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SPXR11 sobe 0,65%, mas dólar em queda limita SPXI11 e pressiona WRLD11

Créditos: iStock

O avanço das ações americanas na terça-feira, 6 de outubro, apareceu de forma diferente nos ETFs negociados no Brasil. O SPXR11, que busca exposição ao S&P 500 sem a oscilação cambial direta, subiu 0,65%. O SPXI11, que incorpora a variação do dólar, avançou apenas 0,02%. O WRLD11, de ações globais, recuou 0,31%, enquanto o DOLB11 perdeu 0,43%.

O S&P 500 terminou a sessão em alta de 0,58%, acompanhado por ganhos de 0,49% do Dow Jones e de 0,45% do Nasdaq. Ao mesmo tempo, o dólar comercial caiu 0,51%, para perto de R$ 4,97. A valorização do real prolongou a reprecificação do mercado brasileiro após o primeiro turno das eleições e consumiu boa parte do ganho das ações americanas quando convertido para a moeda local.

No exterior, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano recuaram, oferecendo apoio à avaliação de ativos de risco. Uma taxa de desconto menor favorece o valor presente dos resultados futuros, canal particularmente relevante para empresas com expectativas de crescimento de lucros por vários anos. Na sessão, Amazon e Microsoft tiveram contribuição positiva para o S&P 500, enquanto Nvidia e Apple avançaram de forma mais moderada.

SPXR11 (Itaú Asset): +0,65%

O SPXR11 acompanha uma referência de futuros do S&P 500 com ajuste quanto, estrutura que busca preservar a exposição às ações americanas sem incorporar diretamente a variação do dólar contra o real. A estratégia utiliza futuros e combina o desempenho dessa exposição com a remuneração do caixa em reais prevista na metodologia.

Amazon subiu 1,95% e Microsoft ganhou 0,78% na terça-feira, enquanto Apple avançou 0,22% e Nvidia teve alta de 0,14%. Na composição do S&P 500 de 5 de outubro, essas quatro empresas somavam 25,38%: Nvidia tinha peso de 8,63%, Apple de 7,25%, Microsoft de 5,82% e Amazon de 3,68%. A valorização desses componentes favoreceu o índice, com maior contribuição relativa de Amazon entre os quatro no pregão.

A estrutura cambial do SPXR11 permitiu que o resultado das ações americanas aparecesse com maior intensidade na cota em reais. O ETF avançava 1,38% na semana até terça-feira e 21,45% no ano. O movimento diário reforçou a diferença entre obter exposição à bolsa americana e combinar essa exposição com uma posição em dólar.

 

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SPXI11 (Itaú Asset): +0,02%

O SPXI11 também oferece exposição ao S&P 500, mas preserva o componente cambial. Sua política de investimento permite utilizar cotas do Vanguard S&P 500 UCITS ETF, o VUAA, ou posições em futuros do índice combinadas com a exposição cambial necessária à estratégia. Assim, o retorno em reais responde tanto às ações americanas quanto à variação do dólar.

O núcleo de empresas de grande capitalização que favoreceu o S&P 500 também sustentou a exposição acionária do SPXI11. Entretanto, a queda de 0,51% do dólar comercial atuou na direção oposta à alta de 0,58% do índice americano. O ganho internacional foi, em grande parte, consumido na conversão para reais, e a cota terminou praticamente estável, em +0,02%.

A diferença diária em relação ao SPXR11 foi de 0,63 ponto percentual. Na semana, o contraste era mais amplo: SPXR11 acumulava alta de 1,38%, enquanto SPXI11 recuava 3,63%. No ano, os ganhos eram de 21,45% e 3,43%, respectivamente. Essas janelas revelam o peso que o componente cambial ganhou na trajetória recente dos dois produtos.

WRLD11 (Investo): -0,31%

O WRLD11 investe no Vanguard Total World Stock ETF, o VT, que reúne empresas de mercados desenvolvidos e emergentes. Na composição de 31 de agosto, os Estados Unidos representavam 61,97%, o Japão 5,90%, Taiwan 3,28%, o Reino Unido 3,19% e o Canadá 3,08%. A carteira participa do movimento americano, mas distribui sua exposição por outras economias e por empresas de diferentes tamanhos.

As principais companhias americanas continuam relevantes, com pesos menores do que no S&P 500. Nvidia, Apple, Microsoft e Amazon representavam 4,29%, 3,81%, 3,14% e 2,10% do VT, respectivamente, somando 13,34%. A alta de 1,95% da Amazon e de 0,78% da Microsoft favoreceu essa parcela da exposição.

O dólar mais fraco contra o real pressionou a conversão da carteira internacional e foi um vetor negativo relevante para o WRLD11. A cota perdeu 0,31% no dia e acumulava queda de 3,74% na semana, embora mantivesse alta de 3,12% no ano. A diversificação geográfica amplia o conjunto de mercados que produz o retorno, mas não elimina a influência do câmbio na rentabilidade do investidor brasileiro.

DOLB11 (BTG Asset): -0,43%

O DOLB11 acompanha o S&P/B3 BRL-USD Futures Index, com exposição a contratos futuros de dólar e rolagem mensal. Seu motor é a moeda americana contra o real. Na terça-feira, a queda do dólar comercial para perto de R$ 4,97 ocorreu em um ambiente de valorização dos ativos brasileiros no início da semana e de reavaliação dos prêmios de risco após o primeiro turno.

A perda de 0,43% da cota acompanhou a direção de fortalecimento do real, e o ETF acumulava recuo de 4,53% na semana e de 5,69% no ano. Esse desempenho ajuda a interpretar o componente que pressionou os ETFs internacionais com exposição cambial.

 


Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.

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