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BBSD11 e CMDB11 lideram as altas dos ETFs em 1º de setembro

Créditos: Magnific

 

Os ETFs de ações brasileiras dominaram as dez maiores altas do pregão de 1º de setembro. O movimento acompanhou o avanço de 1,30% do Ibovespa, que encerrou a sessão aos 179.722 pontos e completou uma sequência de dez pregões positivos.

A valorização foi disseminada, com 63 dos 78 componentes do índice no campo positivo. Petrobras, bancos, utilities e empresas de saúde estiveram entre os principais vetores da sessão, enquanto 26 ações do Ibovespa avançaram mais de 2%.

O petróleo teve papel central. O Brent subiu quase 5% e superou US$ 94 por barril diante da escalada das tensões no Oriente Médio. A valorização da commodity impulsionou Petrobras e outras produtoras, favorecendo diretamente os ETFs com exposição relevante a petróleo, energia e matérias-primas.

O cenário doméstico também contribuiu. O PIB brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre, com a expansão concentrada na agropecuária e sinais de perda de ritmo nos setores mais ligados à demanda interna. A leitura reforçou a expectativa de novos cortes da Selic e levou as taxas dos contratos de DI a recuar em todos os vencimentos.

Nesse ambiente, BBSD11 e CMDB11 superaram 2%, enquanto fundos ligados a fundamentos, governança, dividendos, diversidade e ao mercado amplo de ações também apareceram entre os destaques. DEFI11 e XRPH11 foram as duas exceções ligadas aos criptoativos.

 

BBSD11 (BB Asset): +2,35%

O BBSD11 liderou as altas com valorização de 2,35%. O ETF acompanha o S&P Dividendos Brasil, índice formado por 30 ações selecionadas pela consistência na distribuição de dividendos.

A carteira combinava empresas financeiras, utilities, saúde, construção e indústria. BB Seguridade tinha peso de 6,19%, seguida por Direcional, Marcopolo, Cyrela, Cemig, Cury, Rede D’Or, ABC Brasil e Itaúsa.

A alta disseminada entre bancos, utilities e empresas de saúde favoreceu diferentes blocos do portfólio. A queda dos juros futuros também beneficiou construtoras como Direcional, Cyrela e Cury, cujas atividades são sensíveis às condições de crédito e financiamento.

CMDB11 (BTG Asset): +2,09%

O CMDB11 avançou 2,09%, apoiado diretamente pela alta do petróleo e das empresas brasileiras de commodities. O ETF reúne produtoras de petróleo, mineração, siderurgia, papel e celulose, proteínas, açúcar, etanol e produtos agrícolas.

Vale representava 17,88% da carteira, seguida por PRIO, com 14,88%. Petrobras PN e ON somavam 21,48%, enquanto Gerdau, Suzano, Klabin, MBRF, CSN Mineração e Metalúrgica Gerdau também apareciam entre as maiores posições.

Petrobras subiu mais de 4% e Brava Energia avançou 5,08%, acompanhando a disparada do petróleo. Vale também encerrou o pregão em alta, acrescentando a contribuição da mineração ao resultado.

A concentração em petróleo, mineração e metalurgia permitiu ao CMDB11 capturar os principais movimentos positivos da sessão e superar o Ibovespa em 0,79 ponto percentual.

DEFI11 (Hashdex): +1,84%

O DEFI11 ganhou 1,84% e foi o ETF de criptoativos mais bem colocado no ranking. O fundo acompanha uma cesta de protocolos e aplicações de finanças descentralizadas.

Uniswap, maior posição do ETF, com peso de 16,30%, avançou 10,7%. Curve, que correspondia a 3,06% da carteira, subiu 14,76%, enquanto Arbitrum, com participação de 0,77%, ganhou 27,2%.

A alta do Uniswap foi ampliada pela liquidação de posições vendidas próximas de US$ 5. Arbitrum recebeu suporte do crescimento da atividade ligada à Robinhood Chain e da expansão de ativos do mundo real em seu ecossistema. Curve acompanhou a rotação compradora para o segmento de DeFi.

Os três tokens somavam 20,13% da carteira e sustentaram a valorização do DEFI11 em uma sessão negativa para Bitcoin, Ethereum e Solana.

AUVP11 (BTG Asset): +1,80%

O AUVP11 avançou 1,80%, favorecido pela concentração em Petrobras e instituições financeiras. O ETF seleciona empresas brasileiras com base em lucratividade recorrente, rentabilidade operacional, eficiência e controle de endividamento.

Petrobras PN representava 14,73% da carteira e Petrobras ON, 12,98%. As duas posições somavam 27,71% do fundo e capturaram diretamente a alta superior a 4% das ações da companhia.

Itaú Unibanco, Bradesco, Itaúsa, B3 e BTG Pactual também ocupavam posições relevantes. O avanço do setor financeiro acrescentou um segundo vetor positivo ao desempenho.

A exposição combinada a petróleo e bancos colocou o AUVP11 entre os principais beneficiários da composição setorial da alta brasileira.

GOVE11 (Itaú Asset): +1,79%

O GOVE11 subiu 1,79%. O ETF acompanha o Índice de Governança Corporativa Trade, formado por empresas listadas nos segmentos diferenciados de governança da B3 e selecionadas também por critérios de liquidez.

Vale era a maior posição, com 12,13%, seguida por Itaú Unibanco, com 8,55%. Petrobras PN e ON somavam 13,48%, enquanto Axia Energia, Sabesp, Bradesco, Itaúsa, B3, WEG, Embraer e Banco do Brasil também tinham presença relevante.

A carteira reunia os principais vetores do pregão: petróleo, bancos, mineração e utilities. Serviços financeiros, energia e serviços públicos representavam quase 59% da exposição setorial.

Essa combinação permitiu ao GOVE11 superar o Ibovespa em 0,49 ponto percentual, apesar de sua carteira ampla e diversificada.

XRPH11 (Hashdex): +1,63%

O XRPH11 avançou 1,63% e foi o segundo ETF de criptoativos entre as maiores altas do pregão. O produto oferece exposição direta ao XRP.

Os ETFs americanos ligados ao ativo receberam US$ 14,38 milhões líquidos na sessão, superando as captações registradas pelos produtos de Ethereum e Solana. O fluxo acumulado desses ETFs alcançou aproximadamente US$ 1,68 bilhão.

O retorno do XRPH11 também refletiu sua janela de apuração. O XRP continuou sendo negociado após o fechamento da B3, enquanto a variação do ETF brasileiro incorporou o preço do ativo dentro do período utilizado pelo fundo.

A demanda institucional e a dinâmica de precificação sustentaram o único ETF monoativo de criptomoeda entre as dez maiores altas.

BBOV11 (BB Asset): +1,60%

O BBOV11 ganhou 1,60% e acompanhou a valorização do mercado acionário brasileiro. O fundo replica o Ibovespa e oferece exposição às empresas de maior representatividade e liquidez da B3.

O índice avançou sustentado por Petrobras, grandes bancos, Vale e utilities. Petrobras recebeu o impulso mais forte da alta do petróleo, enquanto o Banco do Brasil liderou os ganhos entre as principais instituições financeiras, com avanço superior a 3%.

A amplitude do movimento também fortaleceu a carteira. Sessenta e três dos 78 componentes do Ibovespa fecharam em alta, reduzindo a dependência em relação a um único setor.

O BBOV11 superou a variação de 1,30% do índice em 0,30 ponto percentual, refletindo a dinâmica de negociação da cota e a aderência ao benchmark.

CAPE11 (BlackRock): +1,55%

O CAPE11 avançou 1,55%. O ETF acompanha o Bovespa BR+ Cap 5%, que limita a participação por emissor e inclui BDRs de empresas brasileiras listadas no exterior.

A carteira combinava Mercado Livre, Nu Holdings, Itaú Unibanco, Vale, Axia Energia, Sabesp, Bradesco, Itaúsa, B3 e WEG entre as maiores posições. Petrobras, Banco do Brasil, BTG Pactual e PRIO também integravam o fundo.

A limitação de 5% por emissor reduziu a concentração em Petrobras em comparação com o Ibovespa e o AUVP11. Ainda assim, o avanço de bancos, mineração, energia e utilities alcançou várias das principais posições.

A carteira mais equilibrada permitiu ao CAPE11 superar o Ibovespa sem depender de uma exposição dominante às petroleiras.

NSDV11 (Nu Asset): +1,53%

O NSDV11 avançou 1,53%, apoiado por uma carteira concentrada em empresas com histórico consistente de dividendos. O ETF reunia principalmente utilities, instituições financeiras, materiais básicos e petróleo.

BB Seguridade, CSN Mineração, Copasa, Taesa, Metalúrgica Gerdau, Vale, Petrobras, Itaúsa, Banco do Brasil, Bradesco, Cemig e CPFL Energia estavam entre as principais posições.

A alta de Petrobras e dos bancos foi reforçada pelo avanço das empresas de serviços públicos. A queda dos juros futuros também favoreceu companhias sensíveis ao custo de capital e à busca por fluxos de caixa mais previsíveis.

O alinhamento entre a composição do fundo e os setores que lideraram a Bolsa levou o NSDV11 a superar o Ibovespa em 0,23 ponto percentual.

DVER11 (BB Asset): +1,50%

O DVER11 completou o ranking com alta de 1,50%. O ETF replica o IDIVERSA B3, índice que reúne empresas de diferentes setores com destaque no Score Diversidade desenvolvido pela B3.

Banco do Brasil era a maior posição, com 3,77%, seguido por Ultrapar, Copasa, BB Seguridade, Rede D’Or, Ambev, B3, Totvs, Itaúsa e Energisa.

A composição diversificada capturou o avanço de bancos, utilities e empresas de saúde, três dos segmentos que sustentaram a alta do mercado brasileiro. Banco do Brasil, Copasa, BB Seguridade, Rede D’Or e Energisa deram exposição direta a esses vetores.

O DVER11 superou o Ibovespa em 0,20 ponto percentual e encerrou a lista com uma valorização apoiada por diferentes setores da Bolsa.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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