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Agosto marca rotação para Solana, metaverso e Web3 nos ETFs de cripto

Créditos: Dreamtime

 

Os ETFs de criptoativos negociados na B3 encerraram agosto com altas expressivas. Os melhores resultados ficaram concentrados nas estratégias ligadas à Solana, ao metaverso e às plataformas de contratos inteligentes, enquanto Bitcoin e as carteiras diversificadas apresentaram avanços mais moderados. Todos os fundos analisados terminaram o mês no campo positivo.

A recuperação ganhou força na segunda metade de agosto, quando o Tesouro dos Estados Unidos decidiu ampliar as recompras de títulos de longo prazo. A medida reduziu os rendimentos dos Treasuries, enfraqueceu o dólar e favoreceu a procura por ativos de risco. O movimento também foi acompanhado por entradas relevantes nos ETFs americanos de criptoativos.

O Bitcoin avançou aproximadamente 24% no mês, saindo da faixa dos US$ 60 mil e superando temporariamente os US$ 80 mil. Ethereum, XRP e Solana apresentaram movimentos ainda mais fortes, indicando uma rotação para além da maior criptomoeda do mercado.

A demanda institucional teve papel importante nessa recuperação. Os ETFs americanos de Bitcoin registraram mais de US$ 3 bilhões em entradas durante uma sequência de nove pregões, enquanto os fundos de Ethereum receberam cerca de US$ 1,5 bilhão em duas semanas. Produtos ligados a Solana, XRP e Hyperliquid também acumularam entradas, ampliando a procura por diferentes segmentos do mercado.

O resultado dos ETFs brasileiros também foi influenciado pela valorização do dólar diante do real ao longo de agosto. Como esses fundos oferecem exposição a ativos negociados internacionalmente, o movimento cambial acrescentou retorno positivo quando as posições foram convertidas para a moeda brasileira.

 

SOLH11 (Hashdex): +46,27%

O SOLH11 apresentou o maior retorno de agosto, com valorização de 46,27%. O ETF oferece exposição concentrada à Solana e acompanha o Nasdaq Solana Reference Price Index.

A Solana avançou cerca de 40% no mês, favorecida pela combinação entre entradas em ETFs, expansão da atividade na rede e mudanças propostas para sua economia. Os ETFs americanos ligados ao ativo acumularam sucessivos ingressos e alcançaram aproximadamente US$ 1,22 bilhão em entradas desde o lançamento.

A rede também registrou expansão nas transações, no mercado de stablecoins e na tokenização de ativos. Paralelamente, propostas submetidas à governança buscaram acelerar a redução da emissão de SOL e ampliar a queima de tokens. A expectativa de menor crescimento da oferta acrescentou um catalisador próprio à valorização.

A atualização Agave 4.2 reduziu os custos de armazenamento e ampliou o tamanho permitido das transações, melhorando as condições para aplicações de DeFi e jogos. Esses avanços reforçaram a percepção de evolução da infraestrutura da rede durante o mês.

META11 (Hashdex): +42,00%

O META11 registrou a segunda maior alta, com avanço de 42,00%. O ETF acompanha uma carteira de tokens ligados à cultura digital, abrangendo metaverso, jogos, NFTs e entretenimento.

O desempenho refletiu a rotação para ativos de menor capitalização e maior volatilidade. Depois da recuperação de Bitcoin, Ethereum e Solana, o aumento do apetite por risco alcançou segmentos temáticos do mercado, ampliando a procura por tokens associados a jogos, infraestrutura digital e economias virtuais.

O fundo também se beneficiou da valorização de projetos relacionados a ambientes digitais e infraestrutura computacional, incluindo tokens de plataformas de entretenimento, criação de conteúdo e processamento gráfico. A natureza temática da carteira ampliou sua sensibilidade à recuperação do mercado.

WEB311 (Hashdex): +36,78%

O WEB311 avançou 36,78% em agosto. O fundo acompanha uma cesta de plataformas de contratos inteligentes e mantém participações relevantes em Ethereum, Solana e Hyperliquid.

No fim de agosto, Ethereum representava aproximadamente 25,5% da carteira, Solana respondia por 25% e Hyperliquid por 23,2%. Cardano aparecia em seguida, com cerca de 10,6%.

Essa composição permitiu ao ETF capturar simultaneamente a valorização de três dos principais destaques do período. A Solana foi a líder entre os grandes criptoativos, o Ethereum recebeu entradas institucionais relevantes e o Hyperliquid ganhou visibilidade após notícias relacionadas à possibilidade de ampliar sua presença no mercado americano.

A diversificação entre plataformas de contratos inteligentes também explica por que o WEB311 ficou abaixo do SOLH11, mas superou os ETFs concentrados em Ethereum, XRP e Bitcoin.

ETHE11 (Hashdex): +36,10%

O ETHE11 avançou 36,10% em agosto. O fundo oferece exposição concentrada ao Ethereum e acompanhou a recuperação do segundo maior criptoativo por valor de mercado.

Os ETFs americanos de Ethereum receberam US$ 697 milhões em uma única semana, revertendo as saídas observadas no período anterior. Uma sequência de nove sessões positivas acumulou cerca de US$ 1,42 bilhão em entradas.

A oferta disponível para negociação também ficou mais restrita. Aproximadamente 42 milhões de ETH estavam bloqueados em staking, enquanto o saldo mantido em corretoras havia recuado cerca de 15% desde o início de junho. A combinação entre demanda dos ETFs e menor disponibilidade imediata ampliou o impacto das compras sobre o preço.

A discussão sobre fundos com staking também ganhou espaço. Produtos que incorporam as recompensas da validação passaram a atrair recursos, enquanto novas propostas buscaram ampliar o uso dessa funcionalidade nos ETFs americanos.

QDFI11 (QR Asset): +32,05%

O QDFI11 acumulou valorização de 32,05% em agosto. O ETF acompanha o Bloomberg Galaxy DeFi Index, formado por protocolos e aplicações de finanças descentralizadas.

Entre os componentes do índice estão Hyperliquid, Uniswap, Sky, Aave, Ondo e DeXe. A exposição relevante ao Hyperliquid favoreceu o fundo, uma vez que o token apresentou forte valorização após notícias envolvendo sua possível entrada no mercado americano dentro de uma estrutura regulada.

O movimento também foi sustentado pela recuperação geral dos protocolos de negociação, crédito e provisão de liquidez. O avanço de Ethereum e Solana beneficiou as aplicações construídas sobre essas redes, ampliando o interesse pelos tokens de governança e infraestrutura do segmento.

XRPH11 (Hashdex): +31,03%

O XRPH11 avançou 31,03% em agosto. O fundo mantém exposição concentrada ao XRP e busca acompanhar o Nasdaq XRP Reference Price Index.

Os ETFs americanos ligados ao XRP receberam US$ 39,78 milhões em uma única semana, melhor resultado desde maio, e completaram seis semanas consecutivas de entradas. O volume negociado por esses produtos também alcançou um recorde semanal.

O XRP também foi favorecido pelo movimento mais amplo de rotação para altcoins. A melhora da perspectiva regulatória para o mercado de criptoativos nos Estados Unidos e a expansão dos veículos institucionais ampliaram a procura pelo ativo ao longo do mês.

HASH11 (Hashdex): +28,54%

O HASH11 subiu 28,54% em agosto. O ETF acompanha uma cesta diversificada de criptoativos e combina posições em Bitcoin, Ethereum e outras redes relevantes.

A estratégia participou da recuperação generalizada do mercado, recebendo contribuições das altas de Bitcoin, Ethereum, Solana e XRP. A diversificação, porém, reduziu a participação do fundo na valorização mais acentuada da Solana e dos segmentos temáticos.

O resultado ficou próximo ao retorno do mercado amplo de criptoativos, posicionando o HASH11 entre os ETFs concentrados nos maiores tokens e as estratégias mais voláteis de Web3, metaverso e DeFi.

DEFI11 (Hashdex): +28,40%

O DEFI11 avançou 28,40% no mês. O fundo acompanha tokens de aplicativos e protocolos que formam o ecossistema de finanças descentralizadas.

A valorização refletiu a retomada de ativos ligados a negociação descentralizada, crédito, staking e provisão de liquidez. A recuperação de Ethereum e Solana melhorou o ambiente para protocolos construídos sobre essas redes.

O desempenho ficou abaixo do QDFI11 porque as duas estratégias utilizam índices diferentes. O peso do Hyperliquid no Bloomberg Galaxy DeFi Index favoreceu o fundo da QR Asset, enquanto o DEFI11 seguiu uma carteira e uma metodologia próprias.

BITH11 (Hashdex): +27,40%

O BITH11 acumulou alta de 27,40% em agosto. O ETF oferece exposição concentrada ao Bitcoin e acompanhou a recuperação da criptomoeda durante a segunda metade do mês.

O Bitcoin avançou aproximadamente 24% no período e chegou a superar US$ 80 mil. A recuperação foi apoiada pelas recompras de títulos anunciadas pelo Tesouro americano, pelo enfraquecimento do dólar e pela retomada das entradas nos ETFs à vista.

Em uma única sessão, os ETFs americanos de Bitcoin receberam mais de US$ 517 milhões. Posteriormente, uma sequência de nove pregões positivos acumulou aproximadamente US$ 3,04 bilhões em entradas, embora o movimento tenha sido interrompido no encerramento do mês.

O retorno inferior ao de Solana, Ethereum e XRP mostra que a recuperação de agosto teve uma participação relevante das altcoins, que apresentaram maior sensibilidade à melhora da liquidez e do apetite por risco.

FOMO11 (Hashdex): +18,00%

O FOMO11 apresentou a menor alta da relação, com valorização de 18,00%. O fundo seleciona 12 dos principais criptoativos por capitalização de mercado e combina o fator de momentum com um modelo de paridade de risco.

A estratégia utiliza rebalanceamento mensal e ajusta os pesos de acordo com o desempenho e o risco dos ativos. Esse processo busca evitar concentração excessiva nos componentes mais voláteis, mas pode limitar a participação em movimentos rápidos e concentrados como a alta da Solana.

O resultado positivo mostra que o fundo participou da recuperação do mercado, porém com menor intensidade que os ETFs monoativos e as carteiras temáticas. A metodologia de controle de risco reduziu a exposição relativa aos tokens que apresentaram as maiores valorizações.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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