index, que seleciona empresas brasileiras de utilidade pública, saúde e consumo defensivo e distribui os pesos de forma igualitária. Essa construção reduz a dependência de uma única companhia e faz com que movimentos disseminados entre saúde, varejo alimentar e serviços essenciais apareçam de forma mais clara no retorno.

Na quinta-feira, Hapvida subiu 4,50% e Fleury avançou 4,21%. Na sexta-feira, Hapvida acelerou 11,91% e Natura ganhou 10,37%. Esses movimentos foram relevantes para uma carteira equiponderada, porque altas expressivas em ações de saúde e consumo não ficam diluídas por pesos muito pequenos. O impulso foi parcialmente contido no último pregão por Fleury, que caiu 1,05%, Copasa, com baixa de 0,90%, e Assaí, que recuou 0,09%.

Utilities, saneamento e saúde são setores intensivos em capital e têm valor presente dos fluxos de caixa afetado pela taxa de desconto. Quando o payroll norte-americano veio abaixo do esperado e a produção industrial brasileira mostrou perda de ritmo, o mercado passou a precificar um ambiente menos pressionado para os juros.

 

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BCIC11 (Bradesco Asset): +4,94%

O BCIC11 acompanha o Morningstar Brazil Cyclical Sectors Equal Weighted Select Index. A carteira reúne companhias de materiais básicos, consumo cíclico, serviços financeiros, imóveis, comunicação, energia, indústria e tecnologia.

Na terça-feira, Azzas 2154 subiu 10,50%, Direcional avançou 4,74%, Cogna ganhou 4,27%, Cury valorizou 4,10% e Vamos teve alta de 3,90%. Na quarta-feira, Magazine Luiza disparou 12,52%, Vamos avançou 7,50%, Yduqs ganhou 7,01%, CSN subiu 6,85% e Cosan teve alta de 6,45%.

Na quinta-feira, Azzas 2154 voltou a subir, desta vez 7,02%, e Vamos avançou mais 4,65%. Na sexta-feira, Vivara ganhou 5,62%, Usiminas subiu 5,50% e Vamos avançou 5,33%.

Houve, contudo, forte dispersão dentro da própria carteira. Na terça-feira, CSN caiu 9,85%, CSN Mineração recuou 5,74%, Tenda perdeu 4,17%, Yduqs caiu 4,14% e Gerdau cedeu 3,55%. Na quarta-feira, Cury recuou 3,41%. A carteira capturou a rotação para consumo, construção, educação e locação de veículos, mas também carregou perdas em siderurgia e em alguns nomes imobiliários.

 


Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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