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Bradesco, Itaú e BTG pressionam BNKS11 e FIND11 após o rali dos bancos

Créditos: iStock

Os ETFs de bancos e do setor financeiro sentiram de forma intensa o ajuste da bolsa brasileira em 7 de outubro de 2026. O BNKS11 caiu 2,17%, e o FIND11 perdeu 2,06%, em uma sessão na qual Bradesco PN recuou 3,68%, Itaú PN 2,66%, BTG Pactual 2,52% e Banco do Brasil 1,87%.

A pressão ocorreu depois da forte valorização dos bancos no início da semana. O mercado havia reavaliado as perspectivas fiscais e de juros após o primeiro turno das eleições; na quarta-feira, o retorno da cautela global, com dólar mais forte e juros americanos pressionados, coincidiu com o ajuste das ações financeiras.

BNKS11 (Investo): -2,17%

Na carteira recente, BTG Pactual tinha 21,24%, Banco do Brasil 20,65%, Itaú PN 18,52% e Bradesco PN 15,66%. Juntas, essas quatro posições representavam 76,07% do fundo.

O Bradesco apresentou a queda mais intensa desse grupo: 3,68% nas preferenciais e 3,50% nas ordinárias, que tinham outros 3,95% da carteira. Itaú PN perdeu 2,66%, e BTG Pactual caiu 2,52%. No pregão, a combinação de perdas com pesos elevados foi o principal vetor desfavorável ao BNKS11.

O Santander, com 10,38%, recuou 1,01%, enquanto o Banco do Brasil caiu 1,87%. A intensidade menor dessas duas perdas reduziu sua pressão relativa, mas manteve o sinal negativo nas principais posições. Apesar do ajuste diário, o BNKS11 preserva 9,57% de alta na semana e 15,75% em um mês.

O que juros e realização mudam para os bancos

O rali doméstico do início da semana incorporou a expectativa de condições mais favoráveis para o custo de capital e a atividade. Para os bancos, essa leitura envolve a demanda por crédito, a capacidade de pagamento dos clientes e as despesas com provisões. A melhora dessas perspectivas pode favorecer a avaliação dos lucros futuros; uma sessão de maior cautela externa, por sua vez, aumenta a exigência de retorno para manter exposição às ações.

O ajuste também encontrou papéis que já haviam avançado rapidamente. No Banco do Brasil, a pressão vinha da sessão anterior: no dia 6 de outubro, a ação caiu cerca de 6,3%, em meio à realização após a alta de segunda-feira e à revisão negativa da recomendação pelo JPMorgan.

 

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FIND11 (Itaú Asset): -2,06%

O FIND11 acompanha o índice financeiro da B3, com uma exposição que reúne bancos, infraestrutura de mercado e seguros. Na composição de setembro, Itaú PN tinha 18,15%, B3 18,09%, Bradesco PN 15,27%, BTG Pactual 15,15% e Banco do Brasil 12,97%. O conjunto representava 79,63% da carteira, concentrando a influência em empresas que terminaram a quarta-feira no campo negativo.

Além das perdas dos bancos, a B3 caiu 1,54%. O recuo da B3 se somou às quedas de Itaú, Bradesco e BTG, pressionando as principais posições do fundo financeiro.

A parcela de seguros trouxe um contraponto: BB Seguridade subiu 0,50% e Caixa Seguridade avançou 1,15%, com pesos de 4,78% e 2,36% na composição de setembro. Os ganhos ofereceram apoio à carteira, embora sua participação fosse menor do que a dos componentes em queda. O FIND11 acumula 10,90% na semana, 18,85% em um mês e 32,96% no ano.

 


Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.

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