Veja como os ETFs de criptomoedas, liderados por Ethereum (ETHE11) e Bitcoin (BITH11), fecharam a primeira semana de agosto em alta.
Na primeira semana de agosto de 2026, os ETFs de criptoativos demonstraram resiliência frente à aversão ao risco no mercado tradicional. Enquanto a bolsa brasileira recuava sob o peso das commodities e dos ajustes na Selic, fundos de índices atrelados ao Ethereum e ao Bitcoin registraram ganhos consistentes, impulsionados pela melhora da liquidez global e fluxo institucional.
Durante a semana em análise, os desdobramentos geopolíticos globais, com destaque para os conflitos e posterior sinalização de alívio no Oriente Médio, ajudaram a ditar o fluxo institucional de capital. Enquanto a bolsa local sofreu com a reprecificação dos juros (com o Copom cortando a Selic para 14,00% ao ano sob tom de cautela) e com o forte recuo das commodities, o mercado de criptoativos conseguiu capturar fluxo positivo.
Esse movimento evidencia a influência direta da macroeconomia global na performance dos ativos. Parte do suporte de preços nas criptomoedas ocorreu devido a um viés de alocação tática (o efeito bandwagon ou comportamento em cascata) onde grandes institucionais reforçaram posições motivados por dados de payroll norte-americanos mais alinhados às expectativas, favorecendo as perspectivas de liquidez para ativos alternativos.
Impacto na Performance dos ETFs
O ETF ETHE11 (Ethereum) liderou a semana com ganho de 3,76%, acompanhado de perto pelo BITH11 (Bitcoin), que avançou 3,50%. As duas criptomoedas de maior capitalização capturaram a preferência dos investidores institucionais e o otimismo do mercado, mantendo a consolidação em patamares técnicos importantes (Bitcoin na região dos US$ 64.000 a US$ 65.000).
O HASH11, que reflete o desempenho de uma cesta multiativos de criptomoedas, encerrou com alta de 2,10%. Essa variação ponderada refletiu uma alocação mais defensiva.
Já o ETF SOLH11 (Solana) avançou de forma mais tímida, marcando 0,68%, digerindo volatilidades isoladas e consolidando níveis de suporte de curto prazo.
Por outro lado, o ETF XRPH11 operou na contramão da amostra, registrando uma queda expressiva de -4,88%. A contração reflete dinâmicas e pressões de venda específicas desse ecossistema e o deslocamento de liquidez para as moedas principais (BTC e ETH), deixando as demais altcoins com menor apetite a risco no curto prazo.
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