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Commodities sustentam ganhos enquanto bancos lideram perdas entre ETFs brasileiros

Créditos: iStock

 

O pregão apresentou forte separação entre as empresas ligadas a commodities e as companhias mais dependentes da economia doméstica. MATB11, CMDB11 e DOLB11 terminaram no campo positivo, enquanto BXPO11 ficou próximo da estabilidade. Do BCIC11 em diante, todos os ETFs selecionados registraram perdas.

O Ibovespa caiu 0,93%, aos 185.629 pontos. A alta do petróleo acima de US$ 100, o avanço dos juros e a deterioração do ambiente externo reduziram o apetite por risco, pressionando especialmente bancos, utilities, consumo e empresas voltadas ao mercado brasileiro.

Dentro da Bolsa, a dispersão foi elevada. CSN subiu 7,40%, CSN Mineração avançou 3,57%, SLC Agrícola ganhou 6,11% e as ações da Petrobras fecharam em alta. Em sentido contrário, Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco, Axia Energia, Cemig e BB Seguridade recuaram.

MATB11 (Itaú Asset): +0,64%

O MATB11 liderou com alta de 0,64%. A carteira concentrava 21,48% em Gerdau, 19,40% em Suzano, 18,10% em Vale e 10,94% em Klabin. CSN Mineração, Metalúrgica Gerdau, Bradespar, CSN e Usiminas também estavam entre as principais posições.

A alta foi sustentada principalmente pelas posições de menor peso que apresentaram ganhos expressivos. CSN avançou 7,40% e CSN Mineração ganhou 3,57%. Usiminas subiu 0,93%, Suzano avançou 0,43%, Vale ganhou 0,10% e Metalúrgica Gerdau teve alta de 0,09%.

Esses movimentos compensaram as quedas de 1,13% da Gerdau, de 0,41% da Klabin e de 1,44% da Bradespar. A combinação mostra que a valorização não foi uniforme no setor, mas as altas mais fortes foram suficientes para levar o índice de materiais básicos ao campo positivo.

CMDB11 (BTG Asset): +0,50%

O CMDB11 avançou 0,50%. O ETF acompanha uma carteira diversificada de empresas brasileiras produtoras e exportadoras de commodities, com exposições a mineração, siderurgia, petróleo, papel e celulose, proteínas e produção agrícola.

A carteira tinha 17,84% em Vale, 14,70% em PRIO, 11,21% em Petrobras PN, 10,00% em Gerdau, 9,98% em Petrobras ON e 8,49% em Suzano. Materiais básicos representavam 53,94% da alocação, enquanto energia respondia por 40,01%.

As posições de petróleo ofereceram a contribuição mais consistente. PRIO avançou 0,84%, Petrobras ON ganhou 0,85%, Petrobras PN subiu 0,69% e Brava Energia avançou 0,93%. Entre os materiais, CSN Mineração, Suzano, Vale e Metalúrgica Gerdau também terminaram em alta.

A queda de Gerdau, de 1,13%, e a baixa de 2,33% da MBRF limitaram o resultado. Mesmo assim, a combinação entre energia e materiais básicos permitiu ao ETF superar amplamente o Ibovespa.

DOLB11 (BTG Asset): +0,43% e BXPO11 (Investo): +0,03%

O DOLB11 ganhou 0,43% ao acompanhar a valorização do dólar diante do real. A moeda americana avançou em uma sessão marcada pelo aumento da aversão global ao risco, pela alta do petróleo e pela pressão sobre ativos de mercados emergentes.

Mesmo com o ganho diário, o ETF ainda acumula queda de 0,37% na semana, de 3,57% no ano e de 1,36% em 12 meses. No mês, registra alta de 0,96%.

O BXPO11 ficou próximo da estabilidade, com avanço de 0,03%. O fundo seleciona empresas brasileiras com pelo menos 50% da receita proveniente do exterior. Entre as principais posições estavam Gerdau, Embraer, WEG, PRIO, Vale, JBS, Suzano, Metalúrgica Gerdau, CSN Mineração e Bradespar.

A carteira recebeu contribuições positivas de Embraer, com alta de 1,10%, PRIO, com 0,84%, CSN Mineração, com 3,57%, e Suzano, com 0,43%. As quedas de 1,13% da Gerdau, de 1,82% da WEG e de 1,44% da Bradespar neutralizaram grande parte desses ganhos.

BCIC11 (Bradesco Asset): -0,78%

O BCIC11 caiu 0,78%, registrando a menor perda entre os ETFs de ações que terminaram no campo negativo. O fundo investe em empresas mais expostas aos ciclos econômicos, distribuídas entre materiais básicos, consumo cíclico, serviços financeiros, imóveis, comunicação, indústria e energia. O índice utiliza pesos iguais, reduzindo a concentração nas companhias de maior valor de mercado.

A diversificação permitiu que as altas das empresas de commodities e infraestrutura amortecessem a queda dos bancos e do consumo. Petrobras, PRIO, CSN Mineração, SLC Agrícola, Embraer e Vibra Energia ficaram no campo positivo.

A pressão veio de posições como Cosan, que caiu 3,07%, WEG, com baixa de 1,82%, Smart Fit, com recuo de 1,67%, e dos principais bancos privados e públicos. A ponderação equilibrada conteve o impacto de cada queda isolada e manteve o retorno acima do Ibovespa.

BOVA11 (BlackRock): -1,04%

O BOVA11 recuou 1,04%, acompanhando a queda generalizada do mercado brasileiro. O retorno ficou próximo da baixa de 0,93% do Ibovespa, refletindo a ampla exposição do fundo às empresas mais negociadas da Bolsa.

As ações da Petrobras, Vale, PRIO, CSN e CSN Mineração atuaram como contrapesos positivos. A contribuição não foi suficiente para neutralizar as perdas dos bancos, do varejo, da saúde, das utilities e das empresas de consumo.

Entre as maiores pressões estavam Itaú Unibanco, com queda de 1,98%, Bradesco PN, com 2,36%, Banco do Brasil, com 1,86%, e B3, com 1,98%. Magazine Luiza, Raia Drogasil, Localiza, Cosan e BB Seguridade também apresentaram perdas superiores a 3%.

UTLL11 (Investo): -1,29%

O UTLL11 caiu 1,29%. A carteira era concentrada em Sabesp, com 19,97%, Axia Energia, com 19,84%, Eneva, com 11,67%, Equatorial Energia, com 10,77%, e Copel, com 10,39%. Essas cinco posições representavam aproximadamente 72,6% do portfólio.

As cinco companhias terminaram no campo negativo. Sabesp recuou 0,48%, Axia Energia caiu 1,87%, Eneva perdeu 1,30%, Equatorial Energia recuou 1,12% e Copel caiu 0,12%.

A pressão também atingiu outras posições. Cemig perdeu 3,16%, Engie Brasil caiu 0,52%, ISA Energia recuou 0,75%, Taesa perdeu 2,30% e CPFL Energia caiu 2,79%. A queda espalhada pelo setor explica o retorno negativo do ETF.

BDOM11 (Investo): -1,44%

O BDOM11 recuou 1,44%. O ETF investe em empresas que obtêm mais de 50% da receita no mercado brasileiro. Serviços financeiros representavam 41,16% da carteira, seguidos por utilities, com 15,66%, energia, com 12,43%, e consumo cíclico, com 9,58%.

Entre as principais posições estavam Petrobras, Itaú Unibanco, Nu Holdings, Bradesco, BTG Pactual, Banco do Brasil, Itaúsa, Axia Energia, Vibra Energia e Ultrapar.

As posições de energia ofereceram algum suporte. Petrobras, Vibra Energia e Ultrapar avançaram. O peso do setor financeiro, entretanto, dominou o resultado: Itaú Unibanco caiu 1,98%, Bradesco PN perdeu 2,36%, Banco do Brasil recuou 1,86% e Itaúsa caiu 1,97%. Axia Energia também perdeu 1,87%.

BDEF11 (Bradesco Asset): -1,45%

O BDEF11 caiu 1,45%. A estratégia seleciona empresas de utilities, saúde e consumo não cíclico, utilizando pesos iguais para evitar concentração excessiva nas maiores companhias.

O perfil defensivo não impediu a queda porque os três grupos apresentaram perdas disseminadas. Nas utilities, Axia Energia, Cemig, Equatorial Energia, Eneva, Taesa e CPFL Energia recuaram. Na saúde, Raia Drogasil caiu 4,02%, Hapvida perdeu 2,64%, Fleury recuou 2,07% e Rede D’Or caiu 1,41%.

No consumo não cíclico, Ambev perdeu 1,52%, MBRF caiu 2,33% e Minerva recuou 0,25%. A distribuição equilibrada da carteira espalhou o impacto das perdas por diferentes segmentos defensivos.

BTER11 (Investo): -1,58%

O BTER11 recuou 1,58%. O fundo combina empresas consideradas de alta qualidade em cinco áreas essenciais: bancos, energia elétrica, saneamento, seguros e telecomunicações. Elétricas representavam 37,17% da carteira e bancos respondiam por 36,14%.

As principais posições eram BTG Pactual, com 8,75%, Banco do Brasil, com 8,59%, Bradesco, com 8,29%, Axia Energia, com 8,27%, e Itaú Unibanco, com 7,90%. Equatorial Energia, Sabesp, Copel, BB Seguridade e Telefônica Brasil completavam as dez maiores posições.

A queda atingiu quase todo esse núcleo. Banco do Brasil perdeu 1,86%, Bradesco PN caiu 2,36%, Itaú Unibanco recuou 1,98%, Axia Energia caiu 1,87%, Equatorial Energia perdeu 1,12% e BB Seguridade recuou 3,40%.

Telefônica Brasil avançou 0,57%, mas seu peso de 4,85% foi insuficiente para compensar as perdas dos bancos, elétricas e seguradoras.

BNKS11 (Investo): -1,80% e FIND11 (Itaú Asset): -2,04%

Os ETFs financeiros ocuparam as últimas posições. O BNKS11 caiu 1,80%, enquanto o FIND11 recuou 2,04%. A diferença decorreu principalmente do universo de cada índice: o primeiro é concentrado em bancos, enquanto o segundo inclui também bolsa, seguradoras e outras instituições do setor financeiro.

No BNKS11, Banco do Brasil representava 20,12%, BTG Pactual 19,98%, Itaú Unibanco 18,06%, Bradesco PN 15,70% e Santander Brasil 11,79%.

Banco do Brasil caiu 1,86%, Itaú Unibanco perdeu 1,98%, Bradesco PN recuou 2,36% e Bradesco ON caiu 1,31%. Banrisul destoou com alta de 1,28%, mas tinha peso de apenas 3,23% na carteira.

O FIND11 tinha 18,66% em Itaú Unibanco, 16,67% em B3, 15,39% em Bradesco PN, 14,39% em BTG Pactual e 12,87% em Banco do Brasil. BB Seguridade, Bradesco ON, Caixa Seguridade e Santander Brasil também estavam entre as posições relevantes.

Além das perdas bancárias, o fundo foi pressionado pela queda de 1,98% da B3 e de 3,40% da BB Seguridade. Essa exposição adicional explica o desempenho inferior ao do BNKS11.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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