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O avanço dos ativos brasileiros após o primeiro turno das eleições teve uma distribuição clara entre os setores. FIND11 ganhou 14,01%, BNKS11 subiu 12,72% e BDOM11 avançou 10,37% na segunda-feira, 5 de outubro, enquanto carteiras com maior exposição às exportadoras apresentaram resultados mais modestos.
A valorização do real e a queda dos juros futuros acompanharam a revisão do prêmio de risco doméstico. Esse movimento favoreceu negócios ligados ao crédito, ao consumo e aos investimentos no Brasil. Em contrapartida, a redução da cotação do dólar pressionou empresas que recebem parte relevante de suas receitas em moeda estrangeira.
BEST11 avançou 9,24%, combinando bancos e serviços essenciais. O UTLL11 ganhou 8,32%, impulsionado por energia e saneamento. Já o CMDB11 subiu 1,76%, o BXPO11 avançou 0,76% e o MATB11 recuou 0,74%. O DOLB11 perdeu 4,12%, acompanhando a direção do câmbio.
| ETF | Gestora | Retorno no dia |
|---|---|---|
| FIND11 | Itaú Asset | +14,01% |
| BNKS11 | Investo | +12,72% |
| BDOM11 | Investo | +10,37% |
| BEST11 | Investo | +9,24% |
| UTLL11 | Investo | +8,32% |
| BCIC11 | Bradesco Asset | +8,16% |
| BOVA11 | BlackRock | +7,55% |
| BDEF11 | Bradesco Asset | +7,32% |
| CMDB11 | BTG Asset | +1,76% |
| BXPO11 | Investo | +0,76% |
| MATB11 | Itaú Asset | −0,74% |
| DOLB11 | BTG Asset | −4,12% |
FIND11 (Itaú Asset): +14,01%
O FIND11 teve como destaques a B3, com alta de 22,63%, e o BTG Pactual, com ganho de 22,52%. A carteira financeira reúne instituições cujas receitas respondem a canais diferentes: crédito, negociação de ativos, gestão de patrimônio, seguros e operações de mercado de capitais.
A revisão das expectativas de juros e risco favoreceu especialmente os negócios associados ao investimento e à intermediação financeira. Bradesco PN avançou 13,57%, Banco do Brasil ganhou 11,00% e Itaú PN subiu 10,37%, ampliando a sustentação da carteira. O movimento foi menos intenso nas seguradoras: BB Seguridade ganhou 1,33% e Caixa Seguridade, 1,03%.
BNKS11 (Investo): +12,72%
A concentração nos bancos tornou o BNKS11 um dos principais beneficiados pela sessão. BTG e Banco do Brasil somavam 41,89% da composição de referência, enquanto Itaú PN e Bradesco PN acrescentavam outros 34,18%. A valorização dos quatro nomes alcançou, portanto, uma parcela expressiva da carteira.
O BTG capturou a melhora das perspectivas para investimentos e mercado de capitais. Os bancos de crédito reagiram à expectativa de condições financeiras menos restritivas, que podem favorecer originação e capacidade de pagamento dos clientes. A exposição de 10,38% a Santander, que avançou 2,63%, adicionou um desempenho mais moderado.

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BDOM11 (Investo): +10,37%
O BDOM11 seleciona empresas com mais de metade da receita proveniente do mercado brasileiro. Serviços financeiros representavam 40,09% da composição anterior ao pregão, com Itaú em 8,19%, Bradesco em 5,69%, BTG em 5,24% e Banco do Brasil em 4,58%. As altas desses nomes criaram um motor relevante para o ganho de 10,37%.
A carteira também recebeu impulso de Petrobras PN, que subiu 8,19%, Axia Energia, com alta de 7,87%, e Sabesp, que avançou 11,58%. Utilities respondiam por 16,10% e energia por 11,53% da composição. A combinação de bancos e infraestrutura explica por que a estratégia de exposição doméstica superou o índice amplo: ela reúne diferentes negócios beneficiados pela redução do prêmio de risco e pela revisão das condições de financiamento no Brasil.
BEST11 (Investo): +9,24%
O BEST11 concentra bancos, elétricas, saneamento, seguros e telecomunicações. Bancos representavam 35,62% e elétricas 38,16% da carteira, colocando quase três quartos da exposição nesses dois grupos. Entre as principais posições estavam BTG, Bradesco, Equatorial, Itaú, Banco do Brasil e Sabesp, com pesos próximos de 8% por companhia.
O ganho de 22,52% do BTG foi acompanhado pelas altas de 13,72% de Equatorial e 11,58% de Sabesp. Nos bancos tradicionais, Bradesco PN, Banco do Brasil e Itaú PN também avançaram dois dígitos. Seguros e telecomunicações tiveram uma reação mais moderada, com BB Seguridade em +1,33% e Telefônica Brasil em +5,61%. A valorização do fundo veio da combinação entre o impulso financeiro e a reprecificação dos serviços essenciais, levando o retorno no ano a 21,34%.
UTLL11 (Investo): +8,32%
O UTLL11 concentra empresas de utilidade pública, com Sabesp em 20,36% e Axia Energia em 19,53% na composição anterior à sessão. As altas de 11,58% e 7,87% desses dois nomes atingiram uma parcela próxima de 40% da carteira.
Equatorial avançou 13,72% e Energisa ganhou 13,96%, reforçando o movimento. Já Eneva subiu 5,40% e Copel, 3,85%. A queda das taxas esperadas favorece a avaliação de fluxos de caixa de longo prazo, característica relevante em negócios de infraestrutura. Também influencia o custo de financiamento de investimentos.
BCIC11 (Bradesco Asset): +8,16%
O BCIC11 reúne setores cíclicos e sensíveis à atividade econômica, com pesos equilibrados entre as companhias nos rebalanceamentos. Na composição de setembro, Magazine Luiza tinha 2,20%, Localiza 1,89%, BTG 1,85%, Cyrela 1,82% e B3 1,81%. Essas posições registraram altas de 24,18%, 20,68%, 22,52%, 18,40% e 22,63%, respectivamente.
A diversidade dos motores foi importante. Varejo respondeu à expectativa de melhores condições de crédito; locação e construção reagiram ao custo de capital; serviços financeiros acompanharam a melhora do ambiente de investimentos. Rumo, com peso de 1,92%, avançou 12,09%, adicionando exposição à infraestrutura logística.
O desenho com pesos mais equilibrados permitiu que a alta de empresas menores também participasse do resultado, sem que o fundo dependesse exclusivamente das maiores companhias da Bolsa.
BOVA11 (BlackRock): +7,55%
O BOVA11 acompanha o Ibovespa e reúne empresas com perfis diferentes de exposição ao cenário doméstico. Itaú PN subiu 10,37%, Petrobras PN avançou 8,19% e Petrobras ON ganhou 6,68%, enquanto B3 e BTG registraram altas superiores a 22%. Sabesp e Bradesco PN também contribuíram com valorizações de dois dígitos.
O principal contraponto veio das exportadoras. Vale recuou 0,97%, Embraer perdeu 3,31% e Suzano caiu 5,39%. A mineradora permanece uma posição importante do índice, tornando sua queda relevante para a diferença em relação às carteiras financeiras e domésticas.
Bancos, Petrobras e serviços públicos sustentaram a alta, enquanto parte das empresas voltadas ao exterior retirou impulso.
BDEF11 (Bradesco Asset): +7,32%
O BDEF11 combina utilities, saúde e consumo não cíclico. Na composição de setembro, Assaí tinha 4,54%, Auren 4,09%, Equatorial 3,91%, Sabesp 3,90%, Rede D’Or 3,89% e Energisa 3,88%. O avanço desses nomes criou uma sustentação distribuída entre diferentes setores.
Assaí subiu 16,41%, Auren ganhou 12,45%, Equatorial avançou 13,72% e Energisa, 13,96%. Na saúde, Rede D’Or valorizou 9,82%, Hypera ganhou 7,11% e Fleury subiu 3,32%. Negócios com demanda recorrente também respondem aos juros e ao prêmio de risco: o custo de capital influencia investimentos, expansão e avaliação dos fluxos futuros.
CMDB11 (BTG Asset): +1,76%
O CMDB11 reúne produtoras de commodities e teve forças opostas na sessão. No rebalanceamento de outubro, Petrobras PN e ON somavam 20% do índice de referência, enquanto Vale representava 20%, PRIO 15,45%, Gerdau PN 10,40% e Suzano 8,77%.
As altas de 8,19% de Petrobras PN e 6,68% de Petrobras ON sustentaram parte importante do resultado. PRIO ganhou 1,81%, oferecendo contribuição positiva mais moderada. Em contrapartida, Vale, Gerdau e Suzano recuaram. A valorização do real pressionou a leitura sobre receitas de exportação, enquanto o petróleo também caiu no mercado internacional. A exposição à Petrobras permitiu ao fundo fechar em alta, mas o comportamento de mineração, siderurgia e celulose limitou o avanço a 1,76%.
BXPO11 (Investo): +0,76%
O BXPO11 concentra empresas brasileiras com exposição relevante a receitas no exterior. Antes da sessão, Embraer tinha 8,61%, WEG 8,31%, Gerdau 8,02%, Suzano 7,84% e Vale 7,61%. A queda de 3,31% de Embraer e de 5,39% de Suzano atingiu duas posições importantes, acompanhada pelos recuos de Gerdau e Vale.
O real mais forte reduz o valor em moeda brasileira das receitas denominadas em dólar, embora o efeito sobre cada companhia também dependa de custos, dívidas e proteções cambiais. Houve compensações: PRIO avançou 1,81% e Minerva ganhou 7,99%, com pesos de 8,41% e 4,33%. O saldo positivo de 0,76% mostra uma carteira com movimentos internos divergentes, em contraste com a valorização mais uniforme das empresas domésticas. Em um mês, o ETF ainda acumula queda de 3,06%.
MATB11 (Itaú Asset): −0,74%
O MATB11 acompanha materiais básicos, com exposição a mineração, siderurgia e celulose. Suzano caiu 5,39%, Gerdau PN recuou 1,19%, Vale perdeu 0,97% e Klabin cedeu 0,86%. A concentração nesses segmentos colocou o fundo em uma posição diferente da observada nos bancos e no consumo doméstico.
A apreciação do real foi um vetor relevante para empresas que recebem em dólares. O efeito foi especialmente visível na celulose, por meio da queda de Suzano. Houve altas em outros componentes, como CSN, com +4,21%, e CSN Mineração, com +1,41%, mas elas não compensaram o conjunto das perdas nas posições de maior representatividade. O ETF terminou o dia em baixa e acumula recuo de 5,35% em um mês.
DOLB11 (BTG Asset): −4,12%
O DOLB11 oferece exposição ao dólar por meio de uma estratégia referenciada em contratos futuros. Sua queda de 4,12% acompanhou a valorização do real no primeiro pregão após o resultado eleitoral.
A revisão do prêmio de risco brasileiro favoreceu a moeda local, junto da expectativa de maior demanda por ativos do país. O dólar à vista terminou próximo de R$ 5, após ter encerrado a sexta-feira acima de R$ 5,21.
Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.