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O SMAC11, da Itaú Asset, e o BBOI11, da BB Asset, lideraram as altas entre os ETFs da seleção de índices da B3 na terça-feira, 6 de outubro, com ganhos de 1,77% e 1,57%. Completaram o TOP 6 GOLX11 e EWBZ11, ambos com avanço de 0,73%, e HIGH11 e LVOL11, que subiram 0,51% cada.
O ranking reuniu motores distintos. Nas ações, educação, tecnologia, locação de veículos e shopping centers sustentaram carteiras que distribuem a exposição de forma diferente do Ibovespa. Na renda variável ligada a commodities, o boi gordo permaneceu em trajetória de valorização no início de outubro, enquanto o ouro recuperou terreno no exterior.
O pano de fundo doméstico foi a continuidade da queda dos juros de médio e longo prazo após a reprecificação de risco na sessão seguinte ao primeiro turno das eleições. Em 6 de outubro, o DI para janeiro de 2029 fechou em 12,445%, ante ajuste anterior de 12,591%, e o contrato para janeiro de 2031 passou de 12,653% para 12,560%. Esse movimento reduz a taxa usada para trazer lucros futuros a valor presente e favorece empresas sensíveis ao financiamento e à atividade doméstica.
O Ibovespa recuou 0,52%, para 205.835,29 pontos, em realização após o recorde da segunda-feira. Empresas como Banco do Brasil, Petrobras e Vale pressionaram o índice, mas a queda do indicador não impediu ganhos relevantes em outras partes da bolsa.
SMAC11 (Itaú Asset): +1,77%
O SMAC11 acompanha o índice de small caps da B3, cuja carteira reúne empresas de menor capitalização com exposição importante ao mercado doméstico. Na composição de referência para o período de setembro a dezembro, Totvs tinha peso de 5,31%, Allos de 4,11% e Cyrela de 1,95%. As três ações avançaram na terça-feira: Totvs ganhou 4,45%, Allos subiu 3,72% e Cyrela teve alta de 3,14%.
Educação e locação também contribuíram para o movimento positivo. Cogna avançou 4,83%, Yduqs ganhou 4,41% e Vamos subiu 4,52%. O fechamento dos juros favorece o valor presente dos resultados dessas empresas e melhora o ambiente de financiamento para atividades que dependem de expansão, investimento e consumo. Nas incorporadoras, esse canal se soma à sensibilidade da demanda por imóveis ao custo do crédito; nos shopping centers, à combinação entre consumo, valor dos ativos e custo de capital.
A cota acumulava valorização de 11,37% na semana até terça-feira e de 16,77% no último mês, evidenciando a força recente desse conjunto de empresas.

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BBOI11 (BB Asset): +1,57%
O BBOI11 oferece exposição ao índice de futuros de boi gordo da B3. Sua carteira econômica combina o contrato futuro selecionado pela metodologia, com rolagem mensal, e a remuneração do caixa. O motor é o preço do boi gordo, que responde à disponibilidade de animais terminados, à demanda dos frigoríficos e às condições do mercado de carne, incluindo as exportações.
O mercado físico continuou avançando em outubro. O indicador Cepea/Esalq do boi gordo chegou a R$ 373,25 por arroba em 6 de outubro, ante R$ 364,30 no fechamento de setembro, uma alta de aproximadamente 2,46% nesse intervalo. Nos futuros da B3, o vencimento de outubro terminou a R$ 387,80, com ganho de 0,05%; novembro fechou a R$ 395,50, alta de 0,19%; e dezembro atingiu R$ 394,30, avanço de 0,50%.
A valorização simultânea do mercado físico e dos vencimentos futuros revela sustentação dos preços ao longo da curva, em um mercado que já vinha marcado por oferta ajustada e demanda externa relevante. O BBOI11 acumulava alta de 5,76% no último mês e de 27,86% no ano.
GOLX11 (XP Asset): +0,73%
O GOLX11 acompanha o Índice do Futuro de Ouro B3, com exposição aos contratos locais de ouro e ao retorno do caixa previsto na metodologia. Na terça-feira, o contrato de ouro com vencimento em dezembro negociado nos Estados Unidos fechou a US$ 4.187,10 por onça, alta de 0,73%, depois de encerrar a segunda-feira a US$ 4.156,80.
A recuperação aconteceu em uma sessão de recuo dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano. Esse é um canal relevante para o metal: como o ouro não paga juros, uma redução do retorno disponível em títulos soberanos diminui o custo de oportunidade de carregá-lo. A exposição via futuros também incorpora a estrutura de vencimentos e a rolagem dos contratos, além da remuneração dos recursos mantidos em caixa.
A alta diária, entretanto, ocorreu dentro de uma janela recente ainda negativa: o GOLX11 recuava 5,61% no último mês e 0,78% no ano.
EWBZ11 (BlackRock): +0,73%
O EWBZ11 acompanha o Bovespa BR+ Equal Weight, que distribui pesos iguais por empresa nos rebalanceamentos e inclui a exposição a companhias brasileiras por ações e BDRs. A metodologia reduz a dominância das maiores empresas e dá mais espaço para que movimentos positivos em educação, serviços, tecnologia e consumo apareçam no resultado da carteira.
Na composição de referência de setembro, Vamos, Cogna, Yduqs e Totvs tinham participações próximas de 1,2% a 1,3% cada. Todas subiram mais de 4% em 6 de outubro. A Minerva, também presente no índice, avançou 7,40%. Ao mesmo tempo, o peso de referência de Vale era de aproximadamente 1,16%, enquanto as duas classes de ações da Petrobras somavam cerca de 1,28%. Essa distribuição limita o impacto relativo de quedas nessas empresas em comparação com uma carteira mais concentrada nelas.
O ganho de 0,73% do EWBZ11 contrastou com a queda de 0,91% do BOVA11 e representou uma diferença de 1,64 ponto percentual entre as cotas no dia.
HIGH11 (Nu Asset): +0,51%
O HIGH11 seleciona empresas de maior sensibilidade histórica às oscilações do mercado. Na carteira definida no rebalanceamento de setembro, o consumo discricionário representava 51,6%, com participações de 5,5% em Vamos e de 4,4% tanto em Cogna quanto em Yduqs. A alta dessas três ações, de 4,52%, 4,83% e 4,41%, respectivamente, favoreceu a estratégia.
Também houve avanço em incorporadoras e varejistas, enquanto Magazine Luiza e Assaí recuaram 2,22% e 2,70%. A combinação de juros em queda e movimentos específicos dos componentes permitiu ganho mesmo em uma sessão negativa para o índice amplo. Até terça-feira, o HIGH11 acumulava 15,11% na semana e 24,08% no último mês.
LVOL11 (Nu Asset): +0,51%
O LVOL11 escolhe empresas de menor volatilidade histórica. Entre os pesos de referência do rebalanceamento de setembro estavam Allos, com 4,0%, Itaú Unibanco PN, com 4,1%, e Bradesco PN, com 3,9%. Esses papéis ganharam 3,72%, 1,96% e 4,40%, respectivamente, sustentando o lado positivo da carteira.
Shopping centers também se beneficiam de uma taxa de desconto menor, enquanto os bancos privados tiveram comportamento favorável na sessão. Na outra direção, BB Seguridade caiu 2,22% e Petrobras PN perdeu 2,78%. HIGH11 e LVOL11 terminaram com o mesmo retorno diário, mas por combinações de ativos diferentes. No acumulado do ano, o LVOL11 avançava 20,50%, contra 12,17% do HIGH11.
Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.