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Semicondutores lideram ETFs de tecnologia em semana marcada por inteligência artificial

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Créditos: iStock

A semana começou sob pressão. Em 28 de setembro, o rendimento do Treasury de dez anos superou 5,2%, levando o S&P 500 a cair 0,77% e o Nasdaq Composite a perder 0,92%. AMD e Micron recuaram 3,6% e 2,6% naquele pregão, enquanto Meta Platforms perdeu 4,8%. Nvidia destoou com alta de 1,7% após ampliar seu programa de recompra de ações em US$ 150 bilhões.

O relatório de emprego de setembro encerrou a semana com apenas 29 mil vagas criadas e desemprego de 4,2%. O resultado reduziu as expectativas de uma nova alta de juros pelo Federal Reserve e favoreceu as ações de crescimento, embora o rendimento do Treasury de dez anos tenha terminado a semana em 5,28%, cerca de 10 pontos-base acima do fechamento anterior.

CHIP11 (Investo): +4,96%

O CHIP11 liderou ao replicar no Brasil o VanEck Semiconductor ETF, conhecido pelo ticker SMH. O fundo acompanha uma carteira de 25 companhias diretamente envolvidas na produção de semicondutores ou equipamentos relacionados, com exigência de que pelo menos 50% das receitas sejam provenientes do segmento.

A Micron foi um dos principais catalisadores. A companhia informou receita trimestral de US$ 54,23 bilhões, acima dos US$ 51 bilhões esperados, e lucro ajustado de US$ 33,42 por ação, superior à projeção de US$ 31,61. A empresa também indicou receita de aproximadamente US$ 61,5 bilhões para o trimestre seguinte e afirmou que cerca de 75% da produção do ano fiscal de 2027 já estava comprometida.

A valorização não ficou restrita à memória. A Nvidia anunciou uma expansão de US$ 150 bilhões em seu programa de recompra, elevando o total previsto para US$ 235 bilhões até o ano fiscal de 2028. A AMD anunciou a aquisição da World Labs por US$ 8,2 bilhões, enquanto a Broadcom elevou sua projeção de vendas de inteligência artificial para US$ 58 bilhões no ano fiscal de 2026.

O fundo acumulava alta de 17,37% no mês, 65,31% no ano e 81,51% em 12 meses.

QQQQ11 (Buena Vista): +3,37%

O QQQQ11 ficou em segundo lugar, com alta de 3,37%. O ETF acompanha o Nasdaq-100 High Beta Index, que seleciona o quartil de ações do Nasdaq-100 com os maiores betas em relação ao próprio índice. A estratégia concentra a exposição nas empresas mais sensíveis às oscilações do mercado.

A carteira sofreu no início da semana, quando a alta dos Treasuries pressionou as ações de crescimento. A recuperação veio com a valorização dos semicondutores, o programa de recompra da Nvidia, os resultados da Micron e o recuo das expectativas de uma nova alta de juros após o relatório de emprego de setembro.

O desempenho superior ao do NASD11 é coerente com a metodologia. Enquanto o ETF tradicional distribui a exposição por todas as empresas elegíveis do Nasdaq-100, o QQQQ11 concentra o portfólio nas companhias de maior beta. A presença relevante de Nvidia, Micron, AMD e fabricantes de equipamentos aumentou sua participação na alta da cadeia de inteligência artificial.

O QQQQ11 acumulava alta de 16,24% no mês, 34,15% no ano e 53,82% em 12 meses.

 

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UTEC11 (XP Asset): +2,35%

O UTEC11 avançou 2,35%. O fundo acompanha o MSCI US Investable Market Information Technology 25/50 Index, reunindo empresas americanas de grande, média e menor capitalização classificadas no setor de tecnologia da informação.

A carteira distribui a exposição por software, serviços de tecnologia, processamento de dados, hardware, equipamentos e semicondutores. Essa amplitude permitiu ao ETF participar da valorização das companhias ligadas à inteligência artificial, mas reduziu o impacto dos ganhos concentrados em memória e equipamentos que beneficiaram o CHIP11 com maior intensidade.

O início da semana foi desfavorável para a tecnologia ampla. A alta dos juros longos pressionou AMD, Micron, Amazon, Microsoft e Meta Platforms no dia 28 de setembro. A recuperação dos pregões seguintes compensou essas perdas, especialmente após os resultados da Micron e o relatório de emprego mais fraco.

A alta de 2,35% ficou 2,61 pontos percentuais abaixo do CHIP11, mostrando que a liderança semanal esteve concentrada nos chips. O UTEC11 acumulava valorização de 10,02% no mês, 28,41% no ano e 32,10% em 12 meses.

USTK11 (Investo): +2,14%

O USTK11 ganhou 2,14%. O fundo oferece exposição ampla à tecnologia americana, combinando empresas de software, hardware, serviços digitais e semicondutores.

O retorno recebeu suporte dos mesmos vetores que beneficiaram o UTEC11: a recuperação do Nasdaq, os resultados fortes da Micron, os anúncios da Nvidia e da AMD e a redução das expectativas de uma alta adicional dos juros americanos.

O USTK11 acumulava alta de 9,93% no mês, 27,86% no ano e 31,59% em 12 meses.

NASD11 (XP Asset): +1,22%

O NASD11 avançou 1,22%. O fundo acompanha o Nasdaq-100, índice formado pelas maiores empresas não financeiras listadas na Nasdaq, com exposição a tecnologia, comunicação, consumo, saúde e outros setores.

O índice começou a semana com queda de 1,08%, mas avançou nos quatro pregões seguintes. O ganho entre os fechamentos de 25 de setembro e 2 de outubro ficou próximo de 0,65%, com recuperação sustentada pelas empresas ligadas à inteligência artificial e pela valorização de 1,00% registrada na sexta-feira.

O NASD11 não utiliza o filtro de maior beta do QQQQ11, reduzindo sua exposição relativa às ações que lideraram a recuperação.

O fundo acumulava alta de 7,71% no mês, 14,92% no ano e 20,63% em 12 meses. O resultado semanal ficou 2,15 pontos percentuais abaixo do QQQQ11, evidenciando o efeito da seleção de maior beta.

QQQI11 (Buena Vista): +1,07%

O QQQI11 avançou 1,07%. O fundo investe na estratégia do NEOS Nasdaq-100 High Income ETF, que mantém exposição às empresas do Nasdaq-100 e utiliza opções sobre o índice para buscar geração de renda mensal.

A composição permitiu ao fundo capturar parte da valorização da inteligência artificial e dos semicondutores. A estratégia de opções, porém, altera a participação nas altas do mercado. A venda e a compra de opções sobre o Nasdaq-100 buscam gerar renda, mas podem limitar parte do ganho quando as ações do índice sobem rapidamente.

O QQQI11 acumulava alta de 6,92% no mês, 8,17% no ano e 14,01% em 12 meses. A diferença para os ETFs convencionais deve ser avaliada junto com as distribuições mensais, que são parte central da proposta do produto.

TECK11 (Itaú Asset): +0,15%

O TECK11 avançou apenas 0,15%. O fundo acompanha o NYSE FANG+, índice concentrado em dez grandes empresas de tecnologia e consumo digital, com composição mais restrita que a do Nasdaq-100.

Na carteira de agosto, Palantir representava 13,13%, Microsoft 12,32%, Amazon 10,06%, Nvidia 9,93%, Apple 9,85%, Netflix 9,69%, Meta Platforms 9,28%, Broadcom 8,67%, Alphabet 8,58% e Micron 8,46%.

A concentração aumentou o impacto da queda da Meta Platforms no início da semana. A ação perdeu 4,8% no dia 28 de setembro, enquanto Amazon e Microsoft também fecharam aquele pregão em baixa. Nvidia subiu com o anúncio da recompra, e Micron recebeu suporte dos resultados trimestrais posteriormente, mas a compensação não foi suficiente para aproximar o fundo dos líderes.

Mesmo com pesos relevantes em Nvidia, Broadcom e Micron, o desempenho de Meta Platforms, Amazon, Microsoft, Apple e Netflix diluiu o efeito da alta dos chips.

O TECK11 acumulava alta de 5,56% no mês, 14,54% no ano e 15,56% em 12 meses.

TECX11 (Bradesco Asset): -4,99%

O TECX11 foi o único ETF no campo negativo, com queda de 4,99%. O fundo da Bradesco Asset investe no ChinaAMC ChiNext ETF, que oferece exposição às 100 maiores e mais líquidas ações da nova economia chinesa.

A carteira subjacente reúne empresas chinesas de tecnologia, manufatura avançada, biotecnologia, energia renovável e outros setores de inovação. A maior parte da perda ocorreu no dia 28 de setembro, quando o ChiNext caiu 4,53%, o Shenzhen Component perdeu 3,44% e o Shanghai Composite recuou 1,67%. Mais de 4.500 ações terminaram em baixa no mercado chinês.

A correção atingiu setores que haviam liderado o mercado, incluindo equipamentos de computação, comunicações ópticas e placas de circuito impresso. O movimento ocorreu em meio à piora do risco geopolítico, à possibilidade de restrições americanas a módulos ópticos chineses, ao reposicionamento institucional de fim de trimestre e à redução de risco antes do feriado do Dia Nacional.

O ChiNext apresentou recuperação limitada nos dois pregões seguintes. O índice avançou apenas 0,09% em 29 de setembro e caiu 0,23% no dia 30, encerrando em 3.135,28 pontos. O mercado chinês permaneceu fechado nos dois últimos dias do intervalo, impedindo uma reação à recuperação das ações americanas de tecnologia.

O TECX11 recuava 5,23% no mês, 8,69% no ano e 4,14% em 12 meses.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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