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Payroll forte sustenta dólar e amplia dispersão entre ETFs brasileiros no pregão de sexta

Créditos: Magnific

 

A semana foi marcada por uma valorização de 5,4% do Ibovespa, apoiada pelo retorno do capital estrangeiro e pela repercussão do cenário eleitoral brasileiro. O índice acumulou seu segundo melhor desempenho semanal do ano, mesmo após perder força nas duas últimas sessões. Os primeiros pregões de setembro registraram entrada líquida de R$ 2,2 bilhões de investidores estrangeiros na Bolsa.

Na sexta-feira, o cenário externo trouxe pressão adicional. Os Estados Unidos criaram 162 mil vagas fora do setor agrícola em agosto, quase três vezes a projeção de 55 mil. A taxa de desemprego permaneceu em 4,1%, enquanto a renda do trabalho cresceu 0,3% no mês.

O payroll reforçou a perspectiva de uma política monetária mais restritiva pelo Federal Reserve. Os rendimentos dos Treasuries avançaram, e o título americano de dez anos alcançou 4,778% ao ano, o maior nível desde janeiro de 2025. Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,5%, o S&P 500 recuou 0,4% e o Nasdaq perdeu 0,3%.

O dólar comercial respondeu ao aumento dos juros americanos e fechou em alta de 0,5%, a R$ 5,13. A valorização da moeda favoreceu o DOLB11 e acrescentou suporte cambial às empresas brasileiras com receitas internacionais.

Na B3, o Ibovespa oscilou entre 183.252 e 186.545 pontos e fechou praticamente estável, aos 185.147 pontos. A reação das empresas domésticas e de parte dos bancos compensou a pressão externa e a queda da Petrobras, que acompanhou o recuo do petróleo.

 

MATB11 (Itaú Asset): +0,54%

O MATB11 liderou o grupo com alta de 0,54%. O ETF acompanha empresas brasileiras do setor de materiais básicos, incluindo companhias ligadas à mineração, siderurgia, papel e celulose e outros segmentos industriais.

A valorização do minério de ferro na China apoiou as ações da Vale durante parte da sessão. A mineradora chegou a avançar 1,01% no decorrer do pregão, oferecendo suporte ao Ibovespa em um ambiente externo desfavorável.

O movimento também representou uma recuperação parcial após a queda de 2,91% registrada pela Vale na sessão anterior. A presença de empresas ligadas à mineração e à siderurgia permitiu que o MATB11 encerrasse no campo positivo e superasse os demais ETFs do recorte.

A dispersão dentro do setor de materiais limitou uma alta mais intensa. Gerdau avançou durante parte do pregão, enquanto Usiminas ficou entre as maiores perdas. A combinação entre o suporte da Vale e o comportamento desigual das siderúrgicas resultou em uma valorização moderada para o ETF.

O fundo acumula alta de 4,78% na semana, 4,73% no mês, 9,65% no ano e 28,50% em 12 meses. O desempenho permanece positivo em todos os horizontes apresentados.

DOLB11 (BTG Asset): +0,47%

O DOLB11 avançou 0,47%, acompanhando a valorização do dólar frente ao real. O ETF ficou em segundo lugar no recorte, apenas 0,07 ponto percentual abaixo do MATB11.

O dólar comercial fechou em alta de 0,5%, a R$ 5,13. A moeda ganhou força depois que o payroll mostrou a criação de 162 mil vagas nos Estados Unidos, resultado muito superior às estimativas.

A expansão do emprego reforçou as expectativas de juros americanos elevados por mais tempo. Esse movimento aumentou a atratividade dos ativos denominados em dólar, elevou os rendimentos dos Treasuries e pressionou o real.

O fundo acumula queda de 1,21% na semana, mas registra alta de 0,52% no mês. O desempenho permanece negativo em 3,21% no ano e em 1,15% nos últimos 12 meses.

FIND11 (Itaú Asset): +0,36% e BNKS11 (Investo): +0,22%

FIND11 e BNKS11 avançaram 0,36% e 0,22%, respectivamente. Os dois ETFs oferecem exposição ao setor financeiro, embora o FIND11 acompanhe um universo mais amplo e o BNKS11 seja mais concentrado em bancos.

As ações bancárias apresentaram desempenho dividido. Banco do Brasil recuou, enquanto outras instituições avançaram durante parte do pregão. As units do BTG Pactual chegaram a subir 0,85%, contribuindo para a resistência do setor financeiro.

A valorização ocorreu mesmo com a pressão inicial exercida pelo payroll. O cenário eleitoral e a entrada recente de capital estrangeiro continuaram apoiando os ativos brasileiros, enquanto a queda dos juros futuros domésticos beneficiou empresas sensíveis às condições financeiras locais.

O FIND11 superou o BNKS11 em 0,14 ponto percentual. A diferença refletiu os universos de investimento e os pesos distintos das instituições financeiras presentes em cada estratégia.

O FIND11 acumula alta de 7,73% na semana, 3,69% no mês, 11,87% no ano e 25,99% em 12 meses. O BNKS11 avança 7,55% na semana e 2,83% no mês. Os retornos anual e de 12 meses do BNKS11 não estão disponíveis na base.

BTER11 (Investo): +0,28%

O BTER11 ganhou 0,28%. O ETF utiliza uma estratégia associada ao fator qualidade na seleção de ações brasileiras.

O resultado positivo ocorreu em uma sessão de forte dispersão. O payroll pressionou a Bolsa no início dos negócios, mas o Ibovespa recuperou parte das perdas com a queda dos juros futuros domésticos, a valorização da Vale durante parte do dia e o avanço de empresas ligadas à economia brasileira.

A composição baseada em critérios de qualidade permitiu ao BTER11 superar o BOVA11 em 0,45 ponto percentual. O comportamento indica uma contribuição mais favorável das empresas selecionadas pelo índice em relação ao mercado amplo.

O fundo acumula alta de 6,30% na semana e de 1,58% no mês. Os retornos do ano e de 12 meses ainda não estão disponíveis na base.

BDOM11 (Investo): +0,27%

O BDOM11 avançou 0,27%. O ETF concentra sua exposição em empresas com maior dependência da economia brasileira.

A queda dos juros futuros domésticos favoreceu empresas sensíveis ao consumo, ao crédito e às condições financeiras locais. Magazine Luiza avançou durante parte do pregão, enquanto Minerva e Ultrapar também ficaram entre as maiores altas.

O cenário eleitoral permaneceu como um dos principais vetores dos ativos brasileiros. As pesquisas intensificaram as discussões sobre uma possível mudança na política econômica a partir de 2027, enquanto o retorno do capital estrangeiro continuou apoiando a Bolsa.

O fundo acumula alta de 6,67% na semana, 4,03% no mês, 4,96% no ano e 12,85% em 12 meses.

BCIC11 (Bradesco Asset): +0,07%

O BCIC11 encerrou próximo da estabilidade, com alta de 0,07%. O ETF acompanha uma carteira direcionada aos setores cíclicos da Bolsa brasileira.

As empresas ligadas à economia doméstica receberam suporte da queda dos juros futuros, mas o payroll forte limitou o apetite por risco. O mercado oscilou entre a melhora das condições financeiras locais e a perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos.

A pequena valorização mostra que a reação positiva não alcançou de forma uniforme todos os segmentos cíclicos. Algumas ações de consumo e distribuição avançaram, enquanto outras companhias permaneceram pressionadas.

O fundo acumula alta de 5,78% na semana, 3,28% no mês, 5,14% no ano e 10,18% em 12 meses. O desempenho permanece positivo em todos os horizontes acumulados.

BXPO11 (Investo): -0,06%

O BXPO11 recuou 0,06%. O ETF seleciona empresas brasileiras com maior exposição a negócios e receitas internacionais.

A valorização do dólar ofereceu suporte cambial às exportadoras, mas esse efeito foi neutralizado pelo comportamento desigual das commodities e pela aversão ao risco nos mercados globais.

A Vale avançou durante parte do dia com o minério de ferro, enquanto a Petrobras recuou diante da queda do petróleo. Essa combinação deixou a estratégia próxima da estabilidade.

O BXPO11 ficou 0,33 ponto percentual abaixo do BDOM11, reforçando a vantagem diária das empresas ligadas à economia doméstica.

O fundo acumula alta de 3,12% na semana, 4,50% no mês, 8,75% no ano e 19,96% em 12 meses. O desempenho permanece acima do BDOM11 nas janelas mensal, anual e de 12 meses, apesar da perda no pregão.

UTLL11 (Investo): -0,07%

O UTLL11 recuou 0,07%. O ETF oferece exposição às empresas brasileiras de serviços de utilidade pública.

A estratégia ficou próxima da estabilidade, mas não acompanhou o desempenho positivo das exposições domésticas e financeiras. O avanço dos rendimentos dos Treasuries elevou a pressão sobre ativos sensíveis às taxas, enquanto o comportamento dos juros locais ofereceu suporte parcial.

O resultado mostra que o caráter defensivo das utilities não gerou uma vantagem uniforme na sessão. O desempenho dependeu da composição e dos pesos das empresas de energia, saneamento e outros serviços essenciais presentes na carteira.

O fundo acumula alta de 5,16% na semana e queda de 0,06% no mês. No ano, avança 9,25%. O retorno de 12 meses não está disponível na base.

BOVA11 (BlackRock): -0,17%

O BOVA11 recuou 0,17%, acompanhando a perda limitada do Ibovespa.

O índice oscilou com intensidade após a divulgação do payroll. A máxima chegou a 186.545 pontos, enquanto a mínima ficou em 183.252 pontos. Ao final, o Ibovespa encerrou aos 185.147 pontos, praticamente estável.

A Bolsa recebeu pressões opostas. O payroll elevou os juros americanos e reduziu o apetite por risco, enquanto a queda das taxas futuras brasileiras, o cenário eleitoral e o ingresso recente de investidores estrangeiros ajudaram na recuperação intradiária.

O fundo acumula alta de 5,34% na semana, 4,05% no mês, 15,15% no ano e 31,83% nos últimos 12 meses. O desempenho permanece positivo nas quatro janelas acumuladas.

BDEF11 (Bradesco Asset): -0,28%

O BDEF11 caiu 0,28%. O ETF acompanha uma estratégia direcionada aos setores defensivos da Bolsa brasileira.

A carteira não acompanhou a resistência observada nos bancos e nas empresas domésticas. A reação intradiária da B3 ficou concentrada em grupos específicos, como materiais básicos, algumas instituições financeiras e empresas sensíveis à queda dos juros futuros.

O avanço dos rendimentos dos Treasuries também aumentou a pressão sobre os mercados globais. Dentro desse ambiente, a composição defensiva do BDEF11 não foi suficiente para superar o índice amplo.

O fundo acumula alta de 5,19% na semana, 3,83% no mês, 5,82% no ano e 20,29% em 12 meses. A perda diária não altera o desempenho positivo nas janelas acumuladas.

CMDB11 (BTG Asset): -0,56%

O CMDB11 apresentou a maior queda do grupo, com recuo de 0,56%. O ETF reúne empresas brasileiras ligadas a commodities e recursos naturais.

A Petrobras pressionou a estratégia ao acompanhar a queda do petróleo no exterior. As ações ordinárias e preferenciais recuaram durante a sessão, enquanto o Brent encerrou a semana acima de US$ 95 por barril.

A Vale ofereceu suporte parcial com a valorização do minério de ferro. Essa contribuição não foi suficiente para compensar a pressão das empresas ligadas ao petróleo e o comportamento desigual das demais commodities.

A diferença entre MATB11 e CMDB11 chegou a 1,10 ponto percentual. Embora os dois ETFs tenham exposição a recursos naturais, o MATB11 está mais diretamente ligado a materiais básicos, enquanto o CMDB11 reúne uma cesta mais ampla de companhias de commodities.

O fundo acumula alta de 3,63% na semana, 6,37% no mês, 21,40% no ano e 34,09% em 12 meses. Mesmo com a maior queda diária, o desempenho permanece como o mais elevado do recorte nas janelas mensal, anual e de 12 meses.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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