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O mercado de juros continuou reprecificando os vencimentos intermediários e longos nesta terça-feira, 6 de outubro, depois da forte compressão dos prêmios de segunda. Às 12h58, o DI para janeiro de 2029 era negociado a 12,47%, contra 12,65% no fechamento anterior. O contrato para janeiro de 2031 marcava 12,53%, ante 12,70%. Eram novas quedas de 18 e 17 pontos-base, respectivamente.
A ponta curta seguia outra direção. Às 12h57, o DI para janeiro de 2027 estava a 13,435%, ligeiramente acima dos 13,413% do fechamento anterior. A diferença entre os trechos da curva é central: o mercado reduzia o prêmio exigido para carregar risco por mais tempo, sem promover uma redução uniforme nas taxas de todos os vencimentos.
Esse movimento prolongava o ambiente que havia favorecido os ETFs prefixados na segunda-feira. O 5PRE11 subiu 4,86%, o NTNF11 ganhou 3,89%, o 3PRE11 avançou 3,37% e o IRFM11 valorizou 2,46%. A dispersão reflete exposições distintas a prazo, títulos e sensibilidade às taxas. A expectativa de maior disciplina fiscal após o primeiro turno reduziu o prêmio de risco exigido nos vencimentos mais distantes, valorizando pagamentos prefixados já contratados nas carteiras.
5PRE11 (Itaú Asset): +4,86% no dia 5 de outubro
O 5PRE11 registrou o maior ganho entre os quatro produtos analisados e acumulava 6,53% na janela de um mês até segunda-feira. Sua referência é uma carteira de LTNs e NTN-Fs com manutenção do prazo médio de vencimento em torno de cinco anos nos rebalanceamentos. A duration média da carteira está em torno de 4,5 anos.
O novo recuo do DI de 2031 na terça-feira mantinha uma referência favorável ao trecho da curva relevante para essa estratégia.

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NTNF11 (Investo, em cogestão com V8 Capital): +3,89% no dia 5
O NTNF11 avançou 3,89% na segunda-feira e tinha alta de 4,95% em um mês. A composição divulgada para 2 de outubro indicava 100% da referência em NTN-F com vencimento em 1º de janeiro de 2031. Esse dado torna a explicação do resultado mais específica: o fundo estava exposto a um título prefixado que paga cupons semestrais e cujo principal vence em 2031, período que sofreu forte redução das taxas exigidas pelo mercado.
O DI de janeiro de 2031 caiu 122 pontos-base na segunda-feira, e voltava a recuar na terça. A NTN-F tem sua própria taxa de negociação, mas a queda do contrato futuro para esse horizonte corroborava o movimento de valorização dos pagamentos prefixados. Os cupons antecipam parte do fluxo de caixa em relação a um título que só paga no vencimento; por isso, vencimento em 2031 e sensibilidade de cinco anos não são medidas equivalentes.
3PRE11 (Galapagos Capital): +3,37% no dia 5
O 3PRE11 ganhou 3,37% na segunda-feira e acumulava 4,58% em um mês. A estratégia combina LTNs e NTN-Fs para manter exposição ao prazo médio de três anos nos rebalanceamentos. A ficha da Teva apontava duration de 3,0 anos na referência de 2 de outubro. Trata-se de uma sensibilidade inferior à publicada para o 5PRE11, coerente com uma reação menos intensa à forte queda das taxas na sessão anterior.
Na terça-feira, o novo fechamento do DI de janeiro de 2029 reforçava a leitura favorável ao trecho intermediário. A valorização da carteira decorre da mudança no preço dos títulos que já carregam pagamentos prefixados, além do rendimento acumulado ao longo do tempo.
IRFM11 (Itaú Asset): +2,46% no dia 5
O IRFM11 subiu 2,46% na segunda-feira, com valorização de 3,77% em um mês e de 11,98% no ano. O índice IRF-M P2 reúne LTNs e NTN-Fs, com os pesos definidos pelo volume de cada título disponível no mercado e controle para manter prazo médio igual ou superior a 720 dias. A carteira distribui a exposição entre vencimentos, em vez de concentrá-la em um único título ou buscar exatamente o mesmo prazo do 5PRE11.
Essa distribuição faz com que o fundo incorpore movimentos de diferentes trechos da curva. A terça-feira oferecia um exemplo concreto: o DI de 2027 apresentava leve alta, enquanto os contratos de 2029 e 2031 recuavam. Para uma carteira com vários vencimentos, importa a combinação dessas mudanças com os fluxos de caixa dos títulos.
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