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O desempenho dos ETFs de ações brasileiras na terça-feira, 6 de outubro, mostrou uma bolsa dividida entre a continuidade da valorização de segmentos domésticos e a realização em grandes empresas. O BDEF11 subiu 0,87%, o BDOM11 ganhou 0,62% e o BCIC11 avançou 0,30%. Na outra ponta, BOVA11 recuou 0,91% e CMDB11 perdeu 1,40%.
O movimento ocorreu após o recorde do Ibovespa na segunda-feira e a forte reprecificação de ativos na sessão seguinte ao primeiro turno das eleições. Na terça, o índice caiu 0,52%, mas os juros de médio e longo prazo continuaram recuando. O DI para janeiro de 2029 passou de 12,591%, no ajuste anterior, para 12,445%, e o vencimento de janeiro de 2031 caiu de 12,653% para 12,560%.
Essa redução favoreceu empresas sensíveis ao custo de capital, como incorporadoras, shopping centers e prestadoras de serviços. Ao mesmo tempo, o dólar comercial caiu 0,51%, para perto de R$ 4,97, criando pressão cambial sobre negócios exportadores. Banco do Brasil, Petrobras e PRIO tiveram quedas expressivas, enquanto Itaú, Bradesco e Santander avançaram. A divergência entre ETFs apareceu na combinação desses movimentos com os pesos de cada carteira.
BDEF11 (Bradesco Asset): +0,87%
O BDEF11 reúne uma cesta voltada a empresas de perfil defensivo, mas sua composição ajuda a entender por que a alta foi mais ampla do que um movimento isolado de utilities. Na carteira recente, Fleury representava 4,08%, Rede D’Or 3,99% e Cogna 3,74%. Na terça-feira, essas ações subiram 4,41%, 2,13% e 4,83%, respectivamente.
Também houve contribuição favorável da Energisa, cujas units ENGI11 avançaram 2,18%, e da Sabesp, que ganhou 1,68%. As empresas tinham pesos de 4,14% e 4,03% na carteira. A redução dos juros favorece a avaliação de negócios que investem em infraestrutura e geram receitas ao longo de muitos anos. Na direção contrária, Assaí caiu 2,70% e Axia recuou 3,10%, contendo parte do avanço.
A cota acumulava 8,25% de alta na semana e 19,13% no ano.

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BDOM11 (Investo): +0,62%
O BDOM11 seleciona empresas com parcela relevante das receitas no mercado brasileiro. Na composição recente, o setor financeiro respondia por 40,09% e utilities por 16,10%. Itaú Unibanco tinha peso de 8,19%, Bradesco de 5,69% e BTG Pactual de 5,24%, ao lado de Banco do Brasil e Nubank.
A alta de Itaú PN, de 1,96%, e de Bradesco PN, de 4,40%, favoreceu a parcela de bancos privados. Equatorial e Sabesp também avançaram, enquanto Banco do Brasil e BTG Pactual recuaram. O fechamento dos juros de médio prazo ofereceu apoio adicional às empresas domésticas, tanto pela avaliação dos lucros futuros quanto pelo custo de financiamento. O ganho de 0,62% ocorreu com pressões negativas dentro da própria carteira, que inclui Petrobras, e levou o avanço semanal da cota a 11,05%.
BCIC11 (Bradesco Asset): +0,30%
O BCIC11 reúne empresas de setores cíclicos com pesos mais distribuídos entre os componentes. Na carteira recente, Cyrela tinha participação de 1,98%, Multiplan de 1,83% e Iguatemi de 1,78%. Suas ações avançaram 3,14%, 2,68% e 2,99%, respectivamente, mostrando a força de construção e shopping centers em uma sessão de continuidade do fechamento dos juros.
A carteira também participou da alta dos bancos privados. Em contrapartida, havia exposição a BTG Pactual, Banco do Brasil, Petrobras e Rumo, que perderam valor no dia. A distribuição dos pesos permitiu que ganhos em consumo, imóveis e bancos privados compensassem parte dessa pressão. O BCIC11 terminou com alta de 0,30%, acumulando 8,49% na semana e 12,60% no último mês.
UTLL11 (Investo): +0,07%
O UTLL11 mostrou como o comportamento de uma única empresa pode limitar uma carteira setorial. Na composição recente, Sabesp tinha peso de 20,36% e Axia de 19,53%. A primeira avançou 1,68%, enquanto a segunda caiu 3,10%. Equatorial, com participação de 11,06%, subiu 1,13%; Copel, com 10,37%, ganhou 0,46%.
Houve apoio adicional de Energisa e Cemig, mas a queda da Axia teve relevância elevada pela concentração do fundo. O fechamento da curva de juros oferece suporte à avaliação de utilities, cujos investimentos e receitas se distribuem por prazos longos.
Na semana, a cota ainda acumulava alta de 8,39%.
BXPO11 (Investo): -0,15%
O BXPO11 oferece exposição a empresas exportadoras. Na composição recente, PRIO tinha peso de 8,41%, WEG de 8,31%, Gerdau de 8,02%, Suzano de 7,84% e Vale de 7,61%. Esses papéis perderam 3,27%, 0,98%, 1,01%, 0,57% e 1,44%, respectivamente, formando um conjunto relevante de pressões negativas.
A valorização do real reduziu o valor em reais das receitas futuras denominadas em moeda estrangeira, um canal importante para parte dessas empresas. O movimento teve contraponto na Minerva, que subiu 7,40% e representava 4,33% da carteira, além de diferenças entre os demais exportadores.
BEST11 (Investo): -0,23%
O BEST11 concentra sua estratégia nos segmentos de bancos, energia elétrica, seguros, saneamento e telecomunicações. Na composição recente, bancos e elétricas somavam 73,78%. BTG Pactual tinha peso de 8,55%, Banco do Brasil de 8,18% e Axia de 7,90%. As quedas de 2,81%, 6,42% e 3,10% nesses papéis foram pressões importantes para a carteira.
O lado positivo incluiu Bradesco, Itaú, Equatorial e Sabesp. A combinação permitiu limitar a perda a 0,23%, embora não tenha sido suficiente para produzir alta. O ETF preservava valorização de 8,99% na semana e de 21,06% no ano.
BNKS11 (Investo): -0,63%
O BNKS11 é uma exposição concentrada em bancos. Na composição recente, BTG Pactual e Banco do Brasil representavam 21,24% e 20,65%, somando 41,89%. A queda de 6,42% do Banco do Brasil e de 2,81% do BTG teve, por isso, impacto relevante sobre a direção da carteira.
Na outra ponta, Itaú PN, Bradesco PN e Santander ganharam 1,96%, 4,40% e 3,23%. Seus pesos eram de 18,52%, 15,66% e 10,38%, respectivamente. A alta dos bancos privados compensou parte das perdas, mas a concentração nos dois componentes que recuaram ajuda a explicar por que o ETF fechou negativo mesmo com vários bancos em valorização. Até terça-feira, a cota acumulava 12,00% na semana e 18,32% no último mês.
FIND11 (Itaú Asset): -0,68%
O FIND11 acompanha o índice financeiro da B3 e inclui negócios além dos bancos. Na composição de referência de setembro, B3 tinha peso de 18,03%, BTG Pactual de 14,74% e Banco do Brasil de 13,33%. A B3 recuou 2,66% na terça-feira, juntando-se às perdas dos dois bancos e ampliando as pressões negativas sobre o ETF. BB Seguridade também caiu 2,22%.
Itaú PN e Bradesco PN, com pesos de referência de 18,09% e 15,55%, avançaram e ofereceram compensação. A diferença em relação ao BNKS11 aparece na presença relevante da própria B3 e de seguradoras, cujas variações alteram o saldo da cesta financeira. O recuo diário de 0,68% ocorreu depois de forte valorização recente: o FIND11 acumulava alta de 13,23% na semana e de 35,75% no ano.
MATB11 (Itaú Asset): -0,78%
O MATB11 acompanha o índice de materiais básicos, reunindo siderurgia, mineração, celulose e outros negócios industriais. Na composição de referência de setembro, Gerdau representava 20,40%, Suzano 19,50% e Vale 19,18%. Os três componentes somavam aproximadamente 59% do índice e recuaram no pregão, criando uma pressão abrangente sobre o núcleo da carteira.
As quedas também alcançaram CSN, CSN Mineração e Usiminas, que perderam 2,02%, 1,98% e 1,88%. Klabin avançou 0,22%, mas não reverteu a direção do conjunto. O real mais forte é um canal de pressão sobre receitas exportadoras convertidas para a moeda brasileira, enquanto os movimentos das empresas e de seus respectivos mercados de commodities acrescentam diferenças dentro do setor. A cota recuava 6,09% no último mês, embora mantivesse alta de 2,98% no ano.
BOVA11 (BlackRock): -0,91%
O BOVA11 reúne a exposição ao Ibovespa e carregou o peso das grandes empresas que recuaram. Na composição de referência de setembro, Vale representava 11,16%, Petrobras PN 8,00% e Petrobras ON 4,89%. As duas classes da Petrobras, que juntas somavam 12,89%, perderam 2,78% e 1,80%, enquanto Vale caiu 1,44%. A concentração deu relevância elevada a esse conjunto na direção da carteira.
Banco do Brasil, BTG Pactual e Axia acrescentaram pressão. Itaú e Bradesco avançaram, mas os ganhos desses bancos não eliminaram o efeito das perdas em outros componentes relevantes. O petróleo Brent terminou o dia com pequena alta de 0,26%, a US$ 100,58 por barril, o que mostra que a queda das petroleiras brasileiras não pode ser reduzida a uma queda diária da commodity. Realização após o rali doméstico, valorização do real e movimentos específicos das ações compuseram o contexto da sessão. Mesmo com o recuo de 0,91%, o BOVA11 mantinha alta de 6,58% na semana e 28,16% no ano.
CMDB11 (BTG Asset): -1,40%
O CMDB11 concentra a exposição em ações brasileiras ligadas a commodities. Na carteira de referência rebalanceada em 1º de outubro, Vale tinha peso de 20,00%, PRIO de 15,45%, Petrobras PN de 10,70% e Petrobras ON de 9,30%. Somados, esses quatro componentes representavam 55,45% do índice e todos fecharam em queda.
A pressão também alcançou Gerdau e Suzano, com pesos de 10,40% e 8,77%, respectivamente. A exposição conjunta a petróleo, mineração e celulose explica a sensibilidade do fundo ao dia negativo desses papéis, mesmo com ganhos pontuais em outros componentes. A cota encerrou a sessão em -1,40%, mas ainda acumulava alta de 21,06% no ano.
Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.