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Os ETFs de ações brasileiras apresentaram altas expressivas no pregão de 2 de setembro. Entre os produtos analisados, os retornos variaram de 2,60% a 3,47%, enquanto o DOLB11 recuou 1,03%.
O movimento acompanhou a valorização de 3,05% do Ibovespa, que encerrou a sessão aos 185.205 pontos. Apenas três dos 77 ativos do índice terminaram no campo negativo, confirmando uma alta disseminada entre empresas e setores.
A divulgação da pesquisa eleitoral Quaest mostrou uma disputa mais apertada em uma simulação de segundo turno. O resultado reduziu o prêmio de risco aplicado aos ativos brasileiros e impulsionou simultaneamente a Bolsa, o real e parte da curva de juros.
Bancos, utilities, consumo cíclico, bens industriais e commodities estiveram entre os principais vetores da sessão. Magazine Luiza avançou 16,88%, Vamos subiu 16,11%, Braskem ganhou 15,09%, Itaú valorizou 3,84%, Vale avançou 3,19% e Petrobras PN subiu 2,84%.
O dólar comercial caiu 0,91%, para R$ 5,1065. A valorização do real refletiu a melhora da percepção sobre os ativos brasileiros e pressionou diretamente o ETF cambial da seleção.

UTLL11 (Investo): +3,47%
O UTLL11 liderou a relação com retorno de 3,47%. O ETF oferece exposição concentrada ao setor brasileiro de utilidade pública, incluindo companhias de energia elétrica, água e saneamento.
As utilities foram favorecidas pela queda de parte da curva de juros e pela redução do prêmio de risco doméstico. Como essas empresas possuem fluxos de caixa de longa duração e operações intensivas em capital, taxas menores aumentam o valor presente dos resultados futuros e melhoram as condições de financiamento.
O Índice de Energia Elétrica avançou 3,17%, confirmando a força do setor que forma a principal exposição do UTLL11.
BNKS11 (Investo): +3,46%
O BNKS11 avançou 3,46%, praticamente em linha com o UTLL11. O fundo concentra sua carteira nos principais bancos brasileiros e capturou diretamente a valorização do setor financeiro.
Itaú subiu 3,84%, Banco do Brasil ganhou 5,52% e Bradesco PN avançou 2,10%. O movimento foi sustentado pela redução do prêmio de risco doméstico, pela queda dos juros futuros e pela melhora do apetite por ações brasileiras.
A concentração setorial ampliou a participação do BNKS11 no movimento. Diferentemente dos ETFs de mercado amplo, o fundo não teve a alta dos bancos diluída por setores com desempenho mais moderado.
FIND11 (Itaú): +3,42%
O FIND11 ganhou 3,42%. O ETF acompanha o Índice Financeiro da B3, reunindo bancos, seguradoras, empresas de serviços financeiros e a operadora da Bolsa.
O desempenho refletiu a valorização dos grandes bancos e a melhora do ambiente para o mercado de capitais. Banco do Brasil, Itaú e Bradesco avançaram, enquanto a forte alta do Ibovespa favoreceu as perspectivas de maior atividade para empresas ligadas à infraestrutura financeira.
O retorno ligeiramente inferior ao do BNKS11 refletiu a exposição mais diversificada do FIND11. O índice financeiro inclui outros segmentos além dos bancos, reduzindo a concentração nos papéis que mais avançaram.
MATB11 (Itaú Asset): +3,37%
O MATB11 avançou 3,37%. O ETF concentra sua exposição em mineração, siderurgia, papel e celulose, petroquímica e outros segmentos de materiais básicos.
Vale subiu 3,19%, contrariando a queda do minério de ferro em Dalian. Braskem ganhou 15,09% e figurou entre as maiores altas do mercado brasileiro. Os dois movimentos favoreceram diretamente os principais blocos setoriais do fundo.
A valorização também refletiu o aumento da procura por exportadoras e empresas de recursos naturais, colocando o MATB11 acima do Ibovespa.
BDOM11 (Investo): +3,34%
O BDOM11 subiu 3,34%. O ETF seleciona empresas que obtêm a maior parte das receitas no mercado brasileiro, concentrando-se em bancos, utilities, consumo, energia e outros negócios ligados à economia doméstica.
A redução do prêmio de risco beneficiou diretamente esse perfil de companhia. Bancos e utilities avançaram, enquanto as ações de consumo cíclico estiveram entre os principais destaques. Magazine Luiza ganhou 16,88% e Assaí avançou 7,41%.
A valorização do real e a queda de parte das taxas futuras reforçaram a rotação para empresas domésticas, permitindo ao BDOM11 superar o BOVA11.
BDEF11 (Bradesco Asset): +3,27%
O BDEF11 registrou alta de 3,27%. O ETF reúne empresas de setores defensivos, com exposição a atividades que apresentam demanda mais estável ao longo do ciclo econômico.
A valorização das utilities e das empresas de saúde sustentou o desempenho. A queda das taxas futuras também favoreceu companhias com receitas previsíveis e fluxos de caixa de longa duração.
O fundo superou o Ibovespa, mostrando que a sessão não foi conduzida apenas por ações cíclicas e de maior beta. Empresas defensivas também participaram da redução generalizada do prêmio de risco.
BTER11 (Investo): +3,19%
O BTER11 avançou 3,19%. A estratégia reúne empresas consideradas essenciais e de qualidade, com presença relevante de bancos, energia elétrica, saneamento, seguros e telecomunicações.
A combinação entre instituições financeiras e utilities colocou o ETF entre os principais beneficiários do pregão. Banco do Brasil, Itaú e Bradesco avançaram, enquanto o Índice de Energia Elétrica ganhou 3,17%.
A carteira permitiu que o BTER11 capturasse simultaneamente os dois setores que lideraram os ETFs analisados.
BCIC11 (Bradesco): +3,04%
O BCIC11 subiu 3,04%. O ETF reúne empresas de setores cíclicos, incluindo serviços financeiros, consumo, construção, materiais básicos, energia e indústria.
A carteira capturou a valorização disseminada desses segmentos. Magazine Luiza avançou 16,88%, Vamos subiu 16,11%, Braskem ganhou 15,09% e Assaí valorizou 7,41%. Bancos, Vale e Petrobras também terminaram a sessão em alta.
A alta do BCIC11 refletiu a rotação para empresas mais ligadas à atividade econômica, favorecidas pela valorização da Bolsa e pela queda do prêmio de risco doméstico.
BOVA11 (BlackRock): +2,92%
O BOVA11 avançou 2,92%, acompanhando a forte valorização do Ibovespa. O ETF oferece exposição às empresas de maior representatividade e liquidez da Bolsa brasileira.
O índice foi sustentado por Petrobras, Vale, grandes bancos e empresas ligadas à economia doméstica. Petrobras PN avançou 2,84%, Vale subiu 3,19%, Itaú ganhou 3,84% e Banco do Brasil valorizou 5,52%.
A amplitude foi decisiva. Apenas três componentes do Ibovespa recuaram, permitindo ao BOVA11 capturar uma alta distribuída entre vários setores.
CMDB11 (BTG Pactual): +2,72%
O CMDB11 ganhou 2,72%. O ETF reúne empresas brasileiras ligadas a petróleo, mineração, siderurgia, papel e celulose e outros segmentos produtores de commodities.
Vale avançou 3,19%, enquanto Petrobras PN subiu 2,84%. O petróleo permaneceu em patamar elevado em meio às tensões no Oriente Médio, oferecendo suporte adicional às produtoras brasileiras.
O CMDB11 avançou menos que o MATB11 porque sua composição mais ampla diluiu parcialmente o impacto das altas de Vale e Braskem.
BXPO11 (Investo): +2,60%
O BXPO11 subiu 2,60%. O ETF seleciona empresas brasileiras com parcela relevante das receitas obtida no exterior, incluindo exportadoras e negócios com atuação global.
Vale e Petrobras avançaram 3,19% e 2,84%, respectivamente, sustentando a carteira. O desempenho positivo das empresas de commodities compensou parte da pressão cambial.
A queda de 0,91% do dólar limitou o retorno do ETF ao reduzir, em reais, o valor das receitas vinculadas à moeda americana. Esse efeito ajuda a explicar o desempenho inferior ao do BDOM11, direcionado às empresas domésticas.
DOLB11 (BTG Pactual): -1,03%
O DOLB11 foi o único ETF da seleção a terminar no campo negativo, com recuo de 1,03%. O produto acompanha a variação do dólar diante do real.
A moeda americana caiu 0,91% e encerrou o pregão a R$ 5,1065. O movimento ocorreu junto à alta do Ibovespa e ao recuo de parte da curva de juros, refletindo a redução do prêmio de risco dos ativos brasileiros.
O desempenho do DOLB11 ficou próximo da variação do câmbio comercial, com diferença associada à metodologia de acompanhamento e à dinâmica de negociação da cota.
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