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Ouro e megacaps de tecnologia se destacam entre ETFs internacionais em agosto

Créditos: Vecteezy

 

Os ETFs internacionais e de tecnologia negociados na B3 encerraram agosto majoritariamente em alta. O GOLD11 ocupou a primeira posição, com valorização de 12,27%, seguido pelo TECK11, que avançou 11,13%. Os fundos amplos de tecnologia americana também se destacaram, com USTK11 e UTEC11 registrando retornos próximos de 9%.

O mês foi marcado por mudanças nas expectativas para os juros dos Estados Unidos, oscilações nos rendimentos dos Treasuries e aumento das tensões geopolíticas. O ouro recebeu suporte da busca por proteção, das preocupações com a dívida americana e da redução temporária das apostas em uma alta dos juros pelo Federal Reserve.

No mercado acionário, os resultados corporativos e o avanço das empresas relacionadas à inteligência artificial sustentaram as ações de tecnologia. O Nasdaq-100 acumulou retorno total próximo de 4,2%, enquanto o NYSE FANG+ avançou aproximadamente 8,6%, com uma recuperação mais forte na primeira parte do mês.

As ações de semicondutores apresentaram maior volatilidade. Houve sessões de forte correção, mas também recuperações lideradas por Nvidia, AMD e Micron. Essa dispersão ajuda a explicar por que os ETFs amplos de tecnologia superaram o CHIP11, mais concentrado na indústria de chips.

O dólar avançou aproximadamente 2,2% diante do real. O movimento cambial favoreceu os ETFs internacionais sem proteção cambial, pois acrescentou retorno quando as posições em moeda estrangeira foram convertidas para reais. O efeito também aparece na valorização dos ETFs dedicados ao dólar.

GOLD11 (XP Asset): +12,27%

O GOLD11 apresentou o maior retorno da relação, com valorização de 12,27%. O ETF oferece exposição ao preço internacional do ouro e também é influenciado pela variação do dólar frente ao real.

O metal recebeu suporte de uma combinação de fatores. Dados econômicos mais fracos reduziram temporariamente as apostas em uma elevação dos juros americanos, enquanto as preocupações com a dívida dos Estados Unidos e as tensões geopolíticas ampliaram a procura por proteção. Em determinados momentos do mês, o ouro também foi favorecido pelo recuo dos rendimentos dos Treasuries.

A trajetória não foi linear. A alta dos juros de longo prazo pressionou o metal em algumas sessões, especialmente porque o ouro não oferece rendimento. Ainda assim, a valorização acumulada durante a maior parte do período prevaleceu.

A alta do dólar diante do real acrescentou retorno à estratégia brasileira. Isso ajudou o GOLD11 a superar o desempenho do metal medido apenas em dólares.

TECK11 (Itaú): +11,13%

O TECK11 avançou 11,13%. O ETF acompanha o NYSE FANG+, índice composto por dez grandes empresas globais de tecnologia e consumo, com pesos iguais entre os componentes.

O NYSE FANG+ avançou aproximadamente 8,6%, com impulso mais forte na primeira parte do mês. A carteira incluía Meta, Apple, Amazon, Netflix, Microsoft, Alphabet, Micron, Nvidia, Palantir e Broadcom.

Como os componentes recebem pesos iguais, a estratégia distribui a contribuição de retorno de maneira mais equilibrada do que índices ponderados por capitalização. O fundo consegue, assim, capturar com maior intensidade a valorização de empresas que possuem participações menores em índices tradicionais.

A valorização do dólar frente ao real ampliou o desempenho do ETF na B3, contribuindo para que o TECK11 apresentasse retorno superior ao índice de referência medido em dólares.

 

USTK11 (Investo): +8,82%

O USTK11 acumulou alta de 8,82%. O ETF investe no VGT, fundo da Vanguard que oferece exposição a mais de 300 empresas americanas do setor de tecnologia.

Nvidia, Apple e Microsoft representavam as maiores posições, seguidas por Broadcom, Micron e AMD. Os segmentos de semicondutores, hardware, armazenamento e periféricos respondiam por mais da metade da carteira.

A composição permitiu ao fundo capturar tanto a valorização das maiores empresas de tecnologia quanto a recuperação de fabricantes de chips. A presença de companhias de diferentes portes e segmentos reduziu a dependência de um único grupo da indústria.

O dólar mais forte diante do real também contribuiu para o retorno, ampliando em reais a valorização dos ativos americanos.

UTEC11 (XP Asset): +8,79%

O UTEC11 avançou 8,79%, praticamente em linha com o USTK11. O fundo acompanha o MSCI US Investable Market Information Technology 25/50, que reúne empresas americanas de grande, média e pequena capitalização do setor de tecnologia da informação.

A estratégia capturou a valorização das grandes empresas de software, hardware e semicondutores, mantendo uma exposição mais ampla do que os fundos concentrados exclusivamente em megacaps ou fabricantes de chips.

O retorno próximo ao do USTK11 reflete a semelhança entre os universos de investimento. Ambos oferecem exposição diversificada ao setor tecnológico americano e mantêm influência relevante de Nvidia, Apple, Microsoft e Broadcom.

QQQQ11 (Buena Vista): +6,92%

O QQQQ11 subiu 6,92%. O ETF acompanha o Nasdaq-100 High Beta, índice que seleciona o quartil das empresas do Nasdaq-100 com os maiores níveis de beta em relação ao próprio índice.

A metodologia direciona a carteira para ações mais sensíveis às oscilações do mercado. O fundo participou das altas das empresas de crescimento e tecnologia, mas também ficou mais exposto às correções provocadas pelas mudanças nas expectativas de juros e pela redução pontual do apetite por risco.

O Nasdaq-100 High Beta terminou o mês acima do nível observado no período anterior, embora tenha registrado oscilações relevantes. Esse comportamento ilustra como uma estratégia de maior beta pode reagir de maneira mais intensa tanto nos dias positivos quanto nas sessões de queda.

A valorização do dólar ofereceu suporte ao resultado em reais. Ainda assim, o desempenho ficou abaixo do TECK11 e dos fundos amplos de tecnologia, mostrando que a maior sensibilidade ao mercado não garantiu a liderança em um ambiente marcado por alternância entre altas e correções.

NASD11 (XP Asset): +6,37%

O NASD11 avançou 6,37%. O ETF acompanha o Nasdaq-100, índice formado por 100 das maiores empresas não financeiras listadas na Nasdaq.

O Nasdaq-100 apresentou retorno total próximo de 4,2% no mês. A valorização foi sustentada pelas grandes empresas de tecnologia, embora o índice tenha enfrentado períodos de pressão provocados pela alta dos rendimentos dos Treasuries e pela cautela com as avaliações do setor.

A diferença positiva do NASD11 em relação ao desempenho do índice em dólares foi favorecida pela valorização da moeda americana diante do real.

WRLD11 (Investo): +5,25%

O WRLD11 acumulou alta de 5,25%. O ETF acompanha um índice global de ações e distribui sua exposição entre empresas de grande e média capitalização de mercados desenvolvidos e emergentes.

A estratégia participou da valorização das ações americanas, especialmente das empresas de tecnologia, mas também refletiu os resultados de bolsas europeias e asiáticas. Essa diversificação reduziu a dependência das megacaps que tiveram maior influência nos fundos concentrados nos Estados Unidos.

O ambiente global permaneceu desigual, com diferenças relevantes entre regiões, setores e moedas. A resiliência da atividade econômica e dos resultados corporativos ofereceu suporte às ações, enquanto os juros americanos e as tensões geopolíticas limitaram parte dos ganhos.

A valorização do dólar diante do real também favoreceu o fundo. A combinação entre o avanço das ações internacionais e o efeito cambial permitiu ao WRLD11 superar 5% no mês.

CHIP11 (Investo): +5,22%

O CHIP11 avançou 5,22%. O ETF oferece exposição a empresas envolvidas na produção de semicondutores e equipamentos relacionados por meio do SMH, fundo negociado nos Estados Unidos.

Nvidia representava aproximadamente 22% da carteira, seguida por TSMC, Broadcom, AMD, Micron, ASML e Applied Materials. Essa concentração torna o desempenho do fundo especialmente sensível aos movimentos das maiores fabricantes e fornecedoras de equipamentos.

O setor alternou sessões de forte valorização e correção. Em parte do mês, ações de memória e semicondutores recuaram, pressionando os índices setoriais. Posteriormente, a queda dos rendimentos dos Treasuries e a expectativa em torno dos resultados corporativos favoreceram uma recuperação liderada por AMD, Micron e Nvidia.

Essa volatilidade limitou o retorno mensal do CHIP11, que ficou abaixo dos ETFs mais diversificados de tecnologia. A valorização do dólar diante do real compensou parte das oscilações negativas do setor.

IVWO11 (Investo): +5,20%

O IVWO11 avançou 5,20%. O ETF acompanha o FTSE Emerging Markets All Cap China A Inclusion, índice amplo que reúne empresas de grande, média e pequena capitalização de mercados emergentes, incluindo ações chinesas classe A.

A diversificação geográfica permitiu ao fundo capturar movimentos positivos em diferentes economias. Na China continental, a recuperação foi mais intensa nas empresas de menor capitalização e nos setores de tecnologia, materiais e energia, enquanto o CSI 300, concentrado nas maiores companhias, apresentou avanço mais moderado.

Essa diferença de estilo foi relevante para o IVWO11. A exposição a diferentes países, setores e faixas de capitalização permitiu um desempenho superior ao PKIN11, que acompanha especificamente as grandes empresas do CSI 300.

A valorização do dólar frente ao real também contribuiu para o retorno. O efeito cambial ampliou, em reais, os ganhos obtidos nos mercados emergentes.

SPXI11 (Itaú): +5,12%

O SPXI11 subiu 5,12%. O fundo acompanha o S&P 500 e mantém exposição à variação do dólar frente ao real.

O índice americano foi sustentado pelos resultados corporativos do segundo trimestre. Uma parcela elevada das empresas apresentou lucros acima das estimativas, com contribuições relevantes de tecnologia, comunicação, saúde e energia.

As grandes empresas ligadas à inteligência artificial e à infraestrutura de nuvem continuaram exercendo influência sobre o índice. Ao mesmo tempo, o S&P 500 enfrentou oscilações provocadas pelas mudanças nas expectativas para os juros americanos, pela alta do petróleo e pelas tensões no Oriente Médio.

A valorização do dólar acrescentou retorno ao SPXI11 e ajudou o fundo a superar a versão com neutralização cambial. O resultado mensal refletiu tanto o avanço das ações americanas quanto o comportamento da moeda.

 

SPXR11 (Itaú): +3,05%

O SPXR11 avançou 3,05%. O ETF acompanha contratos futuros do S&P 500 e neutraliza a exposição cambial para o real.

A estratégia participou da valorização do mercado americano, mas não recebeu o efeito positivo da alta do dólar. Essa diferença ajuda a explicar a distância de 2,07 pontos percentuais em relação ao SPXI11 no mês.

A comparação entre os dois fundos evidencia o papel do câmbio. Enquanto o SPXI11 combina o desempenho do S&P 500 com a variação da moeda americana, o SPXR11 busca isolar o retorno do mercado acionário.

PKIN11 (Bradesco): +2,74%

O PKIN11 avançou 2,74%. O ETF acompanha o CSI 300, índice formado por grandes empresas negociadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen.

O mercado chinês apresentou uma recuperação desigual. As ações de tecnologia, materiais e energia avançaram, enquanto segmentos defensivos, como utilities e consumo básico, tiveram desempenho mais fraco. As empresas de pequena e média capitalização também superaram as grandes companhias do CSI 300.

A economia chinesa continuou mostrando sinais mistos. A atividade ligada à tecnologia e às exportações permaneceu mais resiliente, enquanto a demanda doméstica e os investimentos no setor imobiliário limitaram uma recuperação mais ampla.

A concentração do PKIN11 nas maiores companhias chinesas ajuda a explicar o retorno inferior ao do IVWO11. Ainda assim, a alta do dólar diante do real ofereceu suporte ao ETF negociado na B3.

DOLB11 (BTG Pactual): +2,62%

O DOLB11 acumulou alta de 2,62%. O ETF acompanha a variação do dólar diante do real.

A moeda americana encerrou o mês com valorização próxima de 2,2% frente ao real. O movimento foi influenciado pela retomada das apostas em juros mais elevados nos Estados Unidos e pelo fluxo financeiro negativo no Brasil durante parte do período.

 

 


Dados exclusivos do DEX PRO. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento, compra ou venda de ativos.

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