+A -a
pt en
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -
  • -

PIPE11 lidera ETFs ligados a commodities; prata registra as maiores quedas

pipe11-lidera-etfs-commodities-infraestrutura-prata-cai

Créditos: Magnific

 

A quarta-feira reuniu movimentos opostos para os ativos que compõem esses fundos. O dólar à vista subiu 1,28% frente ao real e fechou a R$ 5,1682. O petróleo Brent avançou 3,86%, a US$ 103,08 por barril, e favoreceu as ações da Petrobras. Ainda assim, o Ibovespa caiu 0,86%. Nos Estados Unidos, a alta dos juros dos títulos do Tesouro e o fortalecimento do dólar pressionaram ouro e prata. O efeito sobre cada ETF dependeu do que ele mantém na carteira: ações, fundos internacionais ou contratos futuros negociados na B3.

PIPE11 (Buena Vista): +1,52%

O PIPE11 acompanha uma estratégia ligada ao MLPI, ETF americano de empresas de infraestrutura de energia, combinada com a venda de opções de compra. Entre as maiores posições do MLPI estavam Williams e Enbridge, com cerca de 9,5% cada, além de TC Energy, com 7,75%, Kinder Morgan, com 6,28%, e ONEOK, com 6,20%. São companhias de transporte, processamento e armazenamento de petróleo e gás.

O MLPI terminou a sessão americana praticamente estável, com queda de 0,08%. Williams subiu 0,18%, TC Energy avançou 0,70% e Enbridge recuou 0,10%. Com a carteira internacional sem um movimento conjunto expressivo, a alta de 1,28% do dólar frente ao real teve papel central no ganho de 1,52% do PIPE11.

CORN11 (BB Asset): +1,20%

O CORN11 acompanha o IFMILHO, índice formado por contratos futuros de milho negociados na B3. Ele mantém exposição ao primeiro vencimento, realiza rolagem bimestral e remunera o caixa à taxa DI ou Selic. Seu retorno responde, portanto, aos preços de ajuste dessa carteira de futuros.

O pregão mostrou comportamentos diferentes entre as referências do grão. O indicador físico Esalq/B3 subiu 0,11%, para R$ 69,82 por saca, enquanto o milho de dezembro caiu 1,44% em Chicago. O CORN11 avançou 1,20%. A diferença reforça o peso da estrutura do índice brasileiro: preço físico, contratos americanos e cota do ETF representam posições distintas no mercado de milho.

DOLB11 (BTG Pactual): +1,20%

O DOLB11 segue um índice de contratos futuros de dólar, com rolagem mensal. Sua carteira oferece exposição direta à valorização da moeda americana frente ao real por meio do mercado futuro da B3.

O contrato de outubro avançou 1,20%, mesma variação registrada pelo ETF. No mercado à vista, o dólar ganhou 1,28% e fechou a R$ 5,1682. O movimento cambial explica a posição do DOLB11 entre as maiores altas do recorte.

OROF11 (Galápagos): −0,15%

O OROF11 investe no SGOL, ETF americano lastreado em barras de ouro físico. Além da variação do metal, a cota brasileira incorpora exposição ao dólar. O SGOL caiu 1,88% na sessão americana, pressionado pela alta dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

A valorização do dólar frente ao real compensou parte da baixa do ouro. Com isso, o OROF11 recuou apenas 0,15%, a menor perda entre os ETFs de metais preciosos do recorte.

CMDB11 (BTG Pactual): −0,57%

O CMDB11 reúne ações brasileiras de empresas ligadas a commodities. No rebalanceamento divulgado para seu índice, Vale tinha peso de 20%; PRIO, 13,89%; as ações ordinárias e preferenciais da Petrobras somavam outros 20%. Gerdau representava 9,18% da carteira e Suzano, 8,72%.

As posições relevantes seguiram direções opostas. PETR4 subiu 2,59%, favorecida pela alta do petróleo. VALE3 caiu 1,85% e Suzano perdeu 2,24%, pressionando o resultado. O índice recuou 0,50%, enquanto a cota do CMDB11 fechou em queda de 0,57%. A composição explica por que o avanço do barril não foi suficiente para sustentar o ETF.

BBOI11 (BB Asset): −0,58%

O BBOI11 acompanha o IFBOI, índice composto por contratos futuros de boi gordo negociados na B3. A carteira passa por rolagem mensal e inclui a remuneração do caixa à taxa DI ou Selic. A referência econômica do ETF é o mercado futuro da arroba.

Na quarta-feira, o contrato de outubro caiu 0,16%, para R$ 379,90 por arroba, em linha com a direção negativa do BBOI11. O indicador físico, por sua vez, subiu 0,37%, para R$ 357,40. O contraste mostra que a alta da arroba no mercado à vista não se traduziu em valorização da exposição futura mantida pelo índice.

GOLD11 (XP Asset): −0,82%

O GOLD11 investe no IAU, fundo americano que mantém barras de ouro. O IAU caiu 1,84% em dólar durante a sessão. Juros americanos mais altos pressionaram o metal, que não oferece remuneração periódica ao investidor.

Para o GOLD11, a valorização do dólar frente ao real reduziu o impacto da baixa internacional. A cota terminou em queda de 0,82%, resultado intermediário entre o recuo de 0,15% do OROF11 e a perda de 1,66% do OURO11.

OURO11 (Bradesco Asset): −1,66%

O OURO11 acompanha o IFGOLD, índice de contratos futuros de ouro negociados na B3. A carteira faz rolagem mensal e mantém o caixa remunerado à taxa DI ou Selic. Diferentemente de GOLD11 e OROF11, a estratégia oferece exposição ao metal sem variação cambial direta.

Essa característica foi decisiva na comparação entre os fundos de ouro. Enquanto o dólar em alta amorteceu as perdas das estruturas internacionais, o OURO11 refletiu a queda do metal por meio dos futuros brasileiros e recuou 1,66%, a maior perda do grupo.

RARA11 (Investo): −1,91%

O RARA11 replica no Brasil o REMX, ETF de ações de empresas envolvidas na produção, no refino e na reciclagem de terras raras e metais estratégicos. Na composição divulgada ao fim de agosto, Albemarle representava 8,29% da carteira; Pilbara Minerals, 8,20%; e MP Materials, 6,80%.

As principais posições confirmaram a pressão sobre o setor. MP Materials caiu 4,21% na sessão americana, Albemarle perdeu 2,85% e SQM recuou 1,58%. O REMX fechou em baixa de 3,11% em dólar. A valorização da moeda americana frente ao real reduziu a perda na cota brasileira, que terminou em −1,91%.

PRAF11 (Galápagos): −2,72%

O PRAF11 investe no SIVR, ETF internacional lastreado em barras de prata física. O SIVR caiu 4,27% na sessão americana, acompanhando a forte desvalorização do metal em um ambiente de dólar globalmente mais forte e juros americanos em alta.

Como o PRAF11 também mantém exposição cambial, a alta do dólar frente ao real compensou parte da perda registrada pelo ativo internacional. A cota brasileira caiu 2,72%, a segunda maior baixa do recorte.

SLVR11 (XP Asset): −3,30%

O SLVR11 busca acompanhar o LBMA Silver Price, referência internacional para o preço da prata. Sua exposição ao metal difere da estrutura do PRAF11, cuja carteira investe no SIVR. Ambos foram atingidos pela queda da prata na quarta-feira.

O SLVR11 recuou 3,30% e registrou o pior desempenho do grupo, 0,58 ponto percentual abaixo do PRAF11. A comparação entre os dois mostra a importância do veículo e da referência adotados por cada ETF, mesmo quando o metal acompanha a mesma direção.

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

Compartilhe nas redes