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NTN-Bs ultralongas lideram ETFs de renda fixa com alívio na curva de juros

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Créditos: iStock

 

Os ETFs de títulos indexados ao IPCA ocuparam as quatro primeiras posições. O PACB11 ganhou 0,73%, o B5MB11 avançou 0,50%, o IMAB11 subiu 0,45% e o TD3511 teve alta de 0,32%. Nos prefixados, o 3PRE11 ganhou 0,28% e o IRFM11 avançou 0,22%.

A curva nominal apresentou alívio principalmente nos prazos intermediários e longos. O DI para janeiro de 2029 fechou em 13,775%, com variação negativa de 0,65%; janeiro de 2030 terminou em 13,915%, com queda de 0,71%; janeiro de 2031 encerrou em 13,975%, com recuo de 0,85%; e janeiro de 2035 ficou em 14,095%, com baixa de 0,95%.

O movimento favoreceu a marcação a mercado dos títulos prefixados e indexados à inflação. Como o preço de um título sobe quando a taxa exigida pelo mercado recua, as carteiras com maior sensibilidade às taxas apresentaram os ganhos mais elevados.

Na parte inferior do ranking, NLFA11 e LFTS11 avançaram 0,05% e 0,03%, respectivamente. O DEBB11 foi o único ETF no campo negativo, com queda de 0,12%. O NB0511 ficou fora da comparação porque a base não apresenta retorno diário.

PACB11 (BTG Pactual): +0,73%

O PACB11 liderou por acompanhar as três NTN-Bs de maior prazo que atendem aos critérios de liquidez do índice. A metodologia exige vencimento superior a 7.300 dias corridos e trabalha com duration mínima de 14 anos.

O índice atribui 20% ao título de menor duration, 60% ao título intermediário e 20% ao de maior duration. Essa ponderação busca elevar a convexidade da carteira, ampliando a resposta positiva quando as taxas reais recuam e reduzindo relativamente o impacto quando elas sobem.

Essa estrutura explica a liderança no pregão. O fundo estava diretamente posicionado na parte mais longa da curva real, na qual pequenas mudanças nas taxas produzem oscilações mais intensas nos preços. A alta de 0,73% superou em 0,23 ponto percentual o B5MB11 e em 0,41 ponto o TD3511.

O PACB11 acumula alta de 2,79% no mês, 5,65% no ano e 10,07% em 12 meses.

B5MB11 (Bradesco Asset): +0,50%

O B5MB11 avançou 0,50%. O fundo acompanha uma carteira de NTN-Bs com prazo superior a cinco anos e, por isso, mantém sensibilidade relevante às mudanças na curva de juros reais.

A carteira é mais diversificada por vencimentos que a do PACB11. Essa distribuição reduz a dependência de apenas três títulos ultralongos, mas também modera a valorização quando o movimento favorece a ponta de maior duration.

O retorno colocou o fundo em segundo lugar, 0,05 ponto percentual acima do IMAB11. A diferença mostra que a exposição concentrada em NTN-Bs acima de cinco anos capturou o alívio nas taxas com maior intensidade que uma carteira representativa de toda a curva real.

O B5MB11 acumula alta de 3,09% no mês, 6,63% no ano e 10,94% em 12 meses.

IMAB11 (Itaú Asset): +0,45%

O IMAB11 ganhou 0,45%. A estratégia acompanha o conjunto de títulos públicos indexados ao IPCA representados pelo IMA-B, reunindo vencimentos curtos, intermediários e longos.

A presença das NTN-Bs mais longas permitiu ao ETF participar da valorização provocada pelo recuo das taxas. Ao mesmo tempo, os títulos de menor prazo reduziram sua duration média e limitaram o ganho em comparação com o PACB11 e o B5MB11.

O retorno de 0,45% ficou mais próximo do B5MB11 que do NTNS11, reforçando a importância das NTN-Bs intermediárias e longas dentro da carteira ampla. A diferença para o fundo de títulos IPCA+ curtos chegou a 0,26 ponto percentual.

O IMAB11 acumula alta de 2,63% no mês, 8,24% no ano e 12,43% em 12 meses.

TD3511 (Itaú Asset): +0,32%

O TD3511 avançou 0,32%. O ETF concentra sua exposição na NTN-B com vencimento em maio de 2035, tornando o resultado diretamente dependente daquele ponto da curva real.

No fechamento de 9 de setembro, a taxa indicativa da NTN-B 2035 estava em 7,68% ao ano, acima das taxas dos vencimentos ultralongos. Na mesma referência, a NTN-B 2050 pagava 7,46%, a de 2055 oferecia 7,42% e a de 2060 estava em 7,41%.

A alta inferior à do PACB11 mostra que o movimento foi mais favorável à combinação de duration e convexidade oferecida pelas NTN-Bs ultralongas. O TD3511 permanece sensível à marcação a mercado, mas apresenta prazo inferior ao núcleo de 2050 a 2060 do fundo líder.

O ETF acumula valorização de 3,18% no mês. Os retornos anual e de 12 meses não estavam preenchidos na base.

3PRE11 (Galapagos): +0,28% e IRFM11 (Itaú Asset): +0,22%

Os ETFs prefixados avançaram com o alívio na parte intermediária e longa da curva nominal. O DI para janeiro de 2029 recuou 0,65%, enquanto os vencimentos de janeiro de 2030 e janeiro de 2031 apresentaram quedas de 0,71% e 0,85%.

O 3PRE11 mantém uma duration-alvo de três anos. A carteira de agosto distribuía aproximadamente 14% por posição entre NTN-Fs de 2029, 2031 e 2033 e LTNs com vencimentos em 2028, 2029 e 2030. Essa composição reduz a concentração em um único papel e mantém exposição constante à região de três anos da curva.

O IRFM11 acompanha uma carteira mais ampla de títulos prefixados. A diferença de 0,06 ponto percentual a favor do 3PRE11 indica que sua duration-alvo e sua distribuição pelos vencimentos intermediários capturaram o movimento com um pouco mais de intensidade.

O 3PRE11 acumula alta de 1,90% no mês. O IRFM11 avança 1,88% no mês, 8,32% no ano e 12,66% em 12 meses.

CDIB11 (Itaú Asset): +0,19%

O CDIB11 ganhou 0,19%. A estratégia mantém mais de 90% da alocação, em média, em títulos Tesouro Selic, complementados por uma pequena parcela de Tesouro IPCA+ de longo prazo.

A parcela de LFTs oferece carregamento ligado à Selic e baixa sensibilidade às oscilações da curva. A posição em NTN-Bs acrescenta alguma exposição à marcação a mercado, permitindo ao fundo capturar parte do movimento positivo observado nos títulos indexados à inflação.

Essa combinação explica o retorno superior ao do LFTS11, que avançou apenas 0,03%. O resultado do CDIB11 também empatou com o NTNS11, embora os dois produtos utilizem estruturas diferentes.

O ETF acumula alta de 1,35% no mês. As janelas anual e de 12 meses não estavam preenchidas na base.

NTNS11 (Investo): +0,19%

O NTNS11 avançou 0,19%. O fundo concentra a exposição em NTN-Bs com prazo de zero a quatro anos, ficando menos sensível às mudanças nas taxas reais que os ETFs posicionados nos vencimentos longos e ultralongos.

A menor duration limitou o efeito da marcação a mercado. Enquanto o PACB11 ganhou 0,73%, o B5MB11 avançou 0,50% e o IMAB11 subiu 0,45%, o produto de prazo curto ficou em 0,19%.

Em contrapartida, o prazo mais reduzido diminui a intensidade das oscilações provocadas por mudanças na curva. O retorno diário combinou a atualização pelo IPCA, o carregamento dos juros reais e uma marcação a mercado menos intensa.

O NTNS11 acumula alta de 1,54% no mês, 9,63% no ano e 13,15% em 12 meses.

NLFA11 (Nu Asset): +0,05% e LFTS11 (Investo): +0,03%

O NLFA11 avançou 0,05%. O fundo replica o índice de Letras Financeiras da ANBIMA, composto por títulos seniores emitidos majoritariamente por instituições de baixo risco de crédito.

As instituições do segmento S1 representavam 55,9% da carteira, com posições em Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual e Santander. Emissores S2 respondiam por 26,6%, incluindo Nubank, Safra, Sicredi, Votorantim e XP.

O ganho refletiu principalmente o carregamento das letras financeiras. Como o fundo depende também dos spreads de crédito bancário, a queda da curva soberana não produz o mesmo impacto imediato observado nas NTN-Bs de maior duration.

O LFTS11 avançou 0,03%, com retorno associado ao carregamento dos títulos Tesouro Selic. A baixa duration das LFTs reduz a exposição à marcação a mercado, mantendo o fundo próximo da estabilidade mesmo em dias de movimento relevante nos prazos longos.

O NLFA11 acumula alta de 1,16% no mês e 9,92% no ano. O LFTS11 sobe 1,12% no mês, 9,72% no ano e 14,44% em 12 meses.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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