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O BOVA11 liderou os ETFs analisados com valorização de 5,34%, seguido pelo ARGE11, com 3,26%. O SPXR11, que oferece exposição ao S&P 500 com proteção cambial, recuou apenas 0,13%. IVWO11, WRLD11, SPXI11, DOLB11 e PKIN11 registraram perdas entre 0,32% e 1,78%.
O mercado brasileiro concentrou os ganhos nos três primeiros pregões. O Ibovespa avançou 1,00% na segunda-feira, 1,30% na terça e 3,05% na quarta-feira, antes de encerrar as duas últimas sessões praticamente estável. Bancos, commodities, utilities, consumo cíclico e bens industriais participaram da valorização.
A redução do prêmio de risco também fortaleceu o real. O dólar começou o período acima de R$ 5,18 e terminou próximo de R$ 5,13. A recuperação da moeda americana após o payroll mais forte reduziu a perda acumulada, mas não reverteu o movimento semanal.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 encerrou próximo da estabilidade. O índice caiu no início da semana, recuperou-se nas sessões intermediárias e voltou a recuar na sexta-feira, quando a criação de 162 mil vagas elevou os rendimentos dos Treasuries e reforçou as expectativas de juros mais altos.
BOVA11 (BlackRock): +5,34%
O BOVA11 capturou a valorização abrangente das ações brasileiras. Bancos, Petrobras, Vale, utilities e empresas ligadas à economia doméstica contribuíram para o avanço.
Na abertura da semana, Petrobras e Banco do Brasil subiram mais de 3%. O petróleo ganhou força com o aumento das tensões no Oriente Médio e voltou a impulsionar a Petrobras na terça-feira, quando o Brent superou US$ 94 por barril.
A alta alcançou sua maior amplitude na quarta-feira. O Ibovespa avançou 3,05%, com 74 dos 77 componentes no campo positivo. Consumo cíclico, bens industriais, commodities e instituições financeiras formaram o núcleo do movimento.
Vale e Petrobras passaram por realização na reta final, mas o movimento não eliminou os ganhos anteriores. O fundo acumula alta de 4,05% no mês, 15,15% no ano e 31,83% em 12 meses.
ARGE11 (Investo): +3,26%
O ARGE11 avançou 3,26% com uma carteira concentrada em energia, serviços financeiros e materiais básicos, que representam mais de 80% da exposição.
YPF responde por 19,99% do portfólio, seguida por Grupo Financiero Galicia, com 16,91%, Ternium, com 13,74%, e Pampa Energía, com 12,06%. Energia representa 35,56% da carteira, serviços financeiros correspondem a 31,27% e materiais básicos somam 16,11%.
O ganho semanal foi construído antes da realização observada na reta final. O Merval caiu 1,55% na quinta-feira, com perdas de 3,1% em YPF e de 1,8% em Central Puerto. Banco Macro avançou 0,2%, atenuando parte da pressão sobre o bloco financeiro.
O ETF preservou a valorização apesar da correção nas maiores posições. O fundo recua 1,44% no mês e 2,84% no ano, mas acumula alta de 31,85% em 12 meses.
SPXR11 (Itaú Asset): -0,13% e SPXI11 (Itaú Asset): -1,13%
SPXR11 e SPXI11 acompanham o S&P 500, mas diferem na exposição cambial. O SPXR11 possui hedge cambial, enquanto o SPXI11 incorpora a variação do dólar frente ao real.
O S&P 500 caiu 0,33% na segunda-feira e 0,71% na terça. O índice recuperou 0,46% na quarta e 1,06% na quinta-feira, mas perdeu 0,38% na sexta. O saldo semanal ficou próximo da estabilidade.
O payroll interrompeu a recuperação. A economia americana criou 162 mil vagas em agosto, quase três vezes a expectativa, levando o Treasury de dez anos para a região de 4,78% e o título de dois anos a 4,374%.
O SPXR11 refletiu principalmente o comportamento do mercado americano e caiu apenas 0,13%. No SPXI11, a valorização do real ampliou a perda para 1,13%. A diferença de 1 ponto percentual entre os fundos evidencia o impacto do hedge cambial.
O SPXR11 acumula alta de 0,55% no mês, 18,69% no ano e 29,69% em 12 meses. O SPXI11 recua 0,18% no mês, mas avança 5,27% no ano e 12,21% em 12 meses.
IVWO11 (Investo): -0,32%
O IVWO11 apresentou a menor perda entre os ETFs internacionais sem proteção cambial. A diversificação entre mais de 20 mercados emergentes compensou parte da valorização do real e da fraqueza das ações chinesas.
Taiwan representa 30,80% da carteira, China responde por 27,60% e Índia por 17,00%. Taiwan Semiconductor ocupa 14,93%, seguida por Tencent, Alibaba e MediaTek.
A presença de Taiwan, Índia e outros mercados reduziu a dependência da China. Isso ajudou o IVWO11 a recuar apenas 0,32%, ante queda de 1,78% do PKIN11, concentrado nas grandes companhias chinesas.
O fundo acumula alta de 2,24% no mês. Os retornos anual e de 12 meses ainda não estão disponíveis na base.
WRLD11 (Investo): -0,87%
O WRLD11 perdeu 0,87%. O fundo investe no Vanguard Total World Stock ETF e oferece exposição a aproximadamente 9.700 empresas.
Os Estados Unidos representam cerca de 60,8% da carteira. Nvidia, Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet, Broadcom e Taiwan Semiconductor aparecem entre as maiores posições, enquanto tecnologia responde por aproximadamente 28,7% da exposição.
O S&P 500 próximo da estabilidade não ofereceu ganho suficiente para compensar a valorização do real. A diversificação por Japão, Europa, Taiwan e mercados emergentes atenuou a perda, fazendo o WRLD11 superar o SPXI11 em 0,26 ponto percentual.
O fundo acumula alta de 0,72% no mês, 6,90% no ano e 14,22% em 12 meses.
DOLB11 (BTG Asset): -1,21%
O DOLB11 acompanhou a valorização semanal do real. O dólar iniciou o período acima de R$ 5,18 e chegou à região de R$ 5,11 durante a forte alta dos ativos brasileiros.
Na sexta-feira, o payroll acima do esperado elevou os rendimentos dos Treasuries e recuperou parte da demanda pela moeda americana. O dólar terminou próximo de R$ 5,13, ainda abaixo do nível observado antes do início da semana.
O fundo acumula alta de 0,52% no mês. O desempenho permanece negativo em 3,21% no ano e em 1,15% em 12 meses.
PKIN11 (Bradesco Asset): -1,78%
O PKIN11 apresentou a maior queda do grupo. O ETF acompanha o CSI 300, formado por grandes empresas negociadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen.
O índice chinês avançou no início do período, mas perdeu força nas sessões seguintes. O CSI 300 recuou 0,97% na quarta-feira e voltou a cair na sexta, encerrando a semana com perda próxima de 0,6%.
A valorização do real ampliou a queda do ativo subjacente quando convertida para a moeda brasileira. Ao contrário do IVWO11, o PKIN11 não recebeu a compensação de Taiwan, Índia e outros mercados emergentes, pois permanece concentrado nas grandes companhias chinesas.
O fundo recua 0,63% no mês e 5,58% no ano, enquanto acumula alta de 3,59% em 12 meses.
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