
Créditos: Magnific
Blue chips revertem perdas e Ibovespa avança
O Ibovespa iniciou o pregão de 22 de setembro no campo negativo, mas reverteu o movimento e fechou em alta de 0,44%, aos 187.422,92 pontos. O índice oscilou entre 184.976,81 e 187.671,74 pontos, com volume financeiro de R$ 22,5 bilhões.
O mercado avaliou a ata da última reunião do Copom, que manteve em aberto a possibilidade de novos ajustes na Selic após a redução da taxa para 13,75% ao ano. O documento reconheceu sinais mais claros de desaceleração da atividade e do crédito, mas reiterou a necessidade de cautela diante das expectativas de inflação, dos riscos fiscais e da incerteza externa.
Petrobras PN avançou 0,73%, Petrobras ON ganhou 0,61% e Vale subiu 0,39%, apesar das quedas próximas de 1% do petróleo e do minério de ferro. Hypera liderou os ganhos do Ibovespa, com alta de 3,61%, enquanto Suzano avançou 2,81% após anunciar reajuste no preço da celulose.
O Top 6 apresentou retornos entre 0,33% e 1,20%. A liderança ficou com materiais básicos, enquanto estratégias de small caps, agronegócio, grandes empresas, ouro e alto beta também terminaram no campo positivo.
MATB11 (Itaú Asset): +1,20%
O MATB11 liderou a análise com alta de 1,20%. O ETF acompanha o Índice de Materiais Básicos da B3, composto por empresas de mineração, siderurgia, papel e celulose, madeira e produtos químicos.
A carteira apresentava forte concentração em Gerdau, Suzano, Vale, Klabin, Metalúrgica Gerdau e CSN Mineração. Gerdau representava aproximadamente 21% do fundo, Suzano tinha peso próximo de 20%, Vale respondia por cerca de 18% e Klabin por 11%. Juntas, essas quatro posições concentravam aproximadamente 70% da exposição.
A Suzano avançou 2,81% no pregão após anunciar um reajuste no preço da celulose. Como a companhia figurava entre as maiores posições do ETF, esse movimento teve contribuição relevante para o resultado. Vale também reverteu a queda observada no início da sessão e fechou em alta de 0,39%, apesar do recuo do minério de ferro.
O retorno acima do Ibovespa refletiu a concentração em materiais básicos e, particularmente, a valorização do segmento de papel e celulose. A alta da Suzano e a recuperação da Vale foram suficientes para compensar o comportamento menos uniforme das siderúrgicas e mineradoras menores.
SMAC11 (Itaú Asset): +0,67%
O SMAC11 avançou 0,67%. O ETF acompanha o Índice Small Cap da B3, que reúne empresas de menor capitalização e tende a carregar maior exposição à atividade doméstica, ao crédito e à curva de juros.
O universo de small caps apresentou desempenho misto, mas algumas altas relevantes sustentaram o índice. Hypera avançou 3,61% e liderou o Ibovespa. Entre as empresas menores, Alpargatas subiu mais de 4%, Banrisul ganhou aproximadamente 1,9%, JHSF avançou cerca de 1,4% e Bradespar valorizou aproximadamente 1,3%.
O movimento foi parcialmente limitado pelas perdas de empresas ligadas à construção, ao varejo e à infraestrutura. Cury caiu 2,44%, enquanto outras ações do universo de small caps oscilaram no campo negativo.
A alta do ETF, superior à do Ibovespa, refletiu a contribuição das empresas de saúde, indústria, finanças e consumo que avançaram. A diversificação do índice reduziu o impacto das perdas observadas em alguns nomes mais sensíveis à atividade doméstica.
AGRI11 (BB Asset): +0,55%
O AGRI11 ganhou 0,55%. O ETF replica o IAGRO-FFS B3, índice formado por empresas ligadas às diferentes etapas do agronegócio, incluindo produção, insumos, agroindústria, logística e serviços.
A carteira não representa apenas produtores de commodities agrícolas. A metodologia distribui a exposição entre produtores rurais, fabricantes de insumos, empresas de alimentos, frigoríficos, companhias de logística e prestadores de serviços relacionados ao setor.
O avanço ocorreu em uma sessão de desempenho heterogêneo entre as empresas do agronegócio. BrasilAgro e Minerva estavam entre os componentes que negociaram no campo positivo, enquanto Kepler Weber e outras companhias do setor apresentaram perdas.
A diversificação entre os diferentes elos da cadeia permitiu que o fundo terminasse em alta mesmo sem um movimento uniforme entre commodities e empresas. O retorno mostrou que a exposição ao agronegócio por meio de ações incorpora fatores empresariais e setoriais que vão além da variação diária dos preços agrícolas.
PIBB11 (Itaú Asset): +0,46%
O PIBB11 avançou 0,46%. O fundo replica o IBrX 50, índice que reúne 50 das ações mais negociadas da B3 e concentra sua exposição em empresas brasileiras de grande capitalização e elevada liquidez.
Entre as posições representativas da estratégia estão Petrobras, Vale, Itaú Unibanco, Ambev e WEG. O desempenho do ETF foi sustentado pela recuperação das principais blue chips durante a segunda metade da sessão.
Petrobras PN subiu 0,73%, Petrobras ON avançou 0,61% e Vale ganhou 0,39%. Suzano, que também integra o universo das grandes empresas negociadas na B3, avançou 2,81%. Esses movimentos compensaram a queda de Banco do Brasil, que recuou 1,39%, e de Santander Brasil, que perdeu 0,60%.
O retorno ficou próximo da alta de 0,44% do Ibovespa. A semelhança refletiu a presença de vários componentes comuns, embora o IBrX 50 utilize critérios próprios de liquidez e composição.
GOLX11 (XP Asset): +0,44%
O GOLX11 avançou 0,44%. O ETF acompanha o Índice Futuro de Ouro da B3, que reflete o desempenho dos contratos futuros do metal negociados no mercado brasileiro. O produto não deve ser confundido com ETFs que investem em ouro físico ou em fundos lastreados no metal no exterior.
No mercado internacional, os contratos futuros de ouro com entrega em setembro caíram 0,16%, para US$ 4.338,90 por onça-troy. O metal foi pressionado pelo avanço dos juros dos títulos do Tesouro americano, pela valorização global do dólar e pelas indicações de que os juros dos Estados Unidos poderiam permanecer elevados por mais tempo.
O desempenho positivo do GOLX11, em contraste com a queda internacional do ouro, refletiu a formação local do contrato futuro acompanhado pelo índice. O preço em reais depende não apenas da cotação internacional do metal, mas também do câmbio, da curva futura, dos ajustes dos contratos e dos horários de negociação da B3.
HIGH11 (Nu Asset): +0,33%
O HIGH11 subiu 0,33%. O ETF acompanha o Ibov Smart High Beta, índice da B3 que seleciona ações com maior sensibilidade às oscilações do Ibovespa.
O resultado foi mais moderado do que no pregão anterior, quando as ações de maior volatilidade lideraram a recuperação da Bolsa. Em 22 de setembro, o movimento do mercado foi mais concentrado em materiais básicos, empresas farmacêuticas e algumas blue chips.
A Hypera avançou 3,61%, enquanto Suzano ganhou 2,81%. Esses movimentos favoreceram o grupo de ações com maior potencial de oscilação. Em contrapartida, Vivara caiu 4,58%, Cury recuou 2,44% e algumas empresas financeiras e domésticas também fecharam no campo negativo.
A combinação entre altas expressivas e perdas relevantes resultou em um ganho de 0,33%. O ETF terminou acima de várias estratégias defensivas da base, mas abaixo de materiais básicos, small caps e grandes empresas, que receberam contribuições mais concentradas dos líderes do pregão.
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