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Alguns dos ETFs de fatores brasileiros acompanhados pelo DEX PRO fecharam em baixa na sexta-feira, 25 de setembro. HIGH11 recuou 0,11%, enquanto AUVP11 perdeu 0,44% e DIVO11 caiu 0,45%. A ação que havia ajudado alguns desses fundos dois pregões antes passou a pesar contra eles: Petrobras.
O Ibovespa cedeu 0,27%, aos 183.476,86 pontos, em um dia de pressão sobre o petróleo e de leitura do IPCA-15 de setembro, que avançou 0,70% depois da deflação de 0,40% em agosto. As negociações entre Estados Unidos e Irã ajudaram a derrubar a commodity; PETR4 perdeu 2,58% e PRIO3, 2,24%.
Ao mesmo tempo, houve focos de força fora das petroleiras: Magazine Luiza subiu 7,30%, Azza3 avançou 12,97% e bancos como Itaú e Bradesco terminaram em alta.
HIGH11 (Nu Asset): -0,11%
O HIGH11 seleciona ações de maior beta do Ibovespa, papéis que tendem a reagir mais intensamente às oscilações do mercado. Isso não significa que o fundo tenha de cair mais que o índice em todo pregão negativo. A composição também importa. Na carteira examinada na análise anterior da DEX, consumo discricionário respondia por 51,6% e MGLU3 tinha peso de cerca de 6%.
A alta de 7,30% de Magazine Luiza ofereceu um contrapeso visível à fraqueza do mercado. Mas o avanço não foi uniforme entre as ações ligadas ao consumo: COGN3 caiu 2,75% na sexta. A perda de 0,11% do HIGH11 mostra o resultado líquido de uma carteira sensível à bolsa, mas cujos componentes não se moveram em bloco. Na semana, o fundo ainda acumulou ganho de 1,85%.
AUVP11 (BTG Asset): -0,44%
O AUVP11 combina filtros de fundamentos, como lucratividade e endividamento, mas a seleção não elimina a concentração em grandes posições. Na composição analisada pela DEX em 23 de setembro, PETR4 tinha peso de 14,62% e PETR3, de 12,64%: juntas, as duas classes da Petrobras somavam 27,26%. ITUB4 representava 16,41% e BBDC4, 6,93%.
Essa estrutura ajuda a ler a inversão de sexta. PETR4 recuou 2,58% e PETR3 também caiu, enquanto os grandes bancos avançaram.
O AUVP11 fechou em -0,44%, resultado coerente com a disputa entre uma grande exposição ao petróleo e uma parcela financeira em alta. A diferença para 23 de setembro, quando Petrobras havia sustentado o fundo, ilustra como o mesmo desenho de carteira pode produzir leituras opostas em poucos dias.
BVBR11 (Investo): -0,35%
O BVBR11 replica uma estratégia de fatores defensivos que combina qualidade, valor e menor volatilidade.
Na composição divulgada pela gestora, Vale representava 15,30% da carteira, Petrobras PN 14,60% e Petrobras ON 4,36%; o setor financeiro somava 31,76%, incluindo Itaú Unibanco, com 11,48%.
Na sexta-feira, a queda de PETR4 tornou a fatia de energia um foco de pressão, enquanto o avanço de Itaú ajudou a amortecer o impacto. Vale subiu 0,16%, contribuindo pouco diante do tamanho da exposição a petróleo.
DIVO11 (Itaú Asset): -0,45%
O DIVO11 acompanha o índice de dividendos da B3, formado a partir do histórico de remuneração aos acionistas.
Na composição examinada recentemente pela DEX, PETR4 tinha 5,38% e PETR3, 4,98%. A Petrobras respondia, portanto, por 10,36% do conjunto. Também apareciam entre as posições relevantes Itaúsa, BB Seguridade e Copel.
Com as duas classes da petroleira em queda, a parcela de Petrobras deixou de proteger o ETF e passou a pressioná-lo.