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O primeiro pregão após o primeiro turno das eleições provocou uma forte reprecificação dos ativos brasileiros. Na segunda-feira, 5 de outubro, o HIGH11 avançou 14,53%, liderando as altas dos ETFs da seleção. FIND11, BNKS11, SCVB11 e ECOO11 completaram o TOP 5, todos com valorização superior a 11%.
O resultado eleitoral foi acompanhado por uma revisão das expectativas sobre a política econômica e o prêmio de risco doméstico. A leitura de maior possibilidade de mudança na condução fiscal favoreceu a Bolsa e o real, enquanto as taxas futuras de juros recuaram. O Ibovespa encerrou a sessão com alta de 7,70%, aos 206.911,89 pontos.
A combinação teve efeitos diferentes nas empresas. Bancos e prestadores de serviços financeiros ganharam com a melhora das perspectivas para crédito e mercado de capitais. Varejistas, locadoras e companhias com maior sensibilidade ao financiamento reagiram à redução dos juros esperados. Nas exportadoras, a valorização do real reduziu parte do entusiasmo.
| Posição | ETF | Gestora | Retorno no dia |
|---|---|---|---|
| 1 | HIGH11 | Nu Asset | +14,53% |
| 2 | FIND11 | Itaú Asset | +14,01% |
| 3 | BNKS11 | Investo | +12,72% |
| 4 | SCVB11 | Investo | +11,91% |
| 5 | ECOO11 | BlackRock | +11,45% |
HIGH11 (Nu Asset): +14,53%
O HIGH11 concentra ações com maior sensibilidade às oscilações do mercado. Essa característica encontrou um pregão especialmente favorável: Magazine Luiza subiu 24,18%, Vamos avançou 21,31%, Cosan ganhou 23,79% e C&A valorizou 19,71%. Os quatro nomes figuravam entre as principais posições da carteira de setembro, com participações de 8,14%, 6,85%, 4,74% e 5,05%, respectivamente.
Esses negócios apresentam canais concretos de exposição aos juros. No varejo, o crédito influencia a capacidade de compra das famílias e o custo de financiamento das operações. Na locação de veículos e equipamentos, o custo do capital afeta a aquisição de ativos e a rentabilidade dos investimentos. Em grupos com endividamento relevante, uma redução das taxas esperadas também melhora a avaliação do fluxo de caixa disponível para os acionistas.
O movimento alcançou outras posições importantes. Localiza avançou 20,68%, B3 ganhou 22,63% e Assaí subiu 16,41%.
O fundo acumulou alta de 23,46% em um mês, enquanto o retorno no ano chegou a 11,61%, mostrando uma recuperação recente mais intensa que o desempenho desde janeiro.
FIND11 (Itaú Asset): +14,01%
O FIND11 acompanha o Índice Financeiro da B3, reunindo bancos, serviços financeiros e seguradoras. Dois componentes foram especialmente importantes para a sessão: B3 avançou 22,63% e BTG Pactual subiu 22,52%. A presença da operadora da Bolsa amplia os motores da carteira para além da atividade bancária tradicional.
A redução do prêmio de risco e das taxas futuras favoreceu a expectativa de retomada das operações de mercado de capitais. Para a B3, maior atividade pode alimentar negociação, compensação e registro. No BTG, uma melhora do ambiente de investimentos pode alcançar gestão de recursos, distribuição, assessoria financeira e operações de banco de investimento.
Os bancos tradicionais reforçaram o avanço: Bradesco PN ganhou 13,57%, Banco do Brasil subiu 11,00% e Itaú PN avançou 10,37%. A expectativa de financiamento menos restritivo pode favorecer a demanda por crédito e a capacidade de pagamento dos clientes, embora o impacto sobre margens varie entre instituições. Com a reação, o FIND11 passou a acumular 36,69% de retorno no ano.

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BNKS11 (Investo): +12,72%
A carteira do BNKS11 oferece uma leitura concentrada do setor bancário. Antes do pregão, BTG Pactual representava 21,24%, Banco do Brasil 20,65%, Itaú PN 18,52% e Bradesco PN 15,66% da composição de referência. Assim, a alta de 22,52% do BTG atingiu uma das maiores posições do fundo, acompanhada pelos ganhos de dois dígitos dos demais bancos.
BTG e Banco do Brasil reuniam quase 42% da carteira, combinando exposição ao mercado de capitais e ao crédito bancário. No Banco do Brasil, a revisão das expectativas sobre a condução econômica também alcançou a percepção de risco associada ao controle estatal. Itaú e Bradesco adicionaram o canal ligado à atividade, ao crédito e à inadimplência.
O avanço ficou abaixo do FIND11, cuja carteira também captura a valorização da B3. Dentro do BNKS11, houve diferenças importantes: Santander subiu 2,63%, um movimento mais moderado que o dos maiores destaques.
SCVB11 (Investo): +11,91%
O SCVB11 combina empresas de menor capitalização com filtros de valor. Magazine Luiza, com peso de 7,79% na composição anterior à sessão, avançou 24,18%. A presença relevante da varejista colocou o fundo em contato direto com uma das maiores valorizações do pregão.
Outras posições também contribuíram para o movimento. Minerva ganhou 7,99%, Cury avançou 6,79% e Yduqs subiu 12,45%, com pesos de 7,06%, 3,87% e 2,91%, respectivamente. A carteira reunia 36,08% em consumo cíclico e 26,54% em indústrias, oferecendo exposição ampla a negócios que respondem às condições de financiamento e à atividade doméstica.
A redução dos juros esperados altera tanto o custo de capital quanto o valor presente dos lucros futuros. Nas empresas menores, esse movimento pode ganhar intensidade quando o preço das ações incorpora expectativas mais conservadoras sobre crescimento e financiamento.
A alta diária levou o SCVB11 a um retorno de 19,39% em um mês, mas o acumulado do ano permaneceu em 6,68%, evidenciando o peso da recuperação recente.
ECOO11 (BlackRock): +11,45%
O ECOO11 acompanha o Índice Carbono Eficiente da B3. Seu resultado depende do desempenho das empresas e da distribuição dos pesos produzida pela metodologia. A B3, que figurava como a maior posição na composição de referência do ICO2, avançou 22,63%, criando um impulso relevante para a carteira.
O movimento foi reforçado pelas altas de Itaú PN, Banco do Brasil e Bradesco PN, além do ganho de 9,18% de Raia Drogasil. A exposição a serviços financeiros e negócios voltados ao consumidor permitiu ao fundo capturar vários dos segmentos beneficiados pela melhora das expectativas domésticas.
A carteira também teve movimentos contrários: Embraer recuou 3,31% em uma sessão de valorização do real. Ainda assim, o conjunto de posições financeiras e domésticas prevaleceu. O ECOO11 superou o BOVA11 em 3,90 pontos percentuais no dia e passou a acumular retorno de 31,90% no ano.
Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento.