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A recuperação da bolsa brasileira em setembro produziu resultados bastante diferentes entre os ETFs de fatores. HIGH11 avançou 11,13%, AUVP11 ganhou 8,01%, LVOL11 subiu 3,73% e NSDV11 ficou em 0,96%. O BOVA11, referência de exposição ao Ibovespa, encerrou o mês com alta de 5,32%. Entre HIGH11 e NSDV11, a distância chegou a 10,17 pontos percentuais.
As carteiras ajudam a explicar essa dispersão. Magazine Luiza e Vamos tiveram altas superiores a 40%, favorecendo a seleção de alto beta. Itaú e Bradesco avançaram e deram sustentação às estratégias com exposição financeira. Já as quedas de Vale, CSN Mineração e BB Seguridade colocaram um contrapeso nas cestas de dividendos e de menor volatilidade.
HIGH11 (Nu Asset): +11,13%
Magazine Luiza, Vamos e C&A mostram de forma concreta a exposição que favoreceu o HIGH11. Na composição de referência de setembro, esses papéis tinham participações de 6,60%, 5,82% e 4,84%, respectivamente. Cosan, com 4,75%, e Cogna, com 4,39%, completavam um conjunto que reunia consumo, locação e educação. Os cinco nomes somavam 26,40% da cesta naquela fotografia.
MGLU3 saltou 55,09% no mês, VAMO3 avançou 43,81% e CEAB3 ganhou 20,55%. Portanto, a força do ETF esteve ligada a posições relevantes que valorizaram muito acima do índice amplo.
No caso de Magalu, a parceria para comercializar produtos no marketplace do Mercado Livre trouxe um catalisador específico, ampliando o alcance comercial da varejista. Vamos também se beneficiou do ambiente de redução da taxa básica, relevante para um negócio que precisa financiar a aquisição de caminhões e máquinas. Como mecanismo econômico, juros menores podem aliviar despesas financeiras e melhorar as condições de crédito dos clientes.
O HIGH11 acompanha o Ibovespa Smart High Beta B3, que seleciona ações historicamente mais sensíveis aos movimentos do mercado. Em setembro, essa exposição deixou o ETF 5,81 pontos percentuais acima do BOVA11.
AUVP11 (BTG Asset): +8,01%
O AUVP11 teve motores diferentes. Itaú PN representava 16,41% da composição de referência, Petrobras PN tinha 14,62%, Petrobras ON, 12,64%, e Bradesco PN, 6,93%. As duas classes da petroleira somavam 27,26%; Itaú e Bradesco, 23,34%. Esses quatro papéis reuniam 50,60% da cesta, tornando petróleo e bancos decisivos para compreender a exposição do fundo.
Em setembro, ITUB4 avançou 12,04%, BBDC4 ganhou 7,68% e PETR4 valorizou 9,11%. Os movimentos ofereceram sustentação a parcelas importantes da carteira e ajudam a explicar o retorno de 8,01%, superior ao do BOVA11 em 2,69 pontos percentuais.
A concentração em Petrobras também acrescenta sensibilidade ao petróleo e às decisões da companhia, além do componente financeiro carregado pelos bancos.
O índice Teva Ações Fundamentos seleciona empresas por critérios de lucratividade, rentabilidade, eficiência e endividamento, com exclusão de setores como varejo.

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LVOL11 (Nu Asset): +3,73%
O LVOL11 reunia cerca de 32,3% em serviços públicos e 25,5% no setor financeiro na composição de referência de setembro. Entre os principais nomes estavam BB Seguridade, Taesa, Itaú PN, Bradesco PN e Engie. Essa estrutura oferece uma exposição diferente da cesta de alto beta, com maior presença de negócios ligados a serviços essenciais e receitas recorrentes.
A alta de ITUB4, de 12,04%, e de BBDC4, de 7,68%, favoreceu o componente bancário. Taesa também avançou, com ganho de 6,93% nas units TAEE11. Em sentido contrário, BBSE3 caiu 3,02%. Entre outras posições, Vale perdeu 10,20% e Klabin recuou 4,18%, mostrando que o ganho de bancos e transmissão de energia conviveu com pressões em seguros e matérias-primas.
NSDV11 (Nu Asset): +0,96%
A carteira de dividendos também enfrentou forças opostas. Banco do Brasil tinha 6,08%, Bradesco PN, 5,85%, Taesa, 6,15%, e CSN Mineração, 5,65% na composição de referência. Cemig, BB Seguridade e Vale também integravam a seleção. O conjunto combina empresas financeiras, elétricas e produtoras de matérias-primas, cujo desempenho foi bastante desigual no mês.
BBAS3 subiu 11,23%, BBDC4 avançou 7,68%, TAEE11 ganhou 6,93% e CMIG4 valorizou 4,30%. Na direção contrária, CMIN3 perdeu 15,37%, VALE3 recuou 10,20% e BBSE3 caiu 3,02%.
A queda de CSN Mineração chama atenção pela intensidade e pelo peso relevante do papel, enquanto Vale acrescentou pressão ao componente de mineração.
Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento.