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ETFs de S&P 500 sem exposição direta ao dólar recebem R$ 694,97 milhões em 30 dias

Créditos: iStock

Três ETFs brasileiros que oferecem S&P 500 sem exposição direta ao dólar/real receberam R$ 694,97 milhões líquidos na janela de 30 dias encerrada em 5 de outubro. SPXR11, SPBZ11 e SPYR11 somaram R$ 3,31 bilhões de captação no ano. No mesmo período recente, IVVB11 e SPYI11 receberam juntos R$ 67,25 milhões. O primeiro oferece exposição ao S&P 500 com câmbio; o segundo combina exposição a ações americanas e câmbio com uma estratégia de opções para geração de renda mensal.

O grupo sem dólar concentrou 91,2% das entradas nos cinco veículos comparados durante os 30 dias. A proporção se refere a esse conjunto específico, mas o contraste é expressivo: a expansão da exposição ao mercado americano veio majoritariamente por estruturas que retiram a variação direta da moeda da carteira.

SPXR11 (Itaú Asset): +R$ 404,30 milhões em 30 dias

O SPXR11 liderou a janela recente, com R$ 404,30 milhões em entradas líquidas, e acumulou R$ 1,24 bilhão no ano. Sua referência utiliza posição comprada em futuros de S&P 500 listados na B3, sem exposição cambial, acrescida do componente de remuneração interbancária previsto na metodologia.

A estrutura separa dois riscos que aparecem juntos em muitos ETFs internacionais. O investidor participa da variação econômica do S&P 500, mas não recebe de forma direta o ganho ou a perda do dólar contra o real. Isso altera o papel do produto na carteira: ele amplia a exposição a ações americanas sem acrescentar na mesma medida uma posição em moeda estrangeira.

SPBZ11 (BTG Asset): +R$ 231,42 milhões em 30 dias

O SPBZ11 recebeu R$ 231,42 milhões no período recente e R$ 1,80 bilhão desde o início do ano. Entre os três ETFs sem exposição direta ao dólar comparados, é o maior saldo anual, embora SPXR11 tenha liderado a janela curta.

O fundo também se baseia em futuros de S&P 500 com estrutura quanto em reais. Contratos futuros e o componente financeiro associado à referência fazem parte da arquitetura da exposição. Isso o distingue de uma simples compra de uma carteira americana seguida de conversão cambial, embora ambos os caminhos tenham como principal risco acionário o mercado de grandes empresas dos Estados Unidos.

 

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SPYR11 (Bradesco Asset): +R$ 59,26 milhões em 30 dias

O SPYR11 incorporou R$ 59,26 milhões nos 30 dias e R$ 277,58 milhões no ano. Segue a família de índices S&P 500 Futures Quanto com ajuste em reais, oferecendo outra alternativa ao investidor que deseja separar ações americanas e risco dólar/real.

Seu saldo positivo soma uma terceira gestora à expansão observada nessa estrutura. Os fluxos dos três produtos indicam crescimento de capital em estratégias de exposição semelhante.

IVVB11 (BlackRock): +R$ 44,61 milhões em 30 dias

O IVVB11 teve entradas de R$ 44,61 milhões no intervalo recente e R$ 856,04 milhões no ano. Sua estrutura investe no IVV, ETF americano da BlackRock que acompanha o S&P 500, e entrega a exposição em reais com participação da variação cambial.

O dólar pode ampliar ou reduzir o resultado das ações americanas para o cotista brasileiro. Essa característica também permite usar o produto como exposição combinada a bolsa dos Estados Unidos e moeda estrangeira.

SPYI11 (Buena Vista): +R$ 22,64 milhões em 30 dias

O SPYI11 recebeu R$ 22,64 milhões líquidos nos 30 dias encerrados em 5 de outubro e R$ 54,77 milhões no acumulado de 2026. Cerca de 41,3% da captação anual do SPYI11 ocorreu nesse intervalo de 30 dias.

A exposição combina ações americanas ligadas ao S&P 500 com uma estratégia de opções de compra para geração de renda, referenciada no índice NEOSSPYI. A metodologia utiliza opções escalonadas, com posições vendidas inicialmente fora do dinheiro e rebalanceamento mensal. Os prêmios recebidos acrescentam uma fonte de recursos à carteira, mas a venda de opções pode limitar parte da participação em altas fortes.

 


Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento.

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