
Créditos: Magnific
Os cinco ETFs apresentaram retornos distintos, refletindo exposições a ouro, materiais básicos, Tesouro Selic, agronegócio e ações brasileiras de alta liquidez. O GOLX11 avançou 0,98%, seguido pelo MATB11, com alta de 0,64%, e pelo NCDI11, com ganho de 0,05%. AGRI11 e PIBB11 recuaram 0,53% e 0,84%, respectivamente.
O desempenho ocorreu em uma sessão negativa para o mercado acionário brasileiro. O Ibovespa caiu 0,93%, aos 185.629 pontos, depois de oscilar entre 184.810 e 187.362 pontos. A alta do petróleo, a piora do ambiente externo e o avanço dos juros reduziram o apetite por risco, mas mineração, siderurgia e petróleo preservaram altas relevantes.
A dispersão também apareceu entre as classes de ativos. O ouro futuro avançou 0,23% em dólar, enquanto as empresas de materiais básicos se beneficiaram dos ganhos de CSN, CSN Mineração, Suzano e Usiminas. Em sentido contrário, a queda de empresas importantes da cadeia agropecuária pressionou o AGRI11, e as perdas nos bancos e nas utilities levaram o PIBB11 ao campo negativo.
GOLX11 (XP Asset): +0,98%
O GOLX11 liderou o grupo com alta de 0,98%. O ETF acompanha o Índice Futuro de Ouro B3 e oferece exposição ao metal sem incorporar a variação entre o dólar e o real. O retorno também inclui o diferencial entre as taxas de juros brasileira e americana.
O ouro futuro encerrou a sessão internacional a US$ 4.449,01 por onça, com valorização de 0,23%. O metal oscilou entre US$ 4.384,86 e US$ 4.451,45 em um ambiente marcado por maior aversão a risco, petróleo acima de US$ 100 e intensificação das tensões geopolíticas.
A valorização do dólar não afetou diretamente o retorno do GOLX11, pois a estratégia neutraliza o risco cambial. A alta do ETF refletiu principalmente o movimento do ouro e a estrutura do índice futuro, que incorpora o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos.
O resultado colocou o GOLX11 na primeira posição, 0,34 ponto percentual acima do MATB11. O ETF acumula ganho de 2,06% no mês e de 4,38% no ano.
MATB11 (Itaú Asset): +0,64%
O MATB11 avançou 0,64% e se descolou da queda do Ibovespa. A carteira era concentrada em Gerdau, Suzano e Vale, com pesos de 21,48%, 19,40% e 18,10%, respectivamente. Klabin representava 10,94%, enquanto CSN Mineração, Metalúrgica Gerdau, Bradespar, CSN e Usiminas completavam o núcleo do portfólio.
CSN foi o principal destaque entre as posições relevantes, com alta de 7,40%. CSN Mineração avançou 3,57%, Suzano ganhou 0,43%, Vale subiu 0,10%, Usiminas avançou 0,93% e Metalúrgica Gerdau encerrou com alta de 0,09%.
Esses ganhos compensaram as quedas de Gerdau, de 1,13%, Klabin, de 0,41%, e Bradespar, de 1,44%. A forte valorização de CSN e CSN Mineração teve impacto relevante, já que as duas companhias representavam, juntas, aproximadamente 9,8% da carteira.
O resultado mostra uma sessão de forte dispersão dentro dos materiais básicos. As altas de CSN, CSN Mineração, Suzano, Vale, Usiminas e Metalúrgica Gerdau foram suficientes para superar as perdas nas outras posições e manter o ETF no campo positivo.
O MATB11 acumula alta de 9,59% no mês, 10,87% no ano e 29,03% em 12 meses.
NCDI11 (Nu Asset): +0,05%
O NCDI11 avançou 0,05%, em linha com sua exposição a títulos públicos vinculados à Selic. A carteira era formada por LFTs com diferentes vencimentos, incluindo títulos com vencimento em junho de 2032, setembro de 2027, março de 2029 e setembro de 2028.
O retorno veio principalmente do carregamento da taxa pós-fixada. Diferentemente dos ETFs prefixados e de Tesouro IPCA+ com maior duration, o NCDI11 apresenta sensibilidade reduzida às oscilações da curva de juros, pois as LFTs são atualizadas pela Selic.
Essa característica manteve o fundo próximo da estabilidade em uma sessão de maior volatilidade para ações e commodities. O comportamento reforçou o contraste entre uma carteira concentrada em títulos públicos pós-fixados e as exposições sujeitas à marcação a mercado ou às oscilações de preços das ações.
O NCDI11 acumula alta de 1,12% no mês e de 9,69% no ano.
AGRI11 (BB Asset): -0,53%
O AGRI11 caiu 0,53%. O fundo acompanha o IAGRO-FFS B3, índice formado por mais de 30 empresas ligadas à produção, aos insumos, à logística e aos serviços da cadeia agropecuária.
Entre as maiores posições estavam Klabin, com 9,33%, Suzano, com 8,75%, Ambev, com 8,07%, Cosan, com 7,52%, e MBRF, com 7,10%. Essas cinco empresas representavam aproximadamente 40,8% da carteira.
A maior parte desse grupo fechou em queda. Klabin recuou 0,41%, Ambev perdeu 1,52%, Cosan caiu 3,07% e MBRF recuou 2,33%. Suzano foi a exceção, com alta de 0,43%.
A valorização de Suzano não foi suficiente para compensar as perdas distribuídas pelas demais posições relevantes. A queda de Cosan teve impacto especialmente negativo, enquanto Ambev e MBRF ampliaram a pressão sobre a carteira.
O AGRI11 acumula alta de 10,52% no mês, mas recua 4,90% no ano e 8,10% em 12 meses.
PIBB11 (Itaú Asset): -0,84%
O PIBB11 recuou 0,84%, desempenho próximo da queda de 0,93% do Ibovespa. O fundo acompanha o IBrX 50, índice que reúne os 50 ativos de maior negociabilidade e representatividade do mercado acionário brasileiro.
Vale era a maior posição, com peso de 13,18%, seguida por Itaú, com 9,29%, PETR4, com 7,75%, e PETR3, com 6,90%. Axia Energia, Sabesp, Bradesco, Itaúsa e B3 também estavam entre as posições relevantes.
Petrobras e Vale ofereceram suporte. PETR3 avançou 0,85%, PETR4 ganhou 0,69% e Vale subiu 0,10%. O desempenho positivo dessas empresas refletiu principalmente a valorização do petróleo e a resistência observada em parte das commodities.
O bloco financeiro, porém, exerceu pressão mais intensa. Itaú caiu 1,98%, Bradesco recuou 2,36%, Itaúsa perdeu 1,97% e B3 caiu 1,98%. Entre as utilities, Axia Energia recuou 1,87% e Sabesp perdeu 0,48%.
As quedas dos bancos e das utilities superaram as contribuições positivas de Petrobras e Vale, levando o PIBB11 ao campo negativo. O ETF acumula alta de 8,10% no mês, 16,91% no ano e 32,90% em 12 meses.
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