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Argentina e Brasil lideram enquanto ações globais e emergentes recuam

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Créditos: iStock

 

O desempenho mostrou uma divisão clara entre América Latina e mercados internacionais. O ARGE11 avançou 1,37% e o BOVA11 ganhou 1,28%. O DOLB11 ficou próximo da estabilidade, com queda de 0,08%. SPXR11, SPXI11, WRLD11, PKIN11 e IVWO11 registraram perdas entre 0,51% e 1,75%.

No Brasil, o Ibovespa subiu 1,42%, aos 188.269 pontos. Bancos e Petrobras lideraram o movimento, enquanto a queda de 1,10% da Vale limitou o avanço. O petróleo Brent superou US$ 107 por barril, favorecendo as produtoras de energia, enquanto o dólar recuou 0,19%, para aproximadamente R$ 5,10.

No exterior, o ambiente permaneceu menos favorável. O S&P 500 caiu 0,58%, em uma sessão marcada pela alta do petróleo, pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries e por novas preocupações com a inflação e os juros americanos. Na China, o CSI 300 recuou 0,53%, ampliando a pressão sobre as exposições asiáticas e emergentes.

ARGE11 (Investo): +1,37%

O ARGE11 liderou o grupo com alta de 1,37%. O ETF acompanha uma carteira de ADRs de empresas argentinas negociadas nos Estados Unidos, com concentração em energia, bancos, siderurgia, telecomunicações e materiais de construção.

As maiores posições eram YPF, com 19,91%, Grupo Financiero Galicia, com 16,86%, Ternium, com 13,69%, Pampa Energía, com 12,02%, e Banco Macro, com 7,99%. Essas cinco empresas representavam mais de 70% da carteira.

O mercado argentino também avançou. O S&P Merval subiu 1,53%, aos 3.157.852 pontos. A combinação de energia e bancos favoreceu o ETF, que possui exposição relevante aos dois setores.

O ARGE11 acumula alta de 2,23% na semana e de 2,47% no mês. No ano, recua 0,67%, enquanto o retorno em 12 meses permanece positivo em 52,41%.

BOVA11 (iShares): +1,28%

O BOVA11 avançou 1,28%, acompanhando a recuperação do mercado brasileiro. O retorno ficou próximo da alta de 1,42% do Ibovespa.

Os bancos estiveram entre os principais motores do pregão. Bradesco PN avançou 3,88%, Banco do Brasil ganhou 2,80% e Itaú Unibanco PN subiu 1,83%. O índice financeiro ganhou 2,33%, superando o mercado amplo.

A Petrobras também ofereceu suporte, com alta de 1,45% nas ações preferenciais, acompanhando o petróleo Brent acima de US$ 107. A Vale caiu 1,10% diante da fraqueza do minério de ferro e impediu um avanço ainda maior do índice.

O BOVA11 acumula alta de 1,80% na semana, 9,42% no mês, 17,22% no ano e 33,09% em 12 meses.

DOLB11 (BTG Pactual): -0,08%

O DOLB11 recuou 0,08% e ficou próximo da estabilidade. O dólar terminou o pregão em torno de R$ 5,10, com queda de 0,19% diante do real, apesar do fortalecimento da moeda americana no exterior.

A valorização do petróleo e a cautela internacional ofereceram suporte ao dólar, mas o fluxo para a Bolsa brasileira e a melhora da percepção sobre o ambiente doméstico favoreceram o real. Essa combinação limitou a variação do ETF.

O DOLB11 recua 0,45% na semana e 3,65% no ano. No mês, apresenta alta de 0,36%, enquanto a perda em 12 meses é de 0,91%.

SPXR11 (Itaú Asset): -0,51%

O SPXR11 caiu 0,51%. O fundo acompanha futuros do S&P 500 por meio de uma estrutura quanto em reais, reduzindo a influência direta da variação cambial sobre o retorno.

O S&P 500 encerrou a sessão em queda de 0,58%, aos 7.592 pontos. A alta do petróleo e o avanço dos rendimentos dos Treasuries aumentaram a preocupação com a inflação, enquanto os dados de preços ao produtor reforçaram a expectativa de juros americanos mais elevados.

Como a estrutura quanto procura isolar o desempenho do mercado acionário americano, a queda do SPXR11 ficou próxima da perda do índice. O retorno também superou o do SPXI11, que sofreu pressão adicional do câmbio.

O SPXR11 recua 1,12% na semana e 1,22% no mês. Apesar da queda recente, acumula alta de 17,36% no ano e de 27,31% em 12 meses.

SPXI11 (Itaú Asset): -0,75%

O SPXI11 recuou 0,75%. Assim como o SPXR11, o fundo acompanha o mercado de grandes empresas dos Estados Unidos, mas incorpora o efeito da variação do dólar diante do real.

A queda de 0,58% do S&P 500 foi combinada à desvalorização do dólar no mercado brasileiro. Esse efeito ajuda a explicar por que o SPXI11 perdeu 0,24 ponto percentual a mais que o SPXR11.

A diferença entre os dois fundos ilustra o impacto da moeda. A estrutura quanto do SPXR11 concentrou o resultado na oscilação do índice americano, enquanto o SPXI11 também refletiu a queda do dólar diante do real.

O SPXI11 recua 2,17% na semana e 2,21% no mês. No ano, avança 2,99%, com ganho de 10,16% em 12 meses.

WRLD11 (Investo): -0,95%

O WRLD11 caiu 0,95%. O fundo replica no Brasil o Vanguard Total World Stock ETF, conhecido pelo ticker VT, e oferece exposição a aproximadamente 10 mil empresas de mercados desenvolvidos e emergentes.

Os Estados Unidos representavam 62,04% da carteira, seguidos por Japão, Reino Unido, Taiwan, Canadá e China. Entre as maiores posições estavam Nvidia, Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet, Broadcom, Taiwan Semiconductor e Meta Platforms.

A forte participação americana transmitiu ao fundo a queda do S&P 500. As perdas em outros mercados desenvolvidos e a fraqueza das ações chinesas ampliaram a pressão, enquanto a valorização do real reduziu o retorno das posições internacionais quando convertido para a moeda brasileira.

O WRLD11 recua 2,34% na semana e 1,71% no mês. O ETF ainda acumula alta de 4,40% no ano e de 11,27% em 12 meses.

PKIN11 (Bradesco Asset): -1,24%

O PKIN11 recuou 1,24%. O fundo oferece exposição às grandes empresas chinesas que integram o CSI 300, índice formado por ações negociadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen.

O CSI 300 caiu 0,53%, de 4.572,60 para 4.548,39 pontos. Os futuros do índice com vencimento trimestral seguinte também recuaram, de 4.397,60 para 4.378,80 pontos.

A queda das ações chinesas foi ampliada na cota local pela diferença entre o horário de negociação da China e o período de formação do preço na B3. O resultado também refletiu a estrutura específica do fundo e eventuais diferenças entre a cota negociada e o valor patrimonial.

O PKIN11 recua 1,90% na semana, 3,85% no mês e 7,38% no ano. Em 12 meses, ainda apresenta alta de 0,63%.

IVWO11 (Investo): -1,75%

O IVWO11 apresentou a maior queda do grupo, com perda de 1,75%. O fundo replica no Brasil o Vanguard FTSE Emerging Markets ETF, negociado nos Estados Unidos sob o ticker VWO, e reúne cerca de 6 mil empresas de mais de 20 economias emergentes.

Taiwan representava 30,80% da carteira, China 27,60% e Índia 17,00%. Entre as maiores posições estavam Taiwan Semiconductor, com 14,93%, Tencent, com 3,18%, Alibaba, com 2,32%, e MediaTek, com 1,30%.

A soma de Taiwan e China correspondia a 58,40% da exposição geográfica. A queda do mercado chinês, combinada à pressão sobre ações internacionais de tecnologia e à valorização do real, levou o ETF à última posição do ranking.

O IVWO11 recua 2,96% na semana e 0,79% no mês. As janelas anual e de 12 meses ainda não estavam preenchidas na base.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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