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Semicondutores e tecnologia chinesa lideram ETFs no pregão de ontem, 31 de agosto

Créditos: Adobe Stock

 

Os ETFs de tecnologia apresentaram desempenho dividido no pregão de 31 de agosto. As estratégias ligadas a semicondutores, tecnologia chinesa e ações de maior beta do Nasdaq-100 terminaram em alta, enquanto os fundos concentrados nas grandes empresas de tecnologia tiveram resultados mais fracos.

Nos Estados Unidos, a retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã levou o petróleo Brent a subir 2,7% e elevou o rendimento do Treasury de dez anos para 4,75%. O ambiente pressionou as bolsas americanas, mas o comportamento das ações de tecnologia não foi uniforme. O S&P 500 caiu 0,33%, enquanto o Nasdaq-100 avançou 0,08%.

Entre as fabricantes de semicondutores, Nvidia subiu 1,53%, Micron avançou 2,55%, AMD ganhou 1,10% e Qualcomm teve alta de 3,83%. Na direção oposta, TSMC caiu 0,58%, Applied Materials perdeu 0,71% e Marvell recuou 2,29%. A valorização de empresas com participação relevante nas carteiras ajudou os ETFs de chips a superar os fundos mais amplos de tecnologia.

Na China, o ChiNext avançou 0,42% e fechou aos 3.438,68 pontos. O índice reúne empresas de crescimento negociadas na Bolsa de Shenzhen e serviu de referência para o desempenho positivo do TECX11.

No mercado doméstico, o dólar recuou 0,31%, para R$ 5,1797. A valorização do real reduziu o retorno dos ETFs internacionais com exposição à moeda americana, ajudando a explicar por que alguns fundos negociados na B3 ficaram abaixo dos respectivos índices estrangeiros.

CHIP11 (Investo): +0,34%

O CHIP11 liderou a relação com alta de 0,34%. O ETF oferece exposição a empresas de semicondutores e equipamentos relacionados por meio do SMH, fundo negociado nos Estados Unidos.

Nvidia representa 22,03% da carteira, seguida por TSMC, com 9,35%, Broadcom, com 6,74%, AMD, com 5,45%, e Micron, com 4,98%. As altas de Nvidia, Broadcom, AMD e Micron ofereceram suporte ao fundo e compensaram as perdas de TSMC, Applied Materials e parte das fabricantes de equipamentos.

A valorização do real limitou o retorno na B3, mas não impediu que o CHIP11 encerrasse o pregão na liderança entre os ETFs analisados.

TECX11 (Bradesco Asset): +0,31%

O TECX11 avançou 0,31%. O ETF acompanha empresas chinesas de crescimento negociadas no ChiNext, segmento da Bolsa de Shenzhen com forte presença de companhias ligadas à tecnologia, inovação e setores emergentes.

O ChiNext ganhou 0,42% e fechou aos 3.438,68 pontos, depois de iniciar a sessão com queda de 1,67%. A recuperação do índice ao longo do pregão sustentou o desempenho positivo do TECX11.

QQQQ11 (Buena Vista): +0,25%

O QQQQ11 subiu 0,25%. O ETF acompanha o Nasdaq-100 High Beta, índice que seleciona o quartil de ações do Nasdaq-100 com os maiores níveis de beta e, portanto, maior sensibilidade às oscilações do mercado.

A estratégia foi favorecida pelo avanço de empresas de crescimento e semicondutores. Nvidia, Amazon, Tesla e outras ações mais voláteis aparecem entre os componentes relevantes da carteira. O comportamento positivo de parte desses papéis ajudou o fundo a superar o NASD11, mesmo com a pressão cambial decorrente da valorização do real.

UTEC11 (XP Asset): +0,07%

O UTEC11 avançou 0,07%. O fundo acompanha o MSCI US Investable Market Information Technology 25/50, que reúne empresas americanas de grande, média e pequena capitalização classificadas no setor de tecnologia da informação.

A diversificação permitiu ao ETF capturar as altas observadas em empresas de semicondutores, mas a valorização do real reduziu o resultado convertido para reais. A combinação deixou o fundo próximo da estabilidade.

USTK11 (Investo): +0,04%

O USTK11 encerrou o pregão praticamente estável, com alta de 0,04%. O ETF investe no VGT, fundo da Vanguard que reúne mais de 300 empresas americanas de tecnologia.

Nvidia, Apple e Microsoft representam as maiores posições da carteira, seguidas por Broadcom, Micron e AMD. Os semicondutores respondem por 36,25% da composição, enquanto hardware, armazenamento e periféricos representam outros 20,42%.

As altas de Nvidia, Broadcom, Micron e AMD ofereceram suporte, mas a diversificação entre diferentes segmentos e a queda do dólar frente ao real limitaram o retorno na B3.

TECK11 (Itaú Asset): -0,74%

O TECK11 apresentou a maior queda da relação, com recuo de 0,74%. O ETF acompanha o NYSE FANG+, índice que reúne dez grandes empresas de tecnologia e consumo e distribui pesos iguais entre os componentes.

O NYSE FANG+ caiu 0,44% no pregão, de 18.820,94 para 18.738,95 pontos. O índice foi pressionado pelas quedas de Amazon, Alphabet, Microsoft, Meta e Apple, que recuaram 2,50%, 2,09%, 1,22%, 0,98% e 0,89%, respectivamente. As altas de Tesla e Nvidia compensaram apenas parte dessas perdas.

Como a carteira utiliza pesos iguais, as quedas de seus componentes têm influência semelhante sobre o resultado, sem a concentração por valor de mercado observada no Nasdaq-100. A desvalorização de 0,31% do dólar frente ao real acrescentou pressão ao TECK11 e ajudou a ampliar a diferença em relação ao índice de referência.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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