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ETFs de ações high beta e baixa volatilidade avançam juntos em pregão estável na B3

Créditos: Magnific

 

Os ETFs de fatores e estilos apresentaram baixa dispersão na maior parte do pregão de 3 de setembro. HIGH11 liderou com alta de 0,43%, seguido de perto por LVOL11, com 0,42%. AUVP11 avançou 0,27%, NSDV11 ganhou 0,18% e BMMT11 ficou praticamente estável, com alta de 0,04%. DIVO11 recuou 0,09% e QLBR11 caiu 0,47%.

O Ibovespa encerrou a sessão com leve queda de 0,01%, aos 185.188 pontos, interrompendo uma sequência de 11 altas consecutivas. O índice chegou a avançar 1,99% durante o dia e alcançou 188.892 pontos, mas perdeu força com a realização dos ganhos recentes.

Vale caiu 2,91%, enquanto Petrobras ON recuou 1,79% e Petrobras PN perdeu 1,33%. A pressão dessas grandes posições foi compensada parcialmente pela continuidade da alta dos bancos. O Índice Financeiro avançou 0,87%, e Itaú PN ganhou 1,28%.

A dispersão entre as ações permaneceu elevada. Hapvida avançou 6,70%, enquanto CSN ganhou 6,69% após o anúncio da saída de Benjamin Steinbruch do cargo de diretor-presidente. Esse ambiente favoreceu estratégias capazes de capturar movimentos específicos fora das maiores posições do Ibovespa.

O dólar comercial apresentou variação limitada e fechou em queda de 0,08%, a R$ 5,1045. A estabilidade do câmbio reduziu a influência da moeda sobre a sessão e manteve o foco nas diferenças entre setores, empresas e fatores de seleção.

 

HIGH11 (Nu Asset): +0,43%

O HIGH11 liderou o grupo com retorno de 0,43%. O ETF acompanha uma estratégia formada por ações de maior beta dentro do universo do Ibovespa, ampliando a exposição às empresas que historicamente respondem com mais intensidade às oscilações do mercado.

A liderança ocorreu mesmo com o Ibovespa próximo da estabilidade. O mercado abriu espaço para movimentos relevantes abaixo da superfície, com Hapvida e CSN avançando aproximadamente 6,7%, enquanto Vale e Petrobras recuaram. Essa dispersão permitiu que uma carteira orientada por sensibilidade ao mercado superasse o índice amplo.

O fundo acumula alta de 8,93% na semana, a maior valorização entre os produtos do grupo. O desempenho permanece negativo nas janelas mais longas, com recuo de 10,14% no ano e de 11,11% em 12 meses, confirmando a intensidade das oscilações da estratégia em diferentes períodos.

O comportamento diário reforça uma característica central do alto beta: a estratégia pode avançar mesmo em uma sessão estável quando parte das ações mais sensíveis mantém valorizações expressivas. Essa mesma exposição também amplia o risco em períodos de queda disseminada.

LVOL11 (Nu Asset): +0,42%

O LVOL11 avançou 0,42%, apenas 0,01 ponto percentual abaixo do HIGH11. O ETF segue uma estratégia de baixa volatilidade, direcionada a ações com oscilações historicamente mais contidas dentro do universo do Ibovespa.

A proximidade entre HIGH11 e LVOL11 chama atenção porque os fundos representam fatores opostos. No pregão, porém, a valorização não ficou restrita a um único perfil. Empresas mais sensíveis avançaram, enquanto companhias de comportamento defensivo também encontraram suporte em uma sessão marcada pela estabilidade do índice e pela realização concentrada nas maiores ações de commodities.

A menor dependência de Vale e Petrobras favoreceu estratégias que distribuíam a exposição por outros setores. As duas empresas pressionaram o Ibovespa, enquanto os bancos mantiveram desempenho positivo e Itaú PN avançou 1,28%.

O fundo acumula alta de 10,87% no ano e de 29,07% em 12 meses. O desempenho permanece significativamente acima do HIGH11 nessas duas janelas, mostrando como os fatores de alto beta e baixa volatilidade chegaram ao pregão a partir de trajetórias muito diferentes.

AUVP11 (BTG Asset): +0,27%

O AUVP11 ganhou 0,27%. O ETF utiliza uma abordagem baseada em fundamentos para selecionar ações brasileiras, combinando critérios quantitativos dentro de uma carteira diversificada.

O desempenho positivo ocorreu em uma sessão na qual a seleção de empresas foi mais importante do que a direção do índice. Vale e Petrobras pressionaram o mercado, mas bancos e ações com catalisadores próprios permaneceram no campo positivo.

Essa dispersão beneficiou uma estratégia que não depende exclusivamente das maiores posições do Ibovespa. O Índice Financeiro avançou 0,87%, enquanto Itaú PN ganhou 1,28%. Hapvida e CSN também registraram altas próximas de 6,7%.

O fundo acumula alta de 6,71% na semana, 4,09% no mês, 13,28% no ano e 29,88% em 12 meses. O desempenho em 12 meses é o mais elevado entre os ETFs do recorte.

NSDV11 (Nu Asset): +0,18%

O NSDV11 avançou 0,18%. A estratégia seleciona ações do universo do Ibovespa a partir de características associadas à distribuição de dividendos.

O desempenho recebeu apoio dos bancos, que mantiveram o movimento positivo da sessão anterior. O Índice Financeiro subiu 0,87%, e Itaú PN avançou 1,28%, compensando parcialmente as quedas de Vale e Petrobras.

Setores como bancos, energia elétrica, saneamento e petróleo possuem presença recorrente em estratégias de dividendos devido à geração de caixa e às políticas de distribuição. No pregão, entretanto, o comportamento foi dividido: bancos avançaram, enquanto Petrobras realizou parte dos ganhos acumulados em cinco sessões consecutivas de alta.

O fundo acumula alta de 5,29% na semana, 10,80% no ano e 28,21% em 12 meses. O desempenho permanece positivo mesmo com a contribuição negativa das ações de petróleo na sessão.

BMMT11 (Bradesco Asset): +0,04%

O BMMT11 terminou próximo da estabilidade, com alta de 0,04%. O ETF acompanha uma estratégia de momentum, direcionada a ações que apresentam tendências de preços relativamente mais fortes.

O resultado refletiu a reversão parcial dos movimentos recentes. O Ibovespa chegou a avançar quase 2% durante a sessão, mas devolveu os ganhos e encerrou praticamente estável. Vale e Petrobras, importantes participantes da valorização anterior, passaram por realização.

Essa mudança de direção reduziu a uniformidade das tendências. Algumas ações mantiveram força, como Hapvida e CSN, enquanto companhias que haviam avançado nos pregões anteriores passaram ao campo negativo.

O fundo acumula alta de 5,73% na semana, refletindo a valorização dos ativos brasileiros nos pregões anteriores. O retorno chega a 9,98% no ano e 23,90% em 12 meses.

DIVO11 (Itaú Asset): -0,09%

O DIVO11 recuou 0,09%. O ETF acompanha o Índice Dividendos e reúne empresas que se destacam pela remuneração aos acionistas.

A carteira enfrentou forças opostas. Os bancos avançaram, mas Vale e Petrobras registraram quedas expressivas. Petrobras PN perdeu 1,33% e a ação ordinária recuou 1,79%, após cinco sessões consecutivas de valorização. Vale caiu 2,91%.

A pressão das companhias de commodities foi suficiente para manter o DIVO11 ligeiramente abaixo da estabilidade, apesar da contribuição positiva do setor financeiro.

O fundo acumula alta de 5,85% na semana, 13,28% no ano e 28,99% em 12 meses. O desempenho permanece próximo ao do LVOL11 na janela de 12 meses e acima dos retornos de NSDV11 e BMMT11.

QLBR11 (BTG Asset): -0,47%

O QLBR11 apresentou a maior queda do grupo, com recuo de 0,47%. O ETF segue uma estratégia multifatorial de qualidade, voltada a empresas brasileiras selecionadas a partir de características financeiras e operacionais.

O retorno ficou abaixo dos demais fatores em uma sessão na qual as grandes empresas de commodities recuaram. Vale caiu 2,91% e Petrobras perdeu entre 1,33% e 1,79%, reduzindo a contribuição das grandes companhias para carteiras diversificadas.

A queda também evidencia que o fator qualidade não funciona necessariamente como proteção diária. Uma estratégia multifatorial depende das empresas selecionadas, de seus pesos e da interação entre os critérios utilizados na construção da carteira.

Apesar da perda diária, o fundo acumula alta de 5,85% na semana e de 5,98% no mês, o maior retorno mensal entre os ETFs do recorte. O desempenho no ano permanece positivo, em 4,97%.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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