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GLMP11 sobe 1,05% com elétricas; tecnologia e data centers pesam no REVE11

Créditos: iStock

O GLMP11 subiu 1,05%, enquanto o REVE11 recuou 1,32% na quinta-feira, 8 de outubro. A distância de 2,37 pontos percentuais entre os ETFs teve correspondência nos movimentos das empresas de suas carteiras de referência: no Brasil, Equatorial, Copel, Cemig e transmissoras avançaram; nos Estados Unidos, Lattice Semiconductor, Hewlett Packard Enterprise e Equinix terminaram em queda.

O pano de fundo brasileiro foi a renovação das expectativas de ajuste fiscal a partir de 2027, alimentada pelo debate eleitoral. Os juros futuros chegaram a registrar recuos superiores a 20 pontos-base ao longo da curva durante a sessão. Esse movimento favorece a avaliação de negócios com projetos de longa maturação e receitas recorrentes, como geração, transmissão e distribuição de eletricidade: uma taxa de desconto menor aumenta o valor presente dos fluxos de caixa futuros. O Ibovespa encerrou o dia em alta de 0,94%.

Nos Estados Unidos, o ambiente foi menos favorável à tecnologia. O Nasdaq caiu 1,25% e o S&P 500 perdeu 0,47%, embora o Dow Jones tenha avançado 0,10%. Os juros longos continuaram em patamares elevados, mesmo com algum alívio nos rendimentos dos títulos públicos. Para o REVE11, essa combinação importa porque a seleção por receitas verdes inclui fabricantes de equipamentos, software e infraestrutura digital, além de empresas diretamente ligadas à energia e aos serviços ambientais.

GLMP11 (Galapagos): +1,05%

Equatorial (EQTL3) avançou 1,35%, a R$ 49,66, e Copel (CPLE3) ganhou 1,09%, a R$ 17,65. As duas posições receberam peso de 15% cada no rebalanceamento de 1º de outubro do índice. A valorização simultânea desse núcleo de 30% deu sustentação à carteira. Equatorial reúne operações de distribuição, transmissão e geração; Copel também combina geração, transmissão e distribuição. Essa composição conecta o ETF tanto ao valor das concessões e dos investimentos de longo prazo quanto à capacidade das empresas de financiar expansão. O recuo da curva de juros melhora a avaliação desses fluxos e, se persistir, favorece o custo de novas captações e refinanciamentos.

O apoio se estendeu a Cemig (CMIG4), que subiu 1,68%, a R$ 12,07, e Energisa (ENGI11), que avançou 1,83%, a R$ 66,25. Os pesos dessas posições no rebalanceamento eram de 11,14% e 10,43%, respectivamente. Somadas a Equatorial e Copel, representavam 51,57% do índice.

Nas transmissoras, ISA Energia (ISAE4) ganhou 2,29%, a R$ 29,98, e Taesa (TAEE11) subiu 1,99%, a R$ 45,63. Com pesos de 6,97% e 5,01%, reforçaram o movimento. Seus negócios recebem receitas associadas à disponibilidade da infraestrutura de transmissão, o que torna a avaliação especialmente ligada a fluxos contratuais de longa duração e à taxa usada para descontá-los.

Na geração, Engie Brasil (EGIE3) avançou 1,60%, a R$ 31,79, com peso de 7,16% no rebalanceamento. Houve, porém, um contraponto importante: Axia Energia (AXIA3) caiu 0,82%, a R$ 59,38, apesar de representar 12,51% do índice. A queda dessa posição relevante limitou o impulso vindo das demais elétricas. O GLMP11 fechou a R$ 114,27, avanço de 1,05% no pregão.

 

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REVE11 (Itaú Asset): -1,32%

O REVE11 acompanha o Russell 1000 Green Revenues 50, cuja composição recente tinha 32,66% em tecnologia. Hewlett Packard Enterprise (HPE) era a maior posição, com 15,10%, seguida por Zoom, com 8,54%; Lattice Semiconductor representava 5,45%. No pregão de 8 de outubro, HPE caiu 1,51%, a US$ 71,00, Lattice recuou 4,59%, a US$ 124,98, e Zoom perdeu 0,11%, a US$ 94,67. HPE fornece servidores, redes e infraestrutura computacional; Lattice produz semicondutores programáveis utilizados em aplicações industriais, comunicações e processamento. Assim, o ETF carrega exposição ao ciclo de investimento em tecnologia e à avaliação das empresas desse setor, além da sua seleção ambiental.

A correção de HPE ocorreu em meio a notícias operacionais de expansão: a companhia havia anunciado novos servidores com processadores AMD e um projeto de infraestrutura computacional para a Mizuho Securities. Ainda assim, a ação caiu após ter acumulado altas de 3,10% e 2,28% nos dois pregões anteriores.

A pressão também alcançou Equinix (EQIX), que perdeu 2,00%, a US$ 1.011,16, e Eaton (ETN), que recuou 1,58%, a US$ 424,51. Elas representavam 6,65% e 4,26% do índice no fechamento de setembro. Equinix opera data centers, um negócio intensivo em capital e sensível ao custo de financiamento; Eaton fornece equipamentos e sistemas de gestão de energia, com exposição à eletrificação e à expansão da infraestrutura. Tesla (TSLA), com peso de 7,95%, caiu 0,74%, a US$ 375,00, acrescentando pressão pelo segmento de veículos elétricos e armazenamento de energia.

Por outro lado, Waste Management (WM) subiu 0,56%, a US$ 210,10, contrastando com as quedas em tecnologia e infraestrutura digital. A empresa de coleta, tratamento e destinação de resíduos tinha participação de 6,54% no índice ao final de setembro. Zoom também apresentou uma perda pequena frente às demais posições analisadas. Além disso, o dólar à vista subiu 0,27%, a R$ 5,024: para a exposição internacional do REVE11, a valorização da moeda americana atua a favor da conversão dos ativos em reais. Mesmo com esses apoios, a cota encerrou o pregão a R$ 75,51, com queda de 1,32%.

 


Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.

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