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A recuperação das ações brasileiras na semana passada teve motores bastante distintos dentro das carteiras dos ETFs. Hapvida subiu 24,60% e Vamos avançou 22,48%, dando força às exposições com maior presença de empresas sensíveis ao mercado doméstico. Entre os grandes bancos, Banco do Brasil ganhou 9,87%, Itaú PN avançou 6,41% e BTG Pactual subiu 5,30%. Petrobras acrescentou outra frente de valorização, com ganhos de 6,63% nas ações preferenciais e 6,75% nas ordinárias.
O pano de fundo foi o reposicionamento dos investidores antes do primeiro turno das eleições brasileiras, acompanhado, na última sessão, por sinais de desaceleração do emprego americano. Nos Estados Unidos, setembro registrou criação de 29 mil vagas, desemprego de 4,2% e revisão negativa de 60 mil postos nos dois meses anteriores. O dado reduziu a pressão de um mercado de trabalho aquecido sobre a discussão de política monetária e ajudou a compor o ambiente de compra de risco na sexta-feira.
No Brasil, a semana terminou com aceleração da bolsa, mas as diferenças entre as ações foram decisivas. A recuperação de empresas com balanços mais sensíveis ao financiamento coexistiu com a alta de bancos e com notícias próprias de Petrobras e Hapvida. Ao mesmo tempo, Santander caiu 5,58% e Copasa perdeu 2,78%.
HIGH11 (Nu Asset): +8,46% na semana
A liderança do HIGH11 encontrou apoio em duas recuperações muito superiores à alta dos grandes bancos: Hapvida avançou 24,60%, de R$ 6,26 para R$ 7,80, enquanto Vamos ganhou 22,48%, de R$ 3,87 para R$ 4,74.
Na composição divulgada em 6 de agosto, Hapvida representava 4,7% e Vamos, 4,4%. Consumo cíclico respondia por 47% da carteira, que seleciona ações de maior beta dentro do Ibovespa.
Hapvida teve um catalisador empresarial específico. O noticiário envolveu estudos de venda de hospitais com arrendamento posterior, uma estrutura capaz de liberar capital imobilizado e gerar recursos para o balanço, ao custo de compromissos futuros de aluguel. O mercado reagiu à perspectiva dessa reorganização patrimonial: a ação ganhou 11,91% somente na sexta-feira. O movimento de Vamos também se distribuiu por mais de uma sessão, com altas de 7,50% na quarta, 4,65% na quinta e 5,33% na sexta.
Outras posições reforçaram a recuperação: Usiminas PN subiu 7,94% e Lojas Renner avançou 5,76% na semana. A exposição a locação de veículos e equipamentos, varejo e siderurgia combina negócios ligados à atividade econômica com sensibilidade ao custo de capital.
A alta semanal, porém, ainda deixava o ETF com perda de 2,55% no ano.

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FIND11 (Itaú Asset): +6,07% na semana
O FIND11 encontrou sustentação em vários componentes de grande peso do Índice Financeiro. Na composição de referência de 2 de outubro, B3 representava 18,54%, Itaú PN, 18,38%, Bradesco PN, 15,54%, BTG Pactual, 15,29%, e Banco do Brasil, 13,14%. Juntas, essas cinco posições somavam 80,88%, concentrando a exposição em bancos e na infraestrutura do mercado de capitais.
Banco do Brasil foi o destaque entre as ações desse núcleo, com alta de 9,87%. Itaú PN avançou 6,41%, B3 ganhou 5,79% e BTG Pactual subiu 5,30%. O avanço não se resumiu ao último pregão: Banco do Brasil ganhou 4,67% na quarta-feira, e Itaú PN subiu 4,68% na mesma sessão. A recuperação desses papéis ao longo da semana deu sustentação ao ETF antes da aceleração de sexta.
Já Santander, que caiu 5,58%, tinha apenas 2,00% no índice, reduzindo a importância relativa desse movimento contrário.
O setor reúne diferentes canais de exposição à economia. Nos bancos, a percepção sobre atividade, demanda por crédito e risco de inadimplência afeta as expectativas de receitas e provisões.
BNKS11 (Investo): +5,47% na semana
O BNKS11 reúne exclusivamente bancos, e sua composição ajuda a entender por que a recuperação das grandes instituições foi determinante. Na fotografia do índice, Banco do Brasil tinha 20,84%, BTG Pactual, 20,37%, Itaú PN, 18,13%, e Bradesco PN, 15,58%. As quatro posições somavam 74,92%, enquanto Santander acrescentava 11,68%.
As altas semanais de 9,87% do Banco do Brasil, 6,41% do Itaú PN e 5,30% do BTG atuaram a favor da estratégia.
Santander foi o contraponto. A unit caiu 5,58% na semana, apesar da alta de 0,68% na sexta-feira, com perdas de 2,77% na quarta e 2,96% na quinta. Seu peso relevante na composição do BNKS11 expõe a estratégia a esse desempenho, enquanto o FIND11 tinha uma participação bem menor no banco e acrescentava B3, que subiu 5,79%. Essa combinação de posições ajuda a explicar a diferença entre os dois ETFs: o BNKS11 ganhou 5,47%, 0,60 ponto percentual abaixo do FIND11.
EWBZ11 (BlackRock): +5,13% na semana
O EWBZ11 acompanha o Ibovespa B3 BR+ com pesos iguais por empresa na regra de ponderação. Na carteira recente, Vamos tinha 1,70%, Hapvida, 1,22%, e Usiminas PN, 1,13%. No BOVA11, as mesmas posições representavam 0,09%, 0,07% e 0,14%. Essa redistribuição deu maior relevância relativa às altas semanais de 22,48%, 24,60% e 7,94%, respectivamente.
A participação na recuperação também passou por bancos e empresas de consumo. Banco do Brasil, com 1,32%, avançou 9,87%; Lojas Renner, com 1,23%, subiu 5,76%. Multiplan tinha 1,33% e ganhou 6,01% em preço. A influência de companhias menores ajuda a explicar como uma estratégia de pesos iguais capturou uma combinação diferente daquela dos índices mais concentrados nas maiores empresas.
Houve forças contrárias: o BDR de Mercado Livre caiu 2,85% na semana e representava 1,01% da carteira. Já Petrobras tinha 1,34% somando as duas classes, frente a 13,26% no BOVA11. O ganho de 5,13% do EWBZ11 reuniu, portanto, maior exposição relativa a algumas recuperações intensas e menor concentração nas grandes posições tradicionais.
BOVA11 (BlackRock): +5,08% na semana
No BOVA11, os motores centrais foram Itaú e Petrobras. Na carteira de 1º de outubro, Itaú PN representava 8,84%, Petrobras PN, 8,24%, e Petrobras ON, 5,02%. Os papéis subiram 6,41%, 6,63% e 6,75% na semana.
A presença dessas posições tornou seus movimentos relevantes para a recuperação do ETF, que ganhou 5,08%.
Petrobras acrescentou um catalisador empresarial ao reposicionamento da bolsa: anunciou uma descoberta de petróleo no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. A notícia amplia a perspectiva exploratória da companhia, embora o projeto ainda esteja em avaliação. Na sexta-feira, PETR4 subiu 2,81% e PETR3 avançou 3,25%, reforçando o fechamento positivo da semana.
Vale, a maior posição individual da carteira, com 9,72%, teve um avanço mais moderado, de 1,88%. Outros componentes contribuíram para a recuperação: Banco do Brasil ganhou 9,87%, B3 subiu 5,79% e BTG Pactual avançou 5,30%.
O BOVA11 chegou a 20,25% de valorização no ano.
SMAC11 (Itaú Asset): +4,95% na semana
O SMAC11 encontrou apoio na recuperação de empresas ligadas ao consumo e aos shopping centers, mas enfrentou um movimento contrário em sua maior posição de referência. No índice Small Cap, Copasa tinha 6,32%, Totvs, 5,24%, Assaí, 4,38%, Allos, 4,18%, e Lojas Renner, 3,27%. Multiplan acrescentava 3,02%, colocando a operação de shopping centers entre as exposições relevantes da carteira.
Allos subiu 5,28% e Multiplan ganhou 6,01% em preço na semana. Renner avançou 5,76%. Shopping centers combinam receitas de aluguel, participação nas vendas dos lojistas e valorização dos empreendimentos; varejistas dependem da demanda e da capacidade de transformar vendas em margem. A recuperação desses papéis mostra que a alta alcançou diferentes formas de exposição ao consumo doméstico.
O ETF também conviveu com Copasa em queda de 2,78%, de R$ 57,86 para R$ 56,25, e com alta mais discreta de 1,29% de Totvs.
PIBB11 (Itaú Asset): +4,62% na semana
O PIBB11 acompanha o IBrX 50, cuja composição recente tinha Vale com 11,86%, Itaú PN com 9,33%, Petrobras PN com 8,69% e Petrobras ON com 7,55%. As quatro posições somavam 37,42%, e as duas classes de Petrobras respondiam, juntas, por 16,24%. Esse núcleo concentra boa parte da exposição a mineração, bancos e petróleo.
As altas de 6,41% do Itaú, 6,63% de Petrobras PN e 6,75% de Petrobras ON deram apoio ao resultado, enquanto Vale ganhou 1,88%. B3, com 3,65% no índice, avançou 5,79%, e BTG Pactual, com 3,01%, subiu 5,30%. O avanço das ações financeiras complementou o movimento de Petrobras, mostrando uma recuperação que alcançou mais de um setor de grande peso.
A alta de 4,62% ficou 0,46 ponto percentual abaixo do BOVA11. O IBrX 50 e o Ibovespa distribuem a exposição de forma diferente, inclusive entre classes de ações da mesma companhia.
No PIBB11, o bloco de Petrobras tem relevância elevada, mas Vale também é uma posição expressiva e teve uma recuperação menos intensa. O resultado combina esses movimentos com as demais empresas do índice, encerrando a semana com valorização acumulada de 21,09% no ano.
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