
Créditos: iStock
Os ETFs de fatores brasileiros terminaram a semana passada em direções opostas: HIGH11 ganhou 1,85%; LVOL11 caiu 2,08% e NSDV11 perdeu 2,30%. O BOVA11 recuou 0,90%.
A distância de 4,15 pontos percentuais entre HIGH11 e NSDV11 começou dentro dos índices: Magazine Luiza e Vamos tinham peso importante no primeiro; Suzano, Klabin, Banco do Brasil e Vale apareciam nas cestas defensiva e de dividendos.
A semana não ofereceu um pano de fundo único para a bolsa. O IPCA-15 de setembro avançou 0,70%, após deflação de 0,40% em agosto. Na curva do Tesouro, a taxa real da NTN-B 2030 subiu 15 pontos-base entre as sextas-feiras, enquanto a taxa prefixada da NTN-F 2035 caiu 13 pontos-base. Isso criou um mercado dividido entre inflação de curto prazo e melhora relativa em vencimentos longos.
As ações de empresas sensíveis a financiamento e expectativas de crescimento reagiram de modo heterogêneo; as carteiras escolhidas por cada fator decidiram quanto desse movimento chegou ao investidor.
HIGH11 (Nu Asset): +1,85%
O HIGH11 acompanha o Ibovespa Smart High Beta B3, que seleciona ações mais sensíveis às oscilações do mercado.
A carteira do índice possui 6,60% em Magazine Luiza, 5,82% em Vamos, 4,84% em C&A Modas, 4,75% em Cosan e 4,39% em Cogna. Só Magazine Luiza e Vamos respondiam por 12,42% da cesta. Trata-se de uma seleção com exposição expressiva a varejo, consumo e empresas cujo valor é particularmente sensível a mudanças na percepção de crescimento e custo de capital. Na semana passada, MGLU3 teve avanço de 15,56%. VAMO3 teve alta de 12,17%.
A sexta-feira, isoladamente, apresentou outra face: o HIGH11 recuou 0,11%. O ganho semanal foi construído nos pregões anteriores, sobretudo quando Magazine Luiza acelerou a alta a partir de 23 de setembro e Vamos avançou ao longo da semana.
LVOL11 (Nu Asset): -2,08%
O LVOL11 acompanha o Ibovespa Smart Low Volatility B3. Seu índice seleciona ações com menor volatilidade histórica dentro do universo do Ibovespa.
A carteira tem 4,81% em Klabin, 3,45% em Suzano, 3,54% em Vale, 3,88% em Petrobras PN e 5,19% em BB Seguridade. Ela também possui distribuidoras de energia, seguradoras, bancos e telecomunicações.
SUZB3 caiu 6,23%, KLBN11 perdeu 5,17% e VALE3 recuou 3,54% entre as duas sextas-feiras. Juntas, as três representavam 11,81% do índice. A queda simultânea em papéis de materiais colocou pressão sobre uma carteira desenhada para exibir menor oscilação histórica, mas que continua sujeita ao desempenho das ações selecionadas. A perda de 2,08% ficou 1,18 ponto percentual pior que a de BOVA11.
NSDV11 (Nu Asset): -2,30%
O NSDV11 segue o Ibovespa Smart Dividendos B3, cujo foco são companhias selecionadas pelo histórico de remuneração ao acionista.
A carteira do ETF tinha 6,08% em Banco do Brasil, 6,21% em Cemig PN, 6,15% em Taesa, 5,85% em Bradesco PN, 5,65% em CSN Mineração, 5,62% em BB Seguridade e 5,22% em Vale. A composição reúne bancos, energia elétrica e produtoras de matérias-primas.
Entre as duas sextas-feiras, BBAS3 caiu de R$ 23,20 para R$ 21,59, baixa de 6,94%. CMIN3 foi de R$ 5,46 para R$ 4,95, recuo de 9,34%. VALE3 perdeu 3,54%. Eram três posições que, juntas, somavam 16,94% da carteira teórica. A queda de Banco do Brasil e CSN Mineração pesou especialmente porque ambas combinavam perda expressiva com participação acima de 5% no índice. O resultado semanal de -2,30% refletiu esse conjunto.

Quer acompanhar as discussões sobre índices, estratégias e o mercado de ETFs? O INDEX 2026, evento anual da DEX, acontece no dia 12 de novembro, em São Paulo. Garanta a sua vaga.
Este conteúdo tem caráter informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento.