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NUCL11 sobe 5,07% após acordo nuclear entre Google e Constellation

Créditos: iStock

O NUCL11, da Investo, subiu 5,07% na terça-feira, 6 de outubro, em uma sessão na qual a demanda de energia das grandes empresas de tecnologia ganhou uma tradução concreta em contratos de longo prazo. Google e Constellation anunciaram um acordo que envolve expansão da capacidade nuclear e compra de eletricidade, colocando uma das principais posições da carteira do ETF no centro da notícia.

A Constellation avançou 12,25% na bolsa americana, para US$ 300,40, enquanto a Cameco, ligada ao fornecimento de urânio, ganhou 6,35%, para US$ 93,02. As duas companhias figuravam entre as maiores posições do VanEck Uranium and Nuclear ETF, o NLR, utilizado pelo NUCL11 para acessar o setor.

O movimento ganhou relevância porque aconteceu com um vetor contrário para o investidor brasileiro: o dólar comercial caiu 0,51%, para aproximadamente R$ 4,97. A valorização das empresas nucleares, portanto, ocorreu em uma sessão na qual a conversão da exposição internacional para reais enfrentou a apreciação da moeda brasileira.

O que mudou com o contrato do Google

O acordo prevê a compra, por 20 anos, de energia associada a 890 megawatts de capacidade adicional em 11 reatores existentes nos estados de Illinois, Pensilvânia e Nova Jersey. A Constellation planeja investir US$ 4,3 bilhões nessas ampliações, com a primeira entrada de capacidade prevista para 2028. Também foi anunciado um contrato separado de 15 anos para 2.700 megawatts da frota atual da companhia.

 

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Para a leitura financeira do setor, o ponto central é a combinação entre demanda contratada e investimento em ativos já existentes. A compra de energia por prazos extensos oferece maior visibilidade de receitas; a ampliação de reatores conecta essa demanda a projetos identificados, com investimento e cronograma. A notícia deu substância à discussão sobre o papel da geração nuclear no abastecimento de centros de dados.

A necessidade de eletricidade contínua é particularmente importante para essa infraestrutura. O processamento de inteligência artificial exige disponibilidade de energia durante todo o funcionamento dos centros de dados. Nesse contexto, a geração nuclear pode integrar contratos de fornecimento que complementam outras fontes, ampliando o valor econômico de ativos capazes de entregar eletricidade de forma estável.

NUCL11 (Investo): +5,07%

O NUCL11 acessa uma carteira que reúne diferentes etapas da cadeia nuclear. No fechamento de 6 de outubro, o NLR tinha 9,16% em Constellation e 8,31% em Cameco, uma participação conjunta de 17,47%. A forte alta desses dois papéis dá dimensão do impulso recebido pelas maiores posições. Constellation representa a geração e a comercialização de eletricidade; Cameco acrescenta exposição ao combustível utilizado pelos reatores.

A carteira também incluía Public Service Enterprise Group, com 7,75%, Fortum, com 6,69%, BWX Technologies, com 6,25%, e NexGen Energy, com 5,46%. Essa composição amplia os canais econômicos da estratégia: receitas de geradoras, demanda por equipamentos e serviços e perspectivas para a cadeia do urânio. O contrato anunciado tem efeito direto sobre a Constellation; para as demais empresas, seu significado é reforçar a perspectiva de utilização e investimento no sistema nuclear, com impactos que dependem do negócio de cada companhia.

A alta diária levou o retorno do NUCL11 na semana a 1,74%. No último mês, porém, a cota ainda recuava 11,51%, e no acumulado de 2026 a perda era de 20,41%. A reação de terça-feira foi expressiva dentro de uma trajetória recente de perdas: a notícia reprecificou expectativas para o setor, enquanto o investidor do ETF continuou exposto tanto aos movimentos das empresas quanto ao câmbio.

 


Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.

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