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Dois ETFs brasileiros de tecnologia internacional terminaram o mesmo pregão com retornos muito diferentes. O NASD11 avançou 1,46%, enquanto o TECK11 subiu apenas 0,09% em 1º de outubro.
O dólar valorizou-se diante do real e adicionou retorno aos dois fundos, que mantêm exposição cambial. A bolsa norte-americana, porém, teve forte dispersão. Micron subiu 3,03% após divulgar um salto de quase 400% na receita trimestral e projetar resultados fortes diante da demanda por memória para inteligência artificial. Nvidia avançou 1,09%. Em sentido oposto, Netflix caiu 2,49%, Broadcom recuou 2,15%, Alphabet perdeu 1,70% e Apple baixou 0,81%.
Essa dispersão produziu efeitos distintos. O Nasdaq-100 pondera as empresas por capitalização, com ajustes para limitar concentrações. O NYSE FANG+, referência do TECK11, divide a carteira igualmente entre dez ações em cada rebalanceamento. Uma queda de 2% em uma empresa com peso próximo de 10% atinge o FANG+ com muito mais força do que a mesma ação com participação de 2% ou 3% em um índice amplo.
NASD11 (XP Asset): +1,46%
O NASD11 avançou 1,46%, para R$ 22,20. O fundo replica o Nasdaq-100, formado pelas 100 maiores companhias não financeiras listadas na Nasdaq. Na carteira de referência ao fim de setembro, Nvidia tinha peso de aproximadamente 8,33%, Apple 7,31%, Alphabet 5,87%, Microsoft 5,75% e Micron 5,05%.
Os pesos ajudam a decompor o resultado. A alta de 1,09% da Nvidia adicionou cerca de 0,09 ponto percentual ao índice, enquanto o avanço de 3,03% da Micron acrescentou aproximadamente 0,15 ponto. Juntas, as duas companhias contribuíram perto de 0,24 ponto percentual antes das demais posições. Alphabet retirou cerca de 0,10 ponto com queda de 1,70%, e Apple subtraiu aproximadamente 0,06 ponto ao recuar 0,81%. Microsoft ficou praticamente estável, com baixa de 0,02%.
O saldo das ações deixou o Nasdaq-100 próximo da estabilidade, mas a valorização do dólar diante do real ampliou o retorno para o cotista brasileiro. Essa foi a principal diferença entre o índice em pontos nos Estados Unidos e a alta de 1,46% do NASD11 na B3.

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TECK11 (Itaú Asset): +0,09%
O TECK11 avançou apenas 0,09%, para R$ 128,86. O fundo acompanha o NYSE FANG+, índice com dez empresas de tecnologia e consumo ponderadas de forma igualitária em cada rebalanceamento. A estrutura coloca aproximadamente 10% em cada componente e reduz o domínio de gigantes como Nvidia, Microsoft e Apple.
No pregão, essa característica concentrou as perdas. Netflix caiu 2,49%, Broadcom recuou 2,15%, Alphabet perdeu 1,70%, Apple baixou 0,81%, Amazon cedeu 0,37% e Tesla recuou 0,20%. Seis das dez posições fecharam no negativo. Considerando pesos iguais, somente Netflix, Broadcom e Alphabet retiraram aproximadamente 0,63 ponto percentual do índice antes dos demais nomes.
Do lado positivo, Palantir subiu 1,60%, Nvidia avançou 1,09% e Meta ganhou 0,10%, enquanto Microsoft caiu 0,02%. O bloco positivo não foi suficiente para compensar integralmente as maiores quedas. A valorização do dólar absorveu boa parte da pressão e manteve a cota brasileira no campo positivo, mas o retorno ficou muito abaixo do NASD11 porque o FANG+ deu peso maior aos papéis que mais caíram.
Este conteúdo tem caráter informativo e educacional e não constitui recomendação de investimento.