+A -a
pt en
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -

FTIN39 leva ações indianas à B3 com forte presença de bancos na carteira

ftin39-bdr-etf-franklin-acoes-india-flin-eema

Créditos: iStock

O FTIN39 permite negociar na B3, em reais, um certificado lastreado em cotas do Franklin FTSE India ETF, listado nos Estados Unidos sob o código FLIN. O fundo investe em ações indianas de grande e médio porte para acompanhar o FTSE India Capped Index, antes de taxas e despesas. É uma exposição a um único país, com uma carteira distribuída entre diferentes setores da economia.

A distinção entre o BDR e o ETF no exterior é central para entender o produto. O FTIN39 é o certificado negociado no Brasil; o FLIN é o fundo que detém as ações. Por isso, a rentabilidade divulgada para o FLIN em dólares não é a rentabilidade do FTIN39 em reais. A cotação brasileira também reflete os movimentos cambiais e as condições de negociação do BDR.

O índice é diversificado, mas as maiores empresas fazem diferença

O FTSE India Capped Index pondera as companhias por valor de mercado e limita os pesos para reduzir a concentração excessiva em um único emissor. Isso não significa que todas as ações tenham a mesma influência. Empresas maiores continuam a responder por parcelas mais relevantes do resultado.

Na composição de 23 de setembro, HDFC Bank tinha peso de 5,32%, Reliance Industries, de 5,31%, e ICICI Bank, de 4,50%. Bharti Airtel aparecia com 3,61% e Infosys, com 2,28%. As dez maiores posições somavam aproximadamente 29,53%. O fundo oferecia, portanto, exposição a muitas companhias, mas quase três décimos da carteira estavam concentrados nas dez principais.

Os bancos são particularmente importantes nessa composição. Apenas HDFC Bank, ICICI Bank, Axis Bank e Kotak Mahindra Bank somavam 13,07% da carteira. A Bajaj Finance, empresa de serviços financeiros, acrescentava 1,80%. Entre as dez maiores posições havia, assim, tanto bancos quanto uma companhia de financiamento ao consumo. A Reliance trazia uma exposição empresarial distinta, enquanto Bharti Airtel e Infosys ampliavam a presença de telecomunicações e serviços de tecnologia.

A distribuição por setores reforça esse retrato. O setor financeiro representava 28,64% do FLIN, seguido por consumo discricionário, com 12,79%, indústria, com 11,36%, materiais, com 9,09%, e energia, com 7,72%. Tecnologia da informação correspondia a 7,32%. O comportamento de bancos, empresas voltadas ao consumo, indústrias e companhias de energia tem, portanto, grande influência sobre o fundo.

Quer acompanhar as discussões sobre índices, estratégias e o mercado de ETFs? O INDEX 2026, evento anual da DEX, acontece no dia 12 de novembro, em São Paulo. Garanta a sua vaga.

Crescimento da economia não equivale a retorno da bolsa

A economia indiana cresceu 7,8% no trimestre encerrado em junho de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi sustentado, entre outros componentes, pelo avanço de 12,1% no grupo que reúne serviços financeiros, imobiliários, tecnologia da informação e serviços profissionais. A formação bruta de capital fixo cresceu 11,9%. São indicadores relevantes para compreender as atividades às quais parte das empresas do FTIN39 está ligada.

Esse crescimento, entretanto, não se traduz automaticamente em valorização das ações. No recorte acumulado de 2026 da série de retornos totais, o FLIN recuava 10,39% em dólares, enquanto o EEMA (iShares MSCI Emerging Markets Asia ETF) avançava 25,83%. A diferença de 36,22 pontos percentuais retrata o contraste entre a bolsa indiana e uma carteira mais ampla de ações asiáticas emergentes. Esses números se referem aos ETFs negociados no exterior e não representam o retorno do FTIN39 em reais.

ANO FLIN (%) EEMA (%)
2018 -6,83 -13,72
2019 4,76 18,59
2020 14,56 25,18
2021 25,00 -4,18
2022 -7,96 -21,49
2023 20,58 6,84
2024 10,33 10,24
2025 2,39 33,27
2026 -10,39 25,83

ftin39-bdr-etf-franklin-acoes-india-flin-eema

O EEMA não acompanha o mesmo índice do FLIN. Taiwan representava 32,36% de sua carteira; China, 29,01%; Coreia do Sul, 20,01%; e Índia, 14,48%. Tecnologia da informação respondia por 44,75% do fundo, ante 7,32% no FLIN. A comparação evidencia duas exposições bastante diferentes: uma concentrada na Índia e com peso elevado em finanças; outra distribuída por mercados asiáticos e fortemente ligada à tecnologia.

Custos e riscos do FTIN39

O FLIN informa taxa anual de despesas de 0,19%. Essa é a taxa do ETF americano que lastreia o BDR, não uma medida de todos os custos envolvidos na negociação do FTIN39 na B3. O fundo tinha aproximadamente US$ 2,60 bilhões em patrimônio, e sua carteira era negociada a cerca de 24,74 vezes o lucro dos últimos 12 meses.

Para quem acompanha o BDR, há três movimentos a observar: os preços das ações indianas, a variação das moedas envolvidas e o preço pelo qual o certificado é efetivamente negociado na B3. O número de empresas na carteira reduz a dependência de uma única ação, mas não elimina a concentração geográfica na Índia nem o peso do setor financeiro.

O FTIN39 combina, assim, uma carteira ampla de ações indianas com pesos expressivos em bancos e outras grandes companhias. Seu resultado para o investidor brasileiro depende do desempenho dessa carteira e do caminho entre o ETF americano e o BDR negociado em reais. Essa distinção é essencial para interpretar tanto a composição quanto os números de retorno apresentados para o FLIN.


Este conteúdo tem caráter informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de qualquer ativo.

Compartilhe nas redes