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Os ETFs de fatores terminaram a quarta-feira, 7 de outubro, com uma divisão clara: QLBR11, HIGH11 e NSDV11 subiram, enquanto BMMT11, LVOL11, DIVO11, AUVP11 e BVBR11 recuaram. O QLBR11 liderou com 1,02%, e o BVBR11 registrou a maior queda, de 1,00%.
O pregão combinou ajuste após a forte valorização dos ativos brasileiros no início da semana com um ambiente externo mais restritivo. A ata do Federal Reserve manteve no radar a possibilidade de novos aumentos de juros diante da inflação persistente. Na bolsa brasileira, bancos e Vale recuaram, enquanto parte do varejo, da construção e das empresas de energia avançou.
Essa distribuição foi decisiva. Estratégias com pesos relevantes em Itaúsa e Bradesco sentiram as quedas de 3,26% e 3,68% de ITSA4 e BBDC4. Em contrapartida, o avanço de 5,09% de Magazine Luiza, 3,90% de Cogna e 2,38% de Taesa ofereceu sustentação a outras carteiras.
QLBR11 (Investo e Rio Bravo): +1,02%
O QLBR11 combina critérios de qualidade com uma carteira cuja distribuição difere da concentração do Ibovespa. Na composição recente, Petrobras PN tinha 5,63%, Itaúsa 5,48%, BB Seguridade 5,12%, Suzano 4,84% e Taesa 3,85%. Petrobras PN, Suzano, BB Seguridade e Taesa subiram no pregão, oferecendo sustentação a posições importantes do fundo.
A valorização da Suzano, de 1,10%, e o avanço da Taesa, de 2,38%, somaram-se à alta da Petrobras PN. Houve pressões em Itaúsa e Cyrela. O fundo acumula 11,07% na semana e 20,09% no ano.
HIGH11 (Nu Asset): +0,35%
O HIGH11 seleciona ações de maior sensibilidade às oscilações do mercado, pelo fator high beta. Na carteira de setembro, consumo discricionário representava 48%, e Magazine Luiza tinha 8,1%, Vamos 6,8%, Assaí 5,3%, C&A 5,1% e Yduqs 4,8%. O avanço do Magazine Luiza teve relevância pela combinação entre uma alta expressiva e o maior peso entre essas posições.
A sustentação veio também de educação: Cogna e Yduqs avançaram, enquanto Assaí caiu 4,43% e Hapvida perdeu 4,59%. Portanto, o ganho de 0,35% resultou de movimentos opostos dentro de uma carteira cíclica, com varejo e educação compensando pressões em outras empresas domésticas. O ETF mantém 15,51% na semana e 24,52% em um mês, mas o pregão mostrou uma recuperação menos uniforme entre seus componentes.
NSDV11 (Nu Asset): +0,17%
O NSDV11 acompanha uma seleção de ações com histórico de dividendos e reinveste os proventos. Sua composição de setembro trazia 35% em utilities e 29% no setor financeiro. Taesa tinha 6,4%, CPFL 5,9%, Copel 5,7%, Copasa 5,6% e BB Seguridade 5,4%. O desempenho positivo dessas empresas ofereceu uma base importante para a resistência do fundo.
O ganho foi limitado pela queda dos bancos e de algumas elétricas. Banco do Brasil, com 6,5% da carteira de referência, caiu 1,87%, e Bradesco, com 6,3%, também recuou.
No ano, o retorno é de 15,68%.
BMMT11 (Bradesco Asset): -0,21%
O BMMT11 acompanha uma seleção de ações com fator momentum e ponderação igualitária nas datas de rebalanceamento. Na carteira de setembro, Fleury tinha 3,79%, B3 3,54%, Itaúsa 3,51%, Petrobras PN 3,50%, Bradesco PN 3,47% e Embraer 3,44%. A dispersão dos pesos reduz a dominância de um único grande emissor, mas preserva a sensibilidade ao desempenho do grupo selecionado.
Embraer caiu 5,11%, e as perdas de Bradesco, Itaúsa e B3 pressionaram a estratégia. No sentido oposto, Fleury avançou 1,62%, Brava 3,32% e PRIO 0,90%. As posições em saúde e petróleo amorteceram o ajuste das financeiras e da fabricante de aeronaves. O saldo negativo foi moderado, e o fundo mantém 4,11% na semana e 17,28% no ano.

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LVOL11 (Nu Asset): -0,26%
O LVOL11 busca exposição a ações de menor volatilidade. A carteira de setembro tinha 33% em utilities, 26% em finanças e 14% em materiais. Entre as principais posições estavam BB Seguridade e Taesa, ambas com 4,8%, Klabin, com 4,5%, Itaúsa e Itaú, ambas com 4,4%.
A alta de Taesa, Equatorial e Energisa ajudou a limitar a perda, mas o recuo de Itaúsa e Itaú, além da queda de Cemig, pressionou a carteira. A baixa volatilidade altera a seleção e o perfil de risco; seu efeito no dia apareceu no amortecimento das perdas, com resultado menos negativo que o BOVA11, que caiu 0,62%. O LVOL11 acumula 20,19% no ano.
DIVO11 (Itaú Asset): -0,52%
O DIVO11 acompanha o IDIV. Na carteira de setembro, Itaúsa tinha 6,10%, Itaú PN 5,01%, Bradesco ON 4,90%, Bradesco PN 4,86% e Banco do Brasil 4,43%. Esses cinco papéis somavam 25,30% do patrimônio de referência, antes de incluir outras posições financeiras.
A queda simultânea desse grupo explica uma pressão relevante sobre o ETF. As altas de Petrobras, que tinha 10,61% nas duas classes de ações, BB Seguridade e Copel ofereceram compensações.
O DIVO11 mantém 24,17% de valorização no ano.
AUVP11 (BTG Asset): -0,84%
O AUVP11 seleciona empresas por fundamentos. Na carteira recente do índice, Itaú PN tinha 16,41%, Petrobras PN 14,62%, Petrobras ON 12,64%, Bradesco PN 6,93%, B3 6,48% e Itaúsa 5,92%. A presença de grandes instituições financeiras e da infraestrutura de negociação torna essas posições importantes para a leitura do fundo.
Itaú PN caiu 2,66%, Bradesco PN 3,68%, B3 1,54% e Itaúsa 3,26%. O avanço da Petrobras nas duas classes de ações ajudou a amortecer o movimento, mas a pressão atingiu vários dos principais componentes financeiros ao mesmo tempo.
O ETF acumula 30,73% no ano.
BVBR11 (Investo): -1,00%
O BVBR11 combina qualidade, valor e menor volatilidade. Na composição recente, Vale representava 15,30%, Petrobras PN 14,60%, Itaú 11,48%, Bradesco 5,26% e Itaúsa 4,86%. Finanças somavam 31,76%, materiais 19,21% e energia 19,14%. A combinação de Vale com grandes bancos concentrou pressões relevantes no pregão.
A queda de 2,30% da Vale somou-se às perdas do setor financeiro. Petrobras PN e ON avançaram e aliviaram parte da pressão, mas esse suporte não impediu o recuo do conjunto. O BVBR11 acumula 22,80% no ano.
Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.