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Semicondutores ampliam vantagem entre os ETFs de tecnologia em 2026

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Créditos: Adobe Stock

 

Os cinco ETFs encerraram o período com retornos positivos, mas a diferença entre o primeiro e o quinto colocado chegou a 30,44 pontos percentuais. O CHIP11 avançou +39,62%, seguido por UTEC11, com +17,73%, USTK11, com +17,38%, QQQQ11, com +16,54%, e TECK11, com +9,18%.

A principal separação ocorreu entre semicondutores e tecnologia ampla. A procura por GPUs, aceleradores de inteligência artificial, memória de alta largura de banda, equipamentos de fabricação e capacidade de produção avançada impulsionou diferentes partes da cadeia de chips. Os investimentos de grandes plataformas de nuvem e empresas de tecnologia mantiveram elevada a demanda por componentes destinados a data centers.

O movimento foi acompanhado por forte dispersão entre as ações. Até meados de setembro, Nvidia acumulava alta de 19,3% em 2026, Taiwan Semiconductor avançava 63,4%, Micron subia 514,8%, AMD ganhava 216,9%, ASML valorizava 97,1% e Applied Materials avançava 150,7%. Broadcom, por outro lado, registrava queda de 3,4%.

A valorização do real limitou o resultado dos produtos negociados na B3. O dólar caiu 6,88% frente à moeda brasileira entre o início do ano e setembro. Como as carteiras internacionais são convertidas para reais, a queda da moeda americana retirou parte do retorno produzido pelas ações no exterior.

CHIP11 (Investo): +39,62%

O CHIP11, da Investo, liderou o ranking com retorno de +39,62%. O ETF replica no Brasil o VanEck Semiconductor ETF e acompanha uma carteira formada por 25 das maiores e mais líquidas empresas de semicondutores e equipamentos relacionados listadas nos Estados Unidos. Para integrar o índice, as companhias precisam obter pelo menos metade da receita no segmento.

Na composição de 31 de agosto, Nvidia representava 23,45% da carteira, seguida por Taiwan Semiconductor, com 9,65%, Broadcom, com 6,11%, Micron, com 5,61%, AMD, com 5,29%, e ASML, com 5,08%. Essas seis companhias concentravam 55,19% do portfólio.

A carteira capturou a valorização de diferentes partes da cadeia de inteligência artificial. Nvidia permaneceu exposta à demanda por processadores para treinamento e inferência. Taiwan Semiconductor fabrica chips avançados para empresas como Nvidia, Apple, AMD e Broadcom. A Micron foi beneficiada pela procura por memória de alta largura de banda para aceleradores de inteligência artificial.

A amplitude da valorização explica por que o ETF avançou mais que as estratégias de tecnologia ampla. Micron, AMD, Applied Materials, Lam Research, ASML e Taiwan Semiconductor acumularam ganhos expressivos, distribuindo o retorno entre memória, design, fabricação e equipamentos. Mesmo com a queda do dólar frente ao real e as correções registradas em julho e setembro, o avanço entre abril e junho sustentou a liderança do CHIP11.

UTEC11 (XP Asset): +17,73%

O UTEC11, da XP Asset, avançou +17,73% em 2026. O ETF acompanha um índice que reúne empresas americanas de grande, média e pequena capitalização classificadas no setor de tecnologia da informação.

A metodologia oferece uma exposição mais ampla que a do CHIP11. O universo inclui companhias de software, hardware, semicondutores, equipamentos de comunicação, serviços e infraestrutura tecnológica. Essa diversificação permitiu que o fundo participasse do crescimento da inteligência artificial sem depender exclusivamente da indústria de chips.

O retorno ficou próximo ao do USTK11, que acompanha outro índice amplo de tecnologia americana. A diferença para o CHIP11 veio da menor concentração nos segmentos que mais avançaram no período. Enquanto fabricantes de memória, equipamentos e processadores registraram ganhos superiores, a carteira ampla também carregou empresas de software e hardware com desempenhos mais moderados.

O fundo avançou com força em abril e maio, mas devolveu parte da valorização em março e julho. O saldo permaneceu positivo em +17,73%, apesar da valorização do real, que reduziu a conversão dos ganhos externos para a cota negociada na B3.

USTK11 (Investo): +17,38%

O fundo replica no Brasil o Vanguard Information Technology ETF, que investia em mais de 300 empresas americanas do setor de tecnologia.

A carteira era concentrada nas maiores companhias. Nvidia representava 17,15%, Apple, 16,24%, Microsoft, 10,96%, Broadcom, 4,21%, Micron, 3,82%, e AMD, 3,18%. As três maiores posições somavam 44,35% do portfólio.

Os semicondutores eram a maior exposição setorial, com 36,25%, seguidos por hardware, armazenamento e periféricos, com 20,42%, sistemas de software, com 16,02%, e software de aplicativos, com 8,57%. A carteira participou diretamente da expansão da cadeia de inteligência artificial, mas também manteve forte dependência de Apple e Microsoft.

A diversificação reduziu a intensidade do retorno em comparação com o CHIP11. Os ganhos de Nvidia, Micron, AMD e fabricantes de equipamentos foram diluídos por mais de 300 posições e por segmentos que não acompanharam a mesma velocidade dos semicondutores. A valorização do real também limitou o resultado em moeda brasileira.

QQQQ11 (Buena Vista): +16,54%

O QQQQ11, da Buena Vista, avançou +16,54% no acumulado do ano. O ETF acompanha o Nasdaq-100 High Beta Index, formado pelo quartil de ações do Nasdaq 100 com os maiores betas intrínsecos em relação ao próprio índice.

A seleção concentrava empresas mais sensíveis às oscilações do mercado. Na carteira de 29 de junho, Nvidia representava 9,22%, Amazon, 7,25%, Micron, 6,30%, Broadcom, 6,22%, Tesla, 6,14%, Applied Materials, 6,00%, AMD, 5,64%, e Meta, 5,55%.

A exposição a Micron, AMD, Applied Materials e Nvidia conectou diretamente o fundo à valorização da infraestrutura de inteligência artificial. Ao mesmo tempo, a carteira incluiu empresas de comércio eletrônico, veículos elétricos, plataformas digitais e software, produzindo um retorno menos concentrado na cadeia de semicondutores.

O Nasdaq 100 avançou em 2026, sustentado por tecnologia e inteligência artificial, mas atravessou períodos relevantes de correção. A seleção de ações de maior beta ampliou a participação do QQQQ11 nos movimentos de recuperação, permitindo retorno de +16,54% mesmo com o efeito negativo do câmbio.

TECK11 (Itaú Asset): +9,18%

O TECK11, da Itaú Asset, avançou +9,18% em 2026. O ETF acompanha o NYSE FANG+, índice formado por dez empresas de tecnologia e consumo com características de crescimento e pesos iguais em cada rebalanceamento.

A carteira reunia Meta, Apple, Amazon, Netflix, Microsoft, Alphabet, Micron, Nvidia, Palantir e Broadcom. A ponderação igualitária impediu que as companhias de maior valor de mercado dominassem automaticamente o resultado do índice.

O fundo participou da valorização de Nvidia e, principalmente, de Micron, além do desempenho das grandes plataformas de nuvem e inteligência artificial. Entretanto, a carteira tinha apenas dez posições e não incluía fabricantes como Taiwan Semiconductor, AMD, ASML, Applied Materials e Lam Research, que estiveram entre os destaques do setor em 2026.

Essa composição explica a distância para os ETFs de tecnologia ampla e para o CHIP11. O retorno dependeu de um grupo reduzido de grandes empresas e de uma ponderação que distribuía igualmente a contribuição entre as dez posições. Além disso, a queda do dólar frente ao real reduziu o desempenho convertido para a cota brasileira.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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