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SCVB11 sobe 2,69% e TRIG11 ganha 1,91%: carteiras explicam a força das pequenas empresas

Créditos: iStock

Os ETFs voltados a empresas de menor capitalização continuaram avançando na terça-feira, 6 de outubro, apesar do recuo de 0,52% do Ibovespa. O SCVB11, da Investo, ganhou 2,69%; o TRIG11, da Trígono Capital, subiu 1,91%; e o SMAB11, do BTG Asset, teve alta de 1,74%.

O pano de fundo foi a continuidade da queda dos juros de médio e longo prazo após a reprecificação do mercado na sessão seguinte ao primeiro turno das eleições. O DI para janeiro de 2029 passou do ajuste anterior de 12,591% para 12,445%, redução de 14,6 pontos-base. O contrato para janeiro de 2031 recuou de 12,653% para 12,560%, queda de 9,3 pontos-base.

Esse movimento é particularmente relevante para empresas cujo crescimento depende de crédito, expansão de capacidade ou recuperação do consumo. Uma taxa de desconto menor eleva o valor presente dos resultados esperados, enquanto a perspectiva de financiamento menos oneroso melhora a leitura de negócios domésticos. A reação apareceu em ações de educação, incorporadoras, shopping centers e serviços, mesmo com perdas em grandes componentes do Ibovespa.

SCVB11 (Investo): +2,69%

O SCVB11 combina o universo de small caps com uma seleção orientada a valor. Sua carteira de referência tinha Minerva como a segunda maior posição, com 7,06%, atrás de Magazine Luiza, com 7,79%. Minerva avançou 7,40% na terça-feira, dando à estratégia uma exposição relevante a uma das ações de maior valorização do pregão. Yduqs, que representava 2,91%, ganhou 4,41%; Cury, com peso de 3,87%, subiu 2,53%.

Os movimentos desses papéis permitem identificar mais de um motor. Minerva acrescentou um impulso próprio do segmento de proteínas; Yduqs participa da reprecificação de negócios de educação, cuja leitura passa por captação de alunos, capacidade de pagamento e recuperação de margens; Cury responde à demanda habitacional e ao custo do financiamento imobiliário. A carteira tinha 36,08% em consumo cíclico e 26,54% em indústria, mostrando sua exposição a empresas sensíveis à atividade e ao custo de capital.

Também houve pressão no sentido contrário: Magazine Luiza caiu 2,22%, embora fosse a maior posição da composição de referência. O ganho de 2,69% ocorreu com esse contraponto, apoiado nas outras exposições do fundo. O SCVB11 acumulava 14,92% na semana e 22,60% no último mês, contra 9,55% no ano, evidenciando a intensidade da recuperação recente de sua cesta de small caps.

 

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TRIG11 (Trígono Capital): +1,91%

O TRIG11 acompanha o índice Teva Ações Micro Caps, que seleciona empresas na faixa inferior de capitalização da bolsa, com critérios de liquidez. A composição do rebalanceamento de 1º de outubro incluía Cogna, com 3,63%, Direcional, com 2,65%, Tenda, com 2,62%, Marcopolo, com 2,46%, e Yduqs, com 2,20%. Cogna subiu 4,83% e Yduqs avançou 4,41% ontem, oferecendo exposição positiva ao movimento das ações de educação.

A construção civil mostrou uma resposta menos uniforme: Direcional teve alta de 0,18%, enquanto Tenda caiu 1,37%. Magazine Luiza, com 2,37% na composição de referência, também recuou.

O fundo ganhou 11,86% na semana e 17,27% no último mês, com valorização de 12,14% em 2026.

SMAB11 (BTG Asset): +1,74%

O SMAB11 acompanha o SMLL, o índice Small Cap da B3. Na carteira de referência vigente para setembro a dezembro, Totvs tinha 5,31% e Allos, 4,11%. As ações subiram 4,45% e 3,72%, respectivamente, na terça-feira. Cyrela, com 1,95%, avançou 3,14%. Essa combinação conecta tecnologia, shopping centers e incorporação imobiliária, três negócios com canais diferentes de transmissão dos juros.

Na Totvs, uma parcela importante do valor econômico está associada à continuidade e ao crescimento dos resultados futuros. Nas companhias imobiliárias, o custo de capital afeta simultaneamente o valor dos ativos e as condições de financiamento. Allos e Cyrela adicionaram ao resultado o movimento de segmentos nos quais a queda das taxas pode melhorar a leitura de demanda e investimento. Cogna, Yduqs e Vamos, também presentes no SMLL, tiveram altas superiores a 4%, ampliando o suporte positivo dentro do índice.

O SMAB11 acumulava alta de 11,03% na semana, 16,13% no último mês e 13,04% no ano.

 


Conteúdo informativo. Não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.

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