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Commodities agrícolas e ações de maior beta lideram ETFs no pregão de ontem

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Créditos: iStock

Os seis ETFs fecharam no campo positivo. O CORN11 avançou 1,27%, o HIGH11 ganhou 0,90%, o SMAC11 subiu 0,86% e o EWBZ11 teve alta de 0,82%. BBOI11 e GOLX11 completaram o grupo, com ganhos de 0,73% e 0,67%.

O Ibovespa encerrou a sessão com avanço de 0,46%, aos 187.197 pontos, após oscilar entre 184.768 e 187.437 pontos. Petrobras e Vale sustentaram o índice, enquanto a proximidade das eleições, os juros longos americanos e a escalada das tensões no Oriente Médio limitaram o apetite por risco.

O Brent subiu 4,37%, para US$ 102,31 por barril, e o WTI avançou 2,71%, para US$ 92,87. Petrobras ON ganhou 1,80%, Petrobras PN subiu 1,32% e Vale terminou com alta de 0,56%. Entre os bancos, o comportamento foi desigual: Bradesco PN avançou 0,32%, enquanto Itaú Unibanco, BTG Pactual, Banco do Brasil e Santander fecharam em queda.

CORN11 (BB Asset): +1,27%

O CORN11 liderou o grupo com alta de 1,27%. O ETF replica o Índice Futuro de Milho B3, formado pelo primeiro vencimento do contrato futuro de milho, com rolagem bimestral. O fundo mantém pelo menos 95% do patrimônio em ativos do índice ou em posições compradas nos futuros de milho negociados na B3.

Os contratos recuperaram parte das fortes perdas da sessão anterior. O vencimento de novembro de 2026 subiu 0,22%, para R$ 72,19 por saca, enquanto janeiro de 2027 avançou 0,12%. Os contratos de março, maio e julho de 2027 ganharam 0,78%, 0,92% e 0,66%, respectivamente.

O ganho diário ocorreu após uma correção mais prolongada. Mesmo com a liderança no pregão, o CORN11 acumulava queda de 4,28% na semana, 5,42% no mês e 10,06% no ano.

HIGH11 (Nu Asset): +0,90%

O HIGH11 avançou 0,90%, quase o dobro da alta do Ibovespa. O ETF replica o Ibov Smart High Beta B3 e concentrava 47,3% da carteira em consumo cíclico. Magazine Luiza, Vamos, Assaí, Yduqs e C&A eram as cinco maiores posições, seguidas por Cosan, CSN, Cogna, B3 e Hapvida.

A liderança veio principalmente das empresas mais sensíveis ao ciclo. Vamos subiu 4,65%, Hapvida avançou 4,50%, CSN ganhou 3,64%, Assaí teve alta de 2,10% e Magazine Luiza subiu 1,47%. Cogna, Cosan e B3 também avançaram 1,29%, 1,01% e 0,93%, respectivamente.

As perdas de Smart Fit, de 2,16%, Lojas Renner, de 1,64%, Localiza e Yduqs, ambas próximas de 1,2%, limitaram o resultado. BTG Pactual, MRV e C&A também recuaram. Essa dispersão explica por que o fundo subiu menos do que indicariam as fortes valorizações de Vamos, Hapvida e CSN.

O HIGH11 acumulava alta de 5,00% na semana e de 10,58% no mês, mas ainda recuava 5,66% no ano e 7,74% em 12 meses.

 

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SMAC11 (Itaú Asset): +0,86%

O SMAC11 ganhou 0,86%, acompanhando de perto a alta de 0,92% do Índice Small Cap. O fundo replica uma carteira com mais de 70 empresas de menor capitalização, ponderadas pelo valor de mercado disponível para negociação.

As maiores posições eram Copasa, com 6,07%, Totvs, com 5,79%, Allos, com 3,90%, Assaí, com 3,45%, e Lojas Renner, com 3,27%. Smart Fit, Multiplan, Fleury, Cosan e Metalúrgica Gerdau completavam as dez maiores exposições.

O avanço recebeu contribuições relevantes de Fleury, que subiu 4,21%, Totvs, com alta de 3,44%, Metalúrgica Gerdau, com 2,93%, Assaí, com 2,10%, Cosan, com 1,01%, Allos, com 0,81%, Copasa, com 0,80%, e Multiplan, com 0,60%.

Lojas Renner caiu 1,64% e Smart Fit perdeu 2,16%, contendo parte da valorização. Ainda assim, os ganhos em saúde, tecnologia, siderurgia, atacarejo, saneamento e imóveis foram suficientemente amplos para levar o SMAC11 acima do Ibovespa.

O fundo acumulava alta de 2,00% na semana e de 4,80% no mês. No ano, porém, permanecia praticamente estável, com ganho de 0,03%.

EWBZ11 (iShares): +0,82%

O EWBZ11 avançou 0,82%. O fundo acompanha o Ibovespa B3 Equal Weight, que distribui pesos semelhantes entre as ações elegíveis. A carteira vigente no fim de setembro tinha 76 ativos, com participações individuais próximas de 1% a 1,7%, reduzindo a influência de Petrobras, Vale e grandes bancos.

As principais contribuições vieram de ações às quais o índice equiponderado atribui relevância muito superior à observada no Ibovespa tradicional. Vamos, com peso próximo de 1,5%, subiu 4,65%; CSN, também perto de 1,5%, avançou 3,64%; Assaí, com aproximadamente 1,7%, ganhou 2,10%; Magazine Luiza subiu 1,47%; e Cogna avançou 1,29%.

A carteira também recebeu suporte das utilities e de empresas intermediárias. CPFL Energia ganhou 2,42%, Eneva avançou 0,61%, Equatorial subiu 0,62% e Copel teve alta de 0,56%.

Como cada ação possui peso semelhante, esses movimentos tiveram participação mais equilibrada no retorno do que teriam no Ibovespa convencional. As quedas de Santander, Itaú Unibanco, BTG Pactual, Banco do Brasil, C&A e Yduqs limitaram o ganho, mas não anularam a valorização disseminada entre ações cíclicas, siderúrgicas e utilities.

O ETF acumulava alta de 2,24% na semana e de 4,12% no mês. No ano, avançava 2,16%, abaixo do Ibovespa.

BBOI11 (BB Asset): +0,73%

O fundo acompanha o Índice Futuro de Boi Gordo B3, uma referência de retorno total composta pelo primeiro vencimento do contrato futuro BGI, com rolagem mensal, e pelo caixa remunerado à taxa DI de um dia. O produto não possui exposição cambial direta.

O mercado físico sustentou a leitura positiva. O Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq subiu 0,60%, para R$ 366,50 por arroba, enquanto a média a prazo em São Paulo avançou 0,61%, para R$ 370,60. Outra referência do mercado físico atingiu R$ 367,20 por arroba, novo recorde nominal de 2026, apoiada por oferta restrita e demanda aquecida.

Os contratos futuros apresentaram sinais distintos conforme a referência utilizada. A tabela de fechamento da B3 apontou estabilidade no contrato de outubro e quedas entre 0,13% e 0,35% nos vencimentos seguintes. Já os preços de ajuste mostraram avanço nos contratos de outubro a fevereiro em relação aos valores de 29 de setembro.

O BBOI11 acumulava alta de 6,27% no mês e de 28,59% no ano, mantendo-se como uma das exposições de melhor desempenho da base.

GOLX11 (XP Asset): +0,67%

O GOLX11 avançou 0,67%. O fundo acompanha o Índice Futuro de Ouro B3, formado pelo primeiro vencimento do contrato futuro do metal, com rolagem mensal, e por uma parcela de caixa aplicada em instrumentos ligados ao DI ou à Selic Over.

O ouro internacional ganhou aproximadamente 0,52% em 1º de outubro, para cerca de US$ 4.179 por onça. A alta ocorreu em uma sessão marcada pelas tensões entre Estados Unidos e Irã, pelo petróleo acima de US$ 100 e pela procura por proteção. O fortalecimento do dólar e os rendimentos elevados dos Treasuries limitaram parte do movimento.

A estratégia busca acompanhar o ouro em dólares sem carregar integralmente a oscilação cambial, recebendo também o diferencial entre os juros brasileiros e americanos.

Apesar da alta diária, o GOLX11 recuava 2,54% na semana, 2,82% no mês e 0,54% no ano.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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