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Energia e dólar avançam, enquanto ouro e prata pressionam ETFs de commodities

Créditos: Vecteezy

 

A semana terminou com desempenho dividido entre os ETFs de commodities. As estratégias ligadas à infraestrutura de energia e às produtoras brasileiras de recursos naturais avançaram, mesmo diante da queda dos preços internacionais do petróleo. O WTI recuou 4,2% e o Brent perdeu 5,4% no período, à medida que a recuperação dos fluxos de exportação do Golfo reduziu parte do prêmio de risco relacionado à oferta.

No mercado brasileiro, Petrobras recebeu suporte de fatores específicos. As ações avançaram após uma decisão judicial suspender a cobrança do imposto de 12% sobre as exportações de petróleo e voltaram a subir no encerramento da semana depois de uma revisão positiva de recomendação pelo Bradesco BBI. A combinação ajudou a sustentar fundos expostos às empresas brasileiras de petróleo, mineração e siderurgia.

O dólar também ganhou força diante do real no último pregão, favorecendo a estratégia cambial. Já os metais preciosos inverteram o avanço observado no início da semana. Ouro e prata haviam recebido suporte da procura por proteção, da queda dos rendimentos dos títulos americanos e do enfraquecimento do dólar, mas perderam força na reta final do período com a revisão das expectativas para os juros nos Estados Unidos.

PIPE11: +1,48%

O PIPE11 liderou a relação com alta de 1,48% na semana e avançou 0,41% no último pregão. O ETF oferece exposição a empresas norte-americanas de infraestrutura de energia, especialmente negócios de transporte, processamento e armazenamento de petróleo e gás, além de utilizar operações com opções para geração de renda.

A carteira explica o desempenho positivo mesmo com a queda do petróleo. Empresas de infraestrutura obtêm receitas principalmente pela movimentação e pelo processamento de energia, o que reduz sua dependência direta do preço do barril. A alta semanal desses ativos e a valorização do dólar diante do real sustentaram o retorno do fundo.

CMDB11: +1,30%

O CMDB11 avançou 1,30% na semana, apesar do recuo de 0,18% no último pregão. O fundo reúne produtoras brasileiras de commodities e mantém posições relevantes em Vale, PRIO, Petrobras, Gerdau, Suzano e Klabin. Petróleo, mineração, siderurgia e papel e celulose formam os principais blocos da carteira.

A valorização semanal recebeu suporte das empresas brasileiras de energia e metais. A suspensão judicial do imposto sobre exportações de petróleo favoreceu Petrobras, enquanto a siderurgia também apresentou ganhos relevantes em parte da semana. No encerramento do período, Petrobras voltou a avançar, mas a queda de Vale limitou o desempenho de uma carteira que mantém exposição elevada à mineradora.

DOLB11: +1,00%

O DOLB11 avançou 1,00% na semana e ganhou 0,71% no último pregão. O ETF acompanha a variação do dólar em relação ao real e foi beneficiado pela valorização da moeda americana no encerramento do período.

O movimento cambial ocorreu em um ambiente de revisão das expectativas para os juros americanos e maior pressão sobre os rendimentos dos títulos do Tesouro. No mercado doméstico, dados mais fracos de emprego formal e a desaceleração de indicadores de inflação mantiveram a expectativa de continuidade do ciclo de redução da Selic, ampliando a influência do diferencial de juros sobre o câmbio.

GOLD11: -2,43%

O GOLD11 recuou 2,43% na semana e perdeu 2,55% no último pregão. O fundo oferece exposição ao preço internacional do ouro, com o resultado em reais também influenciado pela variação cambial.

O metal começou a semana sustentado pela procura por ativos de proteção, pela volatilidade nos mercados de títulos e moedas e pela redução dos rendimentos dos Treasuries de prazo mais longo. Esse ambiente mudou na reta final, quando uma surpresa relacionada à trajetória dos juros americanos pressionou o ouro e provocou uma queda de 4,6% nas ações de mineradoras do metal.

A valorização do dólar frente ao real ofereceu alguma compensação cambial, mas não foi suficiente para neutralizar a correção do ouro no exterior.

RARA11: -3,02%

O RARA11 caiu 3,02% na semana e recuou 1,69% no último pregão. O fundo investe no REMX, ETF que reúne empresas globais envolvidas na produção, no processamento e na reciclagem de terras raras e metais estratégicos.

A queda refletiu a pressão sobre posições relevantes da carteira. MP Materials recuou 4,89%, Almonty Industries perdeu 4,5% e SQM caiu 2,19% no encerramento da semana. Companhias ligadas ao lítio também recuaram, levando o REMX a uma baixa próxima de 2,3% no pregão e ampliando a pressão sobre o RARA11.

PRAF11: -3,23%

O PRAF11 recuou 3,23% na semana e perdeu 3,96% no último pregão. O ETF acompanha o preço internacional da prata física por meio do SIVR, fundo lastreado em barras mantidas em cofres em Londres.

A prata começou o período sustentada pela queda dos rendimentos dos títulos americanos e pelo enfraquecimento do dólar. Além da procura por proteção, o metal mantém exposição à demanda industrial, especialmente em eletrônicos e tecnologias de energia.

A reversão das expectativas para os juros americanos provocou uma correção mais intensa no encerramento da semana. A prata tende a apresentar oscilações superiores às do ouro por combinar características de metal precioso e insumo industrial, o que ampliou a pressão sobre o ETF.

OURO11: -3,72%

O OURO11 apresentou a maior queda da relação, com recuo de 3,72% na semana e perda de 3,14% no último pregão. O ETF acompanha o Índice Futuro de Ouro da B3, diferentemente do GOLD11, cuja exposição está ligada ao preço internacional do metal.

A correção do ouro na reta final da semana pressionou as duas estratégias, mas a diferença nos índices de referência e nas estruturas de acompanhamento do metal contribuiu para resultados distintos. A mudança nas expectativas para os juros americanos reduziu a atratividade dos metais preciosos e interrompeu o movimento de busca por proteção observado no início do período.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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